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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nascida em Campinas SP e criada em Fortaleza CE. Amo viajar, meu principal hobby. Conhecer lugares e cultura é a melhor forma de crescermos espiritualmente. Sou casada com uma pessoa maravilhosa chamada Luiz Rodrigues, que curte comigo todas as viagens. Um trecho de livro que resume meu pensamento sobre vida e viagem: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver". ("Mar sem fim"- Amyr Klink) AVISO: As postagens estão em ordem inversa, ou seja, do fim da viagem para o começo. Desta forma, observem a data informada e leiam do fim para o começo.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

Paracas – dias 21 e 22 de setembro – dias 15 e 16

15º Dia (21/09 - dom) – Chegada em Paracas – Tour pela Reserva de Paracas
Ao lado a foto do que encontramos em Paracas, muitos, muitos Pelicanos.
Por volta de 5:00h acordei com o sol nascendo, belíssimo, olhei em volta quase todos dormiam, mas o Luiz estava igual a um tetéu, vigilante na estrada até parece que era o motorista.

O ônibus parou em Nasca e alguns passageiros desceram, inclusive nosso amigo Japonês.
O frio estava de rachar e era possível ver a névoa por toda a região.

De Arequipa a Nasca são 570km.
Continuando a viagem o Luiz falou que não dormiu quase nada e que a estrada era muito sinuosa e o motorista pisou adoidado no acelerador.

Infelizmente perdi essa paisagem, se tivesse mais tempo teria feito durante o dia para ver a estrada que passa ao lado do Pacífico, mas, não se pode querer tudo, né.

Às 7h:20min, conforme previsto, o ônibus chega em Ica. O interessante é que a parada é em uma rodoviária específica da empresa Cruz Del Sul. Parece que pelo Peru as empresas rodoviárias maiores cada uma tem uma rodoviária em cada cidade.

De Nasca a Ica são 135km. Ou seja, 705km de Arequipa a Ica.

Descemos e, junto conosco desceu mais dois casais, os quais tinham um agente de turismo a sua espera.

Mais pelicanos de Paracas.
Logo fomos abordados por um senhor que perguntou se desejávamos alguma informação. Como ele parecia muito atencioso, perguntei onde se podia tomar ônibus para Paracas.

Ele informou que não havia ônibus para Paracas, mas se desejássemos ele poderia arranjar um taxi. Agradeci, disse que no momento não queríamos um taxi, mas perguntei quanto seria e ele disse que por S/.120,00 um taxi nos levaria.
Claro que com esse preço não tínhamos nenhum interesse. Ele ficou insistindo, chegou a chamar o agente de turismo que iria levar os outros dois casais para perguntar se havia outra opção de irmos a Paracas, o qual, logicamente disse que teríamos que tomar um taxi. Percebemos que ele tinha dito aquilo para que fossemos de carro.

Mesmo assim, dissemos que não queríamos e que iríamos ainda pensar. Fomos saindo e fora da rodoviária perguntamos a outra pessoa onde havia um terminal terrestre com ônibus para Paracas, fomos informados que ao lado havia ônibus de 15 em 15min para Pisco, pois para Paracas não havia, mas em Pisco poderíamos tomar um taxi para Paracas que ficava mais viável.
Quando o homem que havia insistido para irmos de taxi viu que realmente não iríamos ir de taxi, mas sim de ônibus, resolveu informar que deveríamos ir logo, pois ia haver uma carreteira que fecharia a estrada às 8h. Como essa história de carreteira já havíamos vivido, chegamos a conclusão que tudo era motivo para o povo falar que uma carreteira fecharia a estrada e não acreditamos.

Atravessamos a rua, andamos um quarteirão, viramos e logo ali estava o terminal terrestre repleto de ônibus. Fomos ao balcão de informações e fomos informados que havia várias empresas de ônibus que ia para Pisco e havia ônibus saindo de 15 em 15 min. Deveríamos pedir para descer no ‘cruzadeiro da Pan Americana’ e lá pegar um taxi para Paracas. Pan Americana é uma rodovia. Nos alertaram também que quando descêssemos em Pisco não sacássemos câmaras, carteiras ou outro objeto de valor, porque a incidência de assalto era muito grande.

Fomos a um dos guichês de ônibus e compramos nossas passagens, S/.4,00 por pessoa. Oh diferença para o preço do taxi. A viagem dura 1hora. Pela quantidade de ônibus saindo para Pisco e pelos horários oferecidos, tivemos a certeza que a história da carreteira não passava de balela para nos convencer a ir de taxi.

Pegamos o ônibus das 8:00h da empresa Peru Bus, assentos 11 e 12.
Rapidinho o ônibus chegou, colocamos nossas malas no bagageiro e seguimos viagem.

9:00h o ônibus chegou no local, ou seja no cruzamento. De Ica a Pisco são 75km.
O motorista desceu, retirou nossas malas e chamou um guarda e disse que iríamos querer um taxi para ir à Paracas e recomendou que ficássemos com o guarda até o taxi chegar.
Ficamos ali e em poucos minutos o taxi passou, o guarda chamou e informou que iríamos para Paracas. Achamos muito seguro e nos sentimos totalmente protegidos.

Perguntamos ao taxista quanto seria a corrida o qual informou que era S/.20,00, achamos o valor compatível e fomos.

Chegamos em Paracas as 9h:30min, pela distância tivemos a certeza