Quem sou eu

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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nascida em Campinas SP e criada em Fortaleza CE. Amo viajar, meu principal hobby. Conhecer lugares e cultura é a melhor forma de crescermos espiritualmente. Sou casada com uma pessoa maravilhosa chamada Luiz Rodrigues, que curte comigo todas as viagens. Um trecho de livro que resume meu pensamento sobre vida e viagem: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver". ("Mar sem fim"- Amyr Klink) AVISO: As postagens estão em ordem inversa, ou seja, do fim da viagem para o começo. Desta forma, observem a data informada e leiam do fim para o começo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

13º Dia (19/09 - sex) – Tour Vale do Colca e noite em Chivay, que está a 150km de Arequipa

Acordamos, se é que abrir os olhos às 2 horas da madrugada se pode chamar de acordar, e fomos nos aprontar para o passeio.

As 3horas em ponto a van estava nos pegando no hotel, com uma guia super animada.
A van já tinha 7 pessoas o lugar vago que cabia eu e o Luiz juntos era nos bancos do fundo e fomos para ele, depois pegou mais 3 pessoas, totalizando 12 passageiros, mais o motorista e a guia. O grupo era composto do japonês Nobuhiro Inagaki (que depois descobrimos que ele veio do Japão só para conhecer o Peru, não falava nada de espanhol e pouco sabia de inglês, andava direto com um dicionário espanhol-japonês), um casal de +/- 60 anos de franceses (não tivemos oportunidade de conhecê-los melhor), um casal de Arequipenhos (ele engenheiro e ela estudante de direito, uma simpatia que nos contaram muito sobre Arequipa), duas Arequipenhas (mãe e filha, que anotavam todas as informações em um caderninho), um francês que era muito tranqüilo e simpático, mas quase não conseguimos nos comunicar com ele e um casal de espanhois (esses ficaram mais na dele, sem manter contato com o resto do grupo, dava a impressão que não estavam muito satisfeitos em ter que compartilhar o passeio com o grupo)

Completa a van, a guia deu as instruções de como seria a seqüência do passeio.
Boa parte de viagem fomos dormindo, apesar de a estrada estar bastante esburacada e o carro balançar bastante.

No meio do caminho, entre uma acordada e outra do balanço do carro, percebi que a janela de vidro estava com uma camada de gelo por dentro e vi que outras pessoas estavam esfregando a cortina para ver do lado de fora. Fiz o mesmo e vi que, apesar de não haver neve, na encosta das montanhas ao lado estrada havia gelo e pense no frio que fazia.

O sol começava a aparecer e notei que estava toda dolorida, já que havia 4 pessoas no banco traseiro e eu tinha que ficar de lado, já que o espaço era muito reduzido, não dava nem para nos mexer, mas tudo bem...

Um pouco depois a guia disse que ia fazer uma parada para que nós apreciássemos os lagos congelados e as aves que habitam ali. Paramos no acostamento e pense no FRRRRRRRIIIIIIIO que fazia, pensou, pense mais um pouco, pronto, é quase isso, mas um pouco mais frio. No entanto, a paisagem, a emoção de estarmos ali e a oportunidade de tirar fotos compensou.

Seguimos viagem, eram +/- 5h da manhã e a partir daí era só descongelando o vidro da van, tremendo de frio e curtindo a paisagem.


O movimento de vans e ônibus fazendo o mesmo percurso era grande, o que nos deu a certeza de que todo mundo que faria o percurso para Chivay tinha saído às 3h da madrugada. A poeira que havia na estrada também, para quem já estava com a faringite atacada da viagem entre Ollantaytambo e Salineras, como eu, aquilo só fazia piorar o desconforto nas vias aéreas. Mas, nada que diminuísse o prazer do passeio.

Já roxos de vontade de ir ao banheiro, ou como chamam os peruanos ‘serviços higiênicos’, finalmente chegamos à entrada do Vale do Colca, onde a guia afirmou que poderíamos fazer uma parada providencial.

Neste local há uma guarita regulando as entradas e vendendo os boletos turísticos. A guia comprou o boleto de todos e fui correndo ao único banheiro, que na verdade é o banheiro do posto, os outros foram depois de mim, rsrsrsr. Enquanto isso, aproveitei para tirar umas fotos do local.

A guia nos apressou para irmos logo continuar a viagem, pois os condores não esperam e tem horário para voar. Como todos tinham muito interesse em não perder o espetáculo fomos prontamente de volta para a van.

No caminho houve mais duas paradas, uma no vilarejo chamado Yanque, no qual assistimos uma apresentação de danças típicas (Dança de Wititi) e também tivemos a oportunidade de tirar fotos com lhama, coruja (enorme por sinal) e um gavião. Foto acima da praça central de Yanque, igreja ao fundo e apresentação de dança.
As pessoas da comunidade estão na praça com os animais a espera de turistas que desejem uma foto com os bichos e em seguida pedem “propina” e haja moedas para distribuirmos com as fotos. Olha nós aí junto a gavião e alpaca.

Além disso, há comércio de artesanato local e a visitação da igreja da cidade.

A outra parada é o ̃Mirador dos Andes, um espetacular pedaço de estrada, localizado a 4.850 metros de altura do nível do mar. Nesse local se faz uma parada de mais ou menos 10 minutos para desfrutar de uma bela paisagem que este mirador natural oferece, dentre elas o rio Chile.

É possível, além de se ter uma visão magnífica da região, observar a dimensão das terras cultivadas. É impressionante como se pratica a agricultura, principalmente pelo fato dela ser toda manual sem utilização de máquinas só trabalho humano. Os povoadores souberam manter intactas muitos de seus costumes como o uso dos seus sistemas de terraços nos quais cultivam até hoje quinua, milho, cevada e trigo.

Nessa parada também é possível observar tumbas que estão nos morros nos quais só é possível chegar escalando. Não sei como os incas conseguiram enterrar corpos em locais tão altos e inacessíveis. Foto da tumbas, que são esse buracos ladeados de pedras empilhadas.

As tumbas Incas eram feitas no alto das montanhas. Assim, os mortos estavam mais próximos do céu. Evidentemente todas foram abertas, pois roubaram todos os objetos de valor.

Seguimos na estrada, que é toda de terra e a quantidade de vans, ônibus e carro que circulam provoca uma imensa nuvem de poeira. Além disso, a estrada passa por vários túneis, em um deles demora-se cerca de 15 min para atravessar e fica-se em completa escuridão, já que não há iluminação.
Mais um pouco de estrada e finalmente chegamos ao tão esperado Cruz Del Colca por volta de 8h45min. Neste local os condores se exibem para o público que vem assistir a seus majestosos vôos. Para voar os condores usam, sobretudo, a coluna de ar quente e os ventos, pouco utilizam suas asas. Alguns deles podem atingir até 3,5 metros de envergadura. Seu vôo é realmente bonito e nós tivemos a sorte de ver uns 20 deles voando sobre nossas cabeças. Foto ao lado condor em sua magestosa exibição.

O mundo Inca é dividido em três níveis. A terra, representada pela serpente. A superfície representada pelo puma. O ar representado pelo condor.

Além do vôo dos condores, é agradável apreciar o local, que é um vale formoso carregado de história, de morno sol e geografia surpreendente, que além de ter um dos canion de maior profundidade do planeta, mantém vivas as tradições de um punhado de povos de ancestral criação.

O Canhão do Colca é o segundo de maior profundidade do mundo, depois do Cotahuasi (ambos localizados no Departamento de Arequipa) e está localizado ao longo do vale do mesmo nome. Sua profundidade atinge os 3.180 metros, convertendo-se numa maravilha natural digna de admirar-se.

Interessante observar que no local havia em torno de 2.000 pessoas todas de máquinas/filmadoras em punho ansiosas por obter boas imagens/filmagens daquele espetáculo impar. Foto de milhares de pessoas ávidas por registrar o magnífico show dos condores.

Em torno de 9h:45min simplismente desapareceram todos os condores. As pessoas continuavam a esperar que mais algum aparecesse, mas a medida que notavam que nada viam, começavam a se movimentar saindo do local. Vários ônibus chegaram após esse horário, mas estes, infelizmente, perderam o espetáculo. Ou seja, realmente os condores têm horário para voar e nós, reles seres humanos temos que respeitá-los, pois a natureza é ímpar.

Pelo horário de saída combinado, ainda dava tempo para ir ao banheiro, rumamos aos únicos existentes no local e, como era de se esperar, lá estava a longa fila de mulheres na porta do banheiro.
Havia dois banheiros (um masculino e outro feminino), mas, como a fila no banheiro das mulheres estava muito grande, havia um guarda controlando a entrada do banheiro dos homens e permitindo que as mulheres entrassem nesse, então ele deixava entrar 2 mulheres e nessa hora impedia a entrada de homens até a fila de homem aumentar um pouco, aí impedia a entrada de mulheres e liberava a de homens. Mesmo assim, fiquei em torno de 15min a espera de chegar minha vez.
Foto acima do canon, nesse local a impressão que se tem é que se vai escorregar canon abaixo, lindo...

Ainda deu tempo depois de caminhar, tirar mais umas fotos do local e comprar uns biscoitos porque estávamos famintos, já que não houve desayuno e estávamos passados de fome.

Na hora marcada a guia chamou todos para a van e iniciamos nossa viagem de retorno. O percurso de retorno teve duas paradas.

Uma para ver as geleiras e um lago maravilhoso, formado pelas águas do desgelo, neste local, como em todos os outros, há pessoas comercializando artesanato, mas neste, diferentemente dos demais, estavam vendendo frutas produzidas na região.
Foto ao lado uma das frutas vendidas, uma delícia.
Uma delas parecia o kiwi, só que bem maior e mais azedo do que comemos no Brasil, outra era o fruto do cacto, que eu conheço por figo da índia, mas lá tem outro nome e a terceira não conheço e nem lembro o nome, mas é muito saborosa.
Foto abaixo, a fruta que parece um kiwi, sóque é 5 vezes maior.
E a segunda em no vilarejo de Maca que é um povoado localizado nas bordas do Vulcão Sabancaya e do nevado Hualca-Hualca e onde podemos visitar a Igreja de Santa Ana de Maca, a qual tem uma formosa fachada enfeitada com arcos, no interior conserva belos altares barrocos, o sagrário e uma imagem de Cristo crucificado que data do século XVI.

Nossa sorte que um casal de franceses que estava no tour conosco ficou nessa cidade, pois iriam dormir ali e a partir daí fomos em um banco mais a frente da van e finalmente pudemos ficar mais confortável.
Foto da fruta: Figo da Índia.
Finalizado as paradas, seguimos para a cidade de Chivay, onde iríamos almoçar em um restaurante típico da região o Qhapaq Nan. O valor do almoço não está incluso no valor do passeio e custa S/.20,00 por pessoa. É no estilo Buffet e tem vários pratos típicos, está incluso sobremesa e frutas.

Chivay está a 3.600m de altitude acima do nível do mar.

Adoramos o almoço, comemos carne de alpaca, cordeiro, batatas de várias formas, peixe, enfim, havia várias comidas saborosas e diferentes.

Foto do restaurante em Chivay, nossa van da viagem e a evidencia de que várias construções no Peru estão por finalizar. Descobrimos que há problemas com falta de cimento, fica-se até 6 meses com uma obra parada por faltar cimento para venda.

Depois de todos satisfeitos, fomos distribuídos em vários hotéis/hostal, conforme o pacote adquirido.
Nos ficamos no hostal Colcamayo, foi aí que verificamos que nossa aquisição não havia sido tão boa, porque o hostal era muito fraquinho, o chuveiro do banheiro quase não saia água, mas ainda bem que era quente, pois o frio estava grande. A cama não era essas coisas, mas tudo estava limpinho e isso era o importante. O problema é que verificamos que o quarto era muito frio e a noite prometia esfriar mais.

Chegamos no hostal as 14h e conforme programação do passeio, teríamos 2h de descanso antes de virem nos apanhar para ir aos banhos de águas termais. Conclusão, tomamos banho e fomos dormir, porque fazia 12h que estávamos acordados e na noite anterior só havíamos dormido 2h, ou seja, estávamos exaustos. Antes programamos o celular para nos despertar.

Como programado, a guia da excursão veio nos pegar no horário combinado e nós embarcamos para conhecer o tão falado banho. Do grupo da excursão só estavam o francês, o japonês, o casal isolado e a mãe com a filha. Chegamos ao local, que está localizado a aproximadamente 5 minutos da cidade, e compramos os ingressos (S/.10,00 p/pessoa) e fomos criar coragem (o frio estava imenso) para tirar a roupa e ficar de roupa de banho para entrar na piscina.

As piscinas de água quente, que se chama “Calera”, é um lugar paradisíaco rodeado de bonitas montanhas e águas quentes que cai da montanha com uma temperatura de 80º, e são esfriadas em uma piscina de água fria chegando a 35º para que os visitantes possam tomar um banho e relaxar depois de um dia cheio de atividades.

Foto da piscina, recomendo fazer todo esforço para tomar esse banho, é fenomenal.

O local é razoavelmente grande e tem várias piscinas, todas com água na mesma temperatura de águas termo-medicinais com altos conteúdos de enxofre e ferro, que ajudam no tratamento de doenças como o reumatismo e a artrite. A diferença entre as piscinas é o formato (tem coberta, ao ar livre, em forma de ofurô etc). Levamos uma toalha do hostal pequena, mas descobrimos que no local era possível alugar toalhas.

Há local para trocar de roupa, em outro local se pega uma chave para guardar as coisas em um guarda-volumes e outro para tomar uma ducha antes de entrar na piscina. Depois de seguir o rito, adentramos na relaxante piscina de águas mornas. Isso foi uma das boas coisas que fizemos durante a viagem, pois ficamos revigorados. Estar dentro da piscina é uma maravilha, o problema foi a coragem para sair dela e enfrentar o frio, mas, como não tinha outro jeito...

Retornamos para o hostal às 15h, já com hora marcada para sermos apanhados novamente para irmos jantar. Resolvemos perguntar no hostal se não havia um aquecedor para colocar no quarto e descobrimos que havia disponível para alugar por S/.10,00, não tivemos dúvida, solicitamos um. O aparelho não era muito grande, mas antes com ele do que sem nada para escapar do frio.
Mais uma soneca antes da janta.

Deixamos o aquecedor ligado e fomos aguardar a van nos pegar para jantar. Foto ao lado de nosso super aquecedor, rsrsrsr.
Mais uma vez nossa guia estava na hora marcada, desta vez, todo o grupo foi ao jantar.
O restaurante do jantar era distinto do que havíamos almoçado, mas muito aconchegante, o jantar também não estava incluso no passeio e o sistema era a La carte.
Foto da nossa turma de excursão.
Como eu não estava com muita fome, pedi uma omelete de frango, que veio incrivelmente acompanhada de batatas (será que esse povo não enjoa de tanta batata?), cenouras cozidas, arroz e tomate (puxa era para ser só um lanche, nunca imaginaria que vinha isso tudo) e o Luiz pediu carne de alpaca, que veio imersa em uma massa de macarrão cabelo de anjo super fino, ambos estavam uma delícia. O Luiz acabou comendo metade do meu pedido.
Foto abaixo do omelete e da carne de alpaca com macarrão.

Em seguida houve uma apresentação de música regional com 3 tipos de dança, cada uma mais interessante que a outra. Inicialmente conta-se a história da origem da dança, depois é feita a apresentação e finalmente alguns turistas são escolhidos para dançar. Eu fui escolhida em uma das danças, na qual o homem também está vestido de mulher, cujo sentido era à época enganar o pai da parceira. Foi um barato, mas o problema é conseguir dançar toda a dança, porque como se está a uma altitude de quase 4.000m acima do mar, todo movimento é cansativo, o ar é rarefeito e a respiração fica prejudicada.
A dança mais engraçada é a que o homem fica deitado no chão e a parceira o chicoteia e depois passa dançando por cima dele, essa é de bolar de rir.
Foto minha dançando com o dançarino da apresentação musical.
Foto da carne de alpaca com macarrão

Finalizada a brincadeira o grupo de músicos continuou a tocar músicas peruana e o Luiz me tirou para dançar. Foi ótimo, além de nós só mais um casal no restaurante foi dançar no salão.

Nove horas em ponto nossa guia já estava nos convocando para retornarmos para o hostal. Só nos restava obedecer, já que além do cansaço, a diversão terminaria por ali, pois o restaurante fecharia.

Chegamos no hostal entramos no quarto e verificamos que nosso super aquecedor, não era lá essas coisas, pois só aquecia o que estava muito próximo dele, mas, trouxemos o danado mais perto da cama e escapamos do frio intenso.
Essa foto foi tirada em um dos miradores que paramos. É impressionante a quantidade de pedra empilhada que tem nessa região.
Segundo a guia as pessoas fazem pedido e empilham pedras, quanto maior o pedido maior a pilha de pedras, é tipo uma oferenda.
O Luiz não perdeu tempo e fez a pilha de pedras dele, a qual está mostrando. A dele é a menorzinha que tem, logo abaixo do dedo dele.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

12º Dia (18/09 - qui) – City Tour Arequipa


Acordamos cedo, pois queríamos aproveitar bem o dia e fomos tomar nosso conhecido desayuno continental.
Seguimos para a Plaza de Armas, que fica a seis quarteirões do Hotel Santa Teresa, e fomos verificar uma agência para comprarmos nosso tiquet para o city tour no Bustour para o horário de 9h:15min, o passeio completo custa S/.35,00 p/pessoa.



Compramos nosso bilhete e esperamos na agência de turismo mesmo, pois o ônibus sai da Plaza de Armas. Enquanto esperávamos consultamos o passeio do Colca e também de Paracas.

No horário estipulado o ônibus saiu, nossos assentos eram os de número 09 e 10 do piso superior.


Há um guia permanente a bordo que vai relatando todo o histórico do passeio.






Durante o passeio, que tem duração de 4 horas, visita-se a Plaza de Armas, o Mirador de Carmen Alto (foto ao lado), o distrito de Caya, a Plaza e Mirador de Yanahuara, uma loja de artigos feitos de alpaca, lhama e vicunha, distrito de Sachaca, o Balneário de Tingo, a mansão del Fundador, o Molino e Sabandía e Andenes de Paucarpata.

Arequipa localiza-se no sul do país, a 2300 metros de altitude, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO no ano 2000, devido à arquitectura ornamentada, sendo grande parte dos edifícios construídos numa espécie de rocha vulcânica de cor branca, designada de "sillar". O nome dela vem da "oração en lingua quíchua, Arequipai" que quer dizer" Sim, fique".

A primeira parada do ônibus é no Mirador de Carmen Alto de onde se pode observar os três exuberantes vulcões: el Chachani, El Misti y el Pichu Pichu. A vista, realmente é maravilhosa. Também, desse mirador se pode observar lhamas e alpacas.


Nesse local também se vê a plantação de várias frutas e legumes característicos do Peru.
A foto ao lado é uma alcachofra em flor.

Em seguida, parte-se para o Distrito de Cayma – O distrito é um dos vinte e nove Cayma que compõem a província de Arequipa, no departamento de Arequipa. Lá os monges dominicanos levantaram uma capela por volta do ano de 1544, que serviu de base para uma igreja que se construiu por volta do século XVIII.

Saímos e fomos para o Mirador de Yanahuara (foto ao lado) – é um local agradável em Arequipa, foi construído no século XIX e é composto por uma série de arcos de pedra silar onde as palavras dos famosos cidadãos de Arequipa tem sido gravadas.
Este local é um ponto de vista maravilhosa da cidade e Vulcão Misti.





Nesse local experimentamos o sorvete típico peruano que é tipo um sorvete brasileiro conhecido como raspadinha. Ele tem gosto de sorvete de creme, é raspado e por cima coloca-se canela em pó.

Seguimos para o Outlet Incalpaca, parte comercial do passeio.
É um local onde se comercializa produtos feitos de alpaca, lhama e vicunha, os respectivos animais também estão no local, o que foi uma maravilha, pq nada melhor que ver e fotografar as gracinhas.




Terminada a seção comercial, seguimos para o Distrito de Sachaca

Depois, Balneário de Tingo que situa-se a 5km da cidade de Arequipa. É um lugar de recreação que conta com piscinas e um lago artificial, onde se pode dar um passeio de bote.

Fizemos mais uma parada na Mansão Del Fundador. Fica a 9km, aproximadamente, do centro da cidade. É um local onde os rios Socabaya e Paucarpata banham um conjunto de terras. Neste local há uma mansão, uma das mais importantes palácio da região. A construção data do século XVIII, é feita com pedra silar e construída a beira de um precipício.


A visita da mansão é paga S/.10,00 inteira e S/.5,00 estudante. (valor por pessoa)

Depois de visitarmos a mansão fui ver uma lhama que estava no jardim fui tentar passar a mão nela, mas ela não quis conversa, deu uma bela de uma cuspida, também eu perturbei ela até ela cuspir pq queria ver ela cuspindo.



Foi ótimo, porque a cuspida não me atingiu e eu pude rir muito.




Segundo se conta, o fundador Don Garcí Manuel de Carbajal mandou construir para seu filho.
A mansão passou por vários proprietários e no ano de 1585 foi vendida aos padres Jesuítas, que se fixaram, melhorando e ampliando os ambientes da casa, além de construírem uma igreja.
A foto ao lado é de um filtro de pedra que há na cozinha da casa. É impressionante como funciona perfeitamente.
A foto abaixo é do Luiz ao lado de um caminhão que tinha no local.

A próxima parada foi no Molino de Sabadia, que situa-se a cerca de 9 Km da cidade, é famosa por causa do moinho colonial dela que data do século XVII onde antigamente os grãos foram moídos e então foi distribuído no todo sul. A entrada daqui também é paga S/.5,00 p/pessoa.

Finalmente passamos por Andenes de Paucarpata, depois disso, na volta para Arequipa a guia turística sugeriu, para quem quisesse almoçar, um restaurante de comidas típicas. Resolvemos descer ali e almoçar. Não recomendo essa parada, a comida demora demais e não é tão maravilhosa. Na verdade, depois nos arrependemos pq poderíamos ter almoçado no centro de Arequipa e ter aproveitado melhor o tempo.
Conclusão o city-tour, apesar do que vimos ficou abaixo das nossas expectativas, pois as explicações nos locais de visita eram muito precárias e ficamos com a sensação de que se tivéssemos contratado um taxi para fazer o mesmo percurso tinha sido muito mais proveitoso e rápido.
Ou seja, se soubéssemos do conteúdo do passeio teríamos viabilizado outra forma, que não o ônibus turístico, para ver a mesma coisa em menos tempo e com uma explicação mais voltada para nós.
A foto abaixo é da entrada do restaurante onde almoçamos.

O restaurante chamava-se Picanteria turística e era muito bonito.
Pedimos um rocoto relleno para mim, que é um pimentão vermelho, recheado com carne e vem acompanhado de batatas, é um dos pratos típicos de Arequipa.
Para o Luiz pedimos um lomo saltado. Quando veio, pensamos que o pimentão não era picante, mas pense num negócio ardido pra caramba. Quase não conseguimos comer de tanto que ardia. Além disso, pedimos um pisco e um uísque. Tudo deu S/.35,00.

Depois pegamos um moto taxi e fomos para a Plaza de Armas.

Fomos direto para a agência de turismo fechar nosso passeio para o Cânion Del Colca.
Optamos por comprar na agência de turismo “Peru Bolívia Expeditions” com o Sr. Yuri.
Agência Peru Bolivia Expeditions www.peruboliviaexpeditions.com fone: 0051-54-222772.
Resolvemos também comprar tanto o passeio de Colca, como o de Paracas, pois achamos que facilitaria o final da viagem.

O tour de Cânion Del Colca ficou por U$S78,00 valor para nós dois e incluía transporte turístico (em uma topique) com guia, duas noites em hostal na cidade de Chivay com desayuno e boleto turístico que é necessário para entrar no Canon, cujo valor é de S/.35,00 valor por pessoa.

Compramos também as passagens de Arequipa para Ica pela Cruz Del Sul, valor S/.92,00. valor por pessoa.

O tour em Paracas ficou por U$S122,00 (valor total para nós dois) e incluía a Reserva Nacional de Paracas, Islãs Balestras e uma noite em um Hostal duas estrela com desayuno continental.
Pelo combinado a excursão para o Cânion Del Colca sairia no dia seguinte entre 8:30 e 9h.

Tudo acertado, perdemos um pouco de tempo para resolvermos todos os detalhes dos passeios, mas pelo menos não teríamos mais preocupações até Paracas.

Resolvemos então visitar o Monastério de Santa Catalina, que é uma das grandes atrações de Arequipa e a visita dura em torno de três horas.
As fotos acima e ao lado são varandas do monatério.
A entrada custa S/.30,00 (por pessoa) e pode ser pago no cartão, mas não há redução para estudante. Caso se deseje um guia para acompanhar a visita, pode-se contratar uma dentro do próprio monastério, são estudantes de turismo que ficam lá aguardando pessoas interessadas em contratá-las. Resolvemos contratar uma, para ter melhor aproveitamento o valor cobrado foi de S/.15,00 para nós dois.

História – em 1579, a menos de 40 anos da chegada dos espanhóis a cidade de Arequipa, foi fundado o Monastério de Santa Catalina. Desde seu início, mulheres de diversos estatos sociais ingressaram no monastério para servirem como monjas de clausura e nunca mais retornarem aos seus lugares.
Construído com silar, é a mais importante expoente da arquitetura colonial arequipenha.
Os contínuos terremotos que afetaram motivaram mudanças em sua estrutura. Nesse local, as religiosas construíram celas privadas e levaram uma vida de clausura, asiladas da civilização.
Foto ao lado é de um dos quartos das freiras reclusas.

Esse local é uma pequena cidade, com vários espaços de clausura. Inicialmente as mulheres que decidiam ingressar nele ficavam em uma determinada área, onde os quartos eram mais simples, passavam o dia orando e bordando. Nesse local permaneciam por dois anos e podiam desistir de ficar lá, mas a opção de sair era um desacato à família. As famílias entendiam que enviar a filha para lá era uma honra.
Quando elas entravam tinham que entregar dotes em dinheiro e para mantê-las lá a família tinha que enviar recursos para o monastério. As mais abastadas tinham mais regalias, enquanto que as mulheres de família pobre só conseguiam ingressar se tivessem algum dom artístico e para se manterem lá ficavam fazendo trabalhos, tais como cozinhar, lavar etc.
Foto ao lado é do local onde elas lavavam roupas.

Passados os dois anos, elas eram promovidas a outra ala, onde permaneceriam para o resto da vida até morrerem. Durante todo o tempo não tinham nenhum contato com as pessoas fora do monastério e as visitas da família era realizada por meio de um giratório onde entrava o produto, girava-se a roda e dentro a freira recebia. Ou seja, não havia contato visual, nem verbal, só passagem de produtos.

Todo o trabalho dentro do monastério era realizado por elas, que também bordavam, faziam pães, bolos, biscoito, os quais eram comercializados para ajudar na manutenção delas dentro do monastério.

O local é espetacular e impressionante. A construção uma verdadeira obra de arte. Conhecer aquele lugar é um aprendizado. E, por impressionante que pareça, hoje ainda existem freiras morando lá, logicamente que com uma vida agradável, pois a clausura não é mais tão rigorosa.

Terminado o tour com a guia, ficamos mais um pouco no monastério vendo mais detalhadamente alguns compartimentos que não tivemos tempo de melhor apreciar na visita guiada e também tirando umas fotos.

Foto acima do interior do monastério.
Saímos de lá direto para pegar nossas roupas que tínhamos deixado para lavar no dia anterior. E, em seguida, fomos para o hotel deixar as roupas lá.

Quando estávamos saindo do hotel para dar mais um passeio pelas ruas de Arequipa a recepcionista do hotel avisou que havia uma ligação para mim. Fiquei assustada, pois quem poderia me encontrar em um hotel em plena Arequipa-Peru?

Atendi e, para meu espanto, era o dono da agência de turismo que eu havia fechado os pacotes de passeio, Sr Yuri, avisando que o horário de saída do passeio havia mudado, pois haveria uma carreteira (rally) no dia seguinte e a estrada seria fechada. O novo horário de saída do passeio seria 3 horas da madrugada. Quase caio para trás, pois tudo que não queríamos era acordar de madrugada para sair para o passeio. Sem entender direito, ou talvez sem querer entender, o motivo da mudança de horário e muito chateada por ter contratado uma coisa e ter que levar outra, disse a ele que iria ir à agência de turismo para conversarmos melhor.

Fomos na agência, que se localiza na Plaza de Armas, e pedimos novas explicações, que foram repetidas e Tb ele pediu desculpas pois era um fato que independia da vontade dele e que todas as agências estavam mudando o horário de saída do passeio do dia seguinte. Ficamos indignados, pois achamos um absurdo não se saber com antecedência sobre um rally que necessitasse fechar a estrada.

Resolvi ir ver em outras agências para conferir se a história era verdadeira ou se o danado do peruano estava querendo passar a perna em nós, já que no passeio pelo Colca de um dia a programação é sair 3horas da madrugada e voltar no mesmo dia. Ficamos com a impressão que ele não tinha fechado um grupo de pessoas que quisessem fazer o passeio de 2 dias e iria nos encaixar em um de 1 dia.

Fui em 2 agências como se quisesse comprar o passeio e pedindo informações e nas duas foi ressaltado que excepcionalmente o passeio do dia seguinte sairia às 3h da madrugada. Assim verifiquei q a história era verdadeira. Conclusão, voltamos a agência e acertamos os detalhes da saída.

Um pouco desapontados por ter mudado um pouco o curso do passeio, mas sem deixar que isso estragasse nosso dia, seguimos para um restaurante, já que estávamos com fome. Resolvemos ir no mesmo do dia anterior, já que tínhamos adorado o local e a comida.

Pedimos dois pratos com massa, um raviole e um fetucchine, ambos com carne. A comida estava espetacular e acompanhada do espetáculo de sanfona que o senhor estava novamente dando, foi maravilhoso. O nome do restaurante é La Italiana Massas e Pizzas, fica na calle San Francisco, 303. Local que recomendo, a comida é DIVINAMENTE maravilhosa.

Seguimos para o hotel, pois ainda teríamos que arrumar as malas, pois só poderíamos levar uma mochila pequena com material para passarmos 2 dias e uma noite, já que toda bagagem iria em uma van que não comportaria levar muitas malas de todas as pessoas. Ainda bem que levei uma bolsa pequena dobrada no fundo da mala, foi providencial para essa hora. Fizemos as malas, fechamos a conta do hotel, pois iríamos sair de madrugada, e deixamos as duas malas guardadas no hotel com o restante da bagagem. Fomos dormir as 23:30h, mas não antes sem colocar o depertador e também pedir para a recepção do hotel nos acordar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

Arequipa – dias 17 e 18 de setembro – dias 11 e 12

11º Dia (17/09 - qua) – Chegada a Arequipa

Chegamos em Arequipa as 15:30h e eu já estava roxa de vontade de ir ao banheiro, pois o banheiro do ônibus não estava acessível, melhor dizendo estava fechado. Mesmo assim, tive que esperar os procedimentos de desembarque e retirada de malas.

Seguimos para o banheiro, reconhecimento da rodoviária e meditação para verificar qual hotel iríamos pedir para o taxista nos levar.

Na chegada, ainda no ônibus, nos surpreendemos com o tamanho da cidade, não esperávamos uma cidade tão grande. Descobrimos que Arequipa é a segunda maior cidade do Peru, perdendo apenas para Lima.

Quando estávamos fora, analisando os hotéis que tinhamos indicação, um taxista se aproximou perguntando se desejávamos ajuda, como eu não estava conseguindo telefonar para nenhum hotel das indicações, aceitei a orientação dele que se ofereceu para nos levar em um hotel.

Inicialmente analisou as indicações que tínhamos, informou que o Hotel Los Balcones de Bolognesi não era muito bom e que o outro, o hotel Corregidor era melhor. Perguntamos quanto seria para nos levar até lá e ele informou que seria S/.5,00.

Achamos o valor razoável e resolvemos aceitar. No caminho vimos que a rodoviária fica bem distante da Plaza de Armas e o motorista, muito simpático, foi dando várias informações da cidade, indicando locais que poderíamos ver, comer, sugestões de pratos que poderíamos experimentar. Ou seja, foi uma maravilha.

Chegando ao hotel, fui analisar as instalações, o motorista me acompanhou muito simpaticamente e ainda disse que se eu não me agradasse ele poderia mostrar outro hotel.

Apesar de razoável, como ele ofereceu para mostra outro hotel, depois de agradecer à recepção do hotel, pedi que nos levasse a outro.

Essa foi a melhor parte, pois ele nos levou a um hotel bem melhor (hotel Santa Tereza endereço Rua Peral, 321 www.santateresaparkhotel.com, santateresaparkhotel@hotmail.com, fone (51-54) - 607613, mais próximo à Plaza de Armas, novo e com preço igual ao que tínhamos visto (U$S 28,00) quarto matrimonial.

Conclusão, ficamos no hotel Santa Tereza, muito alegres, pois as instalações eram excelentes e a ducha de água quente maravilhosa.

Depois dos procedimentos de check-in, reconhecimento do quarto e banho, fomos para a rua identificar uma lavanderia para lavar algumas roupas, pois quase todas que levamos estavam sujas. Bom, foi muito fácil, bem próximo do hotel havia uma e o preço era muito bom (S/. 4,00 para roupas que não precisavam passar e S/.5,00 para roupas engomadas) e entregava com 3 horas, mas não tínhamos pressa, já que iríamos ficar mais de um dia.

Voltamos ao hotel, pegamos as roupas sujas e levamos à lavanderia e seguimos para passear na cidade.


Arequipa é conhecida como a Cidade Branca por seus lindos muros brancos de sillar, uma pedra de origem vulcânica. Os interiores das construções são abobadados e as fachadas são muito belas e são do século 16 ao 18 (foto ao lado).


A cidade descansa no pé dos imponentes vulcões Chachani e Misti e do nevado Pichu Pichu.

A Plaza de Armas é uma das praças centrais mais grandiosas da América do Sul, contém várias palmeiras, flores e jardins e no seu centro está um chafariz de bronze, encimado por um anjo carinhosamente chamado Turututu, por causa da trombeta que carrega.
Foto ao lado da Catedral, Belíssima.

A catedral tem uma elegante fachada branca que chama atenção e ao fundo está o imenso vulto do Misti. Na fachada, dois medalhões de bronze simbolizam a Confederação Peruano-boliviana e é especialmente majestosa quando se acende a iluminação noturna.

A Plaza de Armas é rodeada por agência de turismo, na parte térrea das construções, e restaurantes, no primeiro andar (foto ao lado).
Por toda a calçada existe pessoas fazendo propaganda do restaurante e tentando angariar clientes.

Escolhemos um dos restaurantes o “Café Restaurant El Cerrojo”. Pedimos um Cuy assado (que é um preá e vem acompanhado de batata frita) e um lomo saltado (que é carne de boi trinchada e grelhada,a companha batatas e arroz). Eu tomei um pisco que era cortesia do restaurante e o Luiz pediu um uísque. Gasto total S/.73,00.

O Cuy foi interessante porque o preá é cortado ao meio e é assado e vem o bicho inteiro no prato com patas e cabeça. Até que tentei comer a criatura, mas só encontrei osso e couro, carne mesmo quase não tinha, conclusão escapei com o prato que o Luiz pediu que deu para dividir para nós dois. O investimento não compensou, ressalte-se que o restaurante não foi sugestão do motorista de taxi. E nós também não recomendamos.

Depois, fomos em várias agências de turismo consultar preço de excursão para o vale do Colca, todas ofereciam o mesmo pacote de dois dias e o preço era muito similar de uma agência para outra. Também nos informamos do passeio city tour que é realizado em um ônibus com dois pisos. No entanto, não fechamos com nenhuma agência.

Andamos mais pela cidade e resolvemos entrar em um restaurante italiano, pois havia uma apresentação de um senhor tocando sanfona cujo som estava muito convidativo. Era o Ristorante “La Italiana Pizzas e Pastas” pense num lugar bonito, grande e com uma decoração encantadora. O senhor, muito idoso, além de excelente cantor e tocador de sanfona, era cego, os pedidos de música eram passados verbalmente pelo garçom e o show foi belíssimo.


Foto com vista ao fundo do vulcão Misti.

Acabamos comendo uma pizza, pois o cheiro estava irresistível e o jantar não havia nos saciado completamente S/.16,00, o sabor não deixou a desejar, estava divina.

Finalmente fomos nos recolher no hotel, pois já era tarde e no dia seguinte queríamos acordar cedo para aproveitar o dia conhecendo Arequipa.

Peru - 07 a 23/09/2008

11º Dia (17/09 - qua) – Manhã em Puno e tarde partida para Arequipa – distância 325km

Acordamos as 6h30min, tomamos nosso desayuno buffet calmamente, arrumamos a mala e fomos dar mais umas voltas pela cidade para ver o que não tínhamos visitado, afinal a viagem era só 10h e dava tempo de conhecer mais algo.

Fomos a Plaza de Armas, entramos na catedral (foto ao lado), que é uma construção seiscentista e surpreendentemente grande, com uma graciosa fachada barroca e um interior muito simples e humilde, em conformidade com a religiosidade dos aimarás.

Em seguida fomos à igreja Santo Antônio (foto ao lado), tiramos mais algumas fotos do centro e retornamos ao hotel para nosso check-out.


Pegamos um moto-taxi e seguimos para a rodoviária (ou terminal terrestre).
Ao lado Hotel Silustani.

Chegando lá, como estávamos com tempo de sobra fui dar um passeio em um taxi-bicicleta, claro que não poderia perder essa oportunidade de passeio e de foto (foto abaixo).

Hora do embarque, pagamos nossa taxa de utilização do terminal terrestre, despachamos as malas para o bagageiro do ônibus e fomos para nossos assentos ilustres de primeiras poltronas no segundo piso. Agora sim, finalmente iríamos nos assentos contratados no ato da compra.

Como alegria de pobre dura pouco, verificamos que ao entrarmos no ônibus, apesar de irmos nos assentos desejados, a refrigeração não estava funcionando, a maioria dos passageiros eram peruanos, ou seja, imaginem aí a quantidade de trouxa no ônibus. Além disso, a direção da viagem era em favor do sol, então pense aí nós nas cadeiras da frente do segundo piso do ônibus com o sol bem na nossa cara a viagem toda sem refrigeração no ônibus. Pensou? Então, multiplique isso por duas vezes pior, pronto, é quase isso que foi a viagem.

Olha eu me divertindo na bicicleta-taxi.
Além disso, mal saiu da rodoviária o ônibus para pra pegar passageiros umas três vezes e em todas entrou um monte de gente vendendo água, pipoca, refrigerante etc. e chegando em Juliaca ele faz uma parada mais prolongada e o ônibus é invadido por vendedores dos mais variados produtos (frango assado, peixe frito, papas ou seja batatas, sorvete, balas, água, refrigerante).
Olhem, era tanta gente, que fiquei com vontade de sair do ônibus e largar aquele povo lá.

Superada a parada, que até foi interessante por ver que o carro de entrega da coca-cola era do tipo moto-taxi.

Além disso, apesar do sol quente, o percurso foi bonito e interessante, bastante sinuoso, observa-se uma vasta região de agricultura, além de diversas pastagens de lhama e alpacas.

Em um local da rodovia a polícia federal de lá parou e revistou o ônibus inteiro, olhando malas e mochilas dos passageiros. As nossas eles não olharam, acredito que estavam verificando mais dos peruanos para identificar algum tipo de produto sendo transportado ilegalmente.
Abaixo fotos de lhamas e região totalmente cultivada pela agricultura.

Peru - 07 a 23/09/2008

10º Dia (16/09 - ter) – Passeios em Puno Ilhas Flutuantes de Uros e Ilha Taquile

Acordamos 5h:45min, tomamos café que nesse hotel era do tipo buffet, ou seja: podia se servir a vontade e as opções eram café, leite, suco, chá, pão, bolo e cereais (q era tipo milho ou arroz, parecia pipoca).

Ou seja, praticamente a mesma coisa do desayuno colonial, com a diferença de poder repetir quanto quisesse.

Conforme combinado, o guia turístico veio nos pegar as 6h:45min para fazermos o passeio.
Pegamos o barco às 7h:30min. É um barco fechado onde cabem 20 pessoas e tem a parte de cima que se pode ficar alternadamente no máximo 10 pessoas. O frio é grande e não se consegue ficar muito tempo na parte de cima.

O lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo fica a 3.815 m acima do nível do mar e o segundo maior na América do Sul com 8.300 quilômetros quadrados de superfície e profundidade de 284m.

A primeira parada é em nas Ilhas Flutuantes de Uros, situado ao norte da baía de Puno, a 30 min de barco do porto de Puno.

Ao lado, foto da ilha de Uros, observem a placa de energia solar.

Essas ilhas são feitas de totora, planta que cresce nas margens do Lago Titicaca e que se assemelha a uma espécie de junco, é utilizada para fazer embarcações, além de servir de alimento e construir as casas e tudo o mais que existe na ilha.

A visita dura em torno de 1 hora e causa um verdadeiro impacto na nossa cabeça. Os hábitos, tradições e costumes dos habitantes são bastante diferentes da nossa tradicional cultura. Viver numa ilha que balança é, realmente, diferente.
Durante a visita há uma explicação de como a população constrói as ilhas a partir da totora, os hábitos deles, bem como seus costumes.
Ao lado, foto da explicação da formação da ilha, impressionante!

Também é servido a totora no seu estado natural, vendo os uros comendo aquilo fica-se na maior vontade de comer, pois eles descascam e comem como se fosse a coisa mais saborosa do mundo e numa rapidez impressionante.
A existência das ilhas flutuantes remonta a centenas de anos atrás. Atualmente centenas de pessoas vivem nas 40 ilhas, os habitantes são em torno de 2 mil Uros.
Os uros dizem ser "kot-suña" (a cidade do lago) isso insinua eles têm sangue preto, eles não podem se afogar nem sentem o frio. É por isso que eles asseguram serem habilidosos tal como um peixe.
Na oportunidade, comi um pouco de totora, era branca, parecida com cana de açúcar, mas não era doce, também lembrava espargo e tinha um sabor que não me "disse nada"! Ou seja, não é exatamente gostoso, mas valeu ter provado.

A comunidade vive, trabalha e até estuda naquelas ilhas mesmo.

Essa foi a parte da viagem que mais me impressionou e me emocionou, fiquei completamente extasiada com a forma de vida daquele povo.

O mais interessante é que com toda aquela comunidade vivendo de forma rudimentar, as casas possuem energia solar, impressinante!
Para os que optam pode-se fazer um passeio em um dos barcos feito de totora, custa U$S15,00. A nós não nos pareceu interessante e optamos por não fazer, o percurso do passeio é pequeno.

Foto do passeio no barco de totora.

No final, há uma apresentação musical das nativas cantando uma música em três idiomas (Quéchua, Aymara e espanhol), fabuloso.

Em seguida, parte-se para a Ilha de Taquile, que fica localizada a 35 quilômetros no leste da cidade de Puno e a viagem entre Uros e Taquile dura em torno de 2h30min. Durante o percurso serve-se mate de coca, café e chá de canela, acompanhado de bolacha salgada. É onde se pode curtir o passeio, ir para cima do barco, ver as aves, é excelente.

A ilha de Taquile tem uma dimensão de 6 quilômetros quadrados e está a 3.950 m. acima do nível do mar. Destaca-se pelos microclimas variados e por ser a maior em todas as ilhas do Titicaca.

Neste pequeno pedaço de terra, seus habitantes mantêm certos costumes herdados dos incas.
Por exemplo, apenas os homens sabem fazer artesanato (tricô) eles são os responsáveis por tecer toda vestimenta da comunidade.
De longe, por exemplo, já é possível observar que suas encostas são todas recortadas por terraços construídos séculos atrás e que ainda são utilizados para agricultura.
Nas vestimentas do povo estão embutidos sinais de seu estado civil ou posição social. Na foto ao lado temos um homem casado, representado pelo gorro que usa e pela cor da roupa.
Na foto ao lado, mais um exemplo de que aos homens fica a responsabilidade de tricotar, enquanto que as mulheres não sabem fazer tricô, sua responsabilidade é transformar a lã dos animais em linha.
Aos domingos, os representantes dos 6 suyos (comunidades) existentes na ilha reúnem-se na praça principal para discutir os problemas de sua sociedade.
Os princípios morais dos Incas: Ama Sua ( não roubar), Ama Quella ( não menter), Ama Lulla ( não ser preguiçoso) são rigorosamente observados e sua infração pode resultar em expulsão da ilha.

Cada ilha é habitada por uma comunidade diferente uma com os descendentes dos Collaguas (de origem Aymara) e a outra com os descendentes dos Cabanas (de origem Quéchua), cada um com seus costumes e crenças distintos.

Nessa ilha é onde há o almoço que é opcional e custa S/.15,00 p/pessoa. Mas, sinceramente, é imperdível, além de delicioso, o cenário montado é impagável.

O almoço é algo indescritível e saborosíssimo.
Uma das famílias, que geralmente tem um restaurante no local, prepara uma grande mesa ao ar livre, sob uma coberta com um pano branco, tipo um toldo.
No nosso caso ficamos no Restaurante e Pousada de Don Prudêncio. Pode-se escolher entre duas opções omelete de vegetais ou peixe.
Escolhemos peixe. Inicialmente é servida uma sopa de vegetais e frango (foto ao lado), que tem um sabor extremamente agradável acompanhado de pães e um molho picante (tipo vinagrete) para quem deseja colocar no pão (eu adorei o molho picante).

Em seguida, vem o prato principal, no nosso caso peixe (truta), que vem frito e acompanhado de batata (é claro q não poderia faltar, rsrsrsr), e arroz, pense na delícia. Também é servido chá p quem quiser incluso no preço e opcionalmente pode-se pedir água mineral ou refrigerante.

Ao lado meu semblante estasiado de tanta beleza.


Em seguida, depois de todos terminarem o almoço há uma apresentação de dança nativa.
Terminado, fomos convidados a conhecer a Praça principal.








Os costumes da população que vive nessa ilha são bastante diferentes eles usam roupas e adereços que distingue a classe social, o status, dentre outros.
Ao lado foto de uma senhora transformando lã em linha. Fenomenal!

Terminada a visita voltamos para o barco para o retorno a Puno eram 15h. Aí é só moleza. Chegamos no cais de Puno as 18h10min, ou seja o passeio durou 10h40min.

Chegamos a Puno fomos andar pelas ruas e depois jantar ........numa.

Por fim, decidimos ir à rodoviária comprar nossas passagens para Arequipa para o dia seguinte. Pegamos um taxi-moto, que nos cobrou S/.2,00. Desta vez optamos pela empresa Sur Oriente, com a garantia que iríamos viajar nas primeiras cadeiras do ônibus de dois pisos, a passagem custou S/.20,00 p/pessoa com saída as 10h15min do dia seguinte.
Foto da ilha Taquile, mostrando o costume que se tem no Peru de se carregar elevadas carga nas costas, inclusive mulheres.

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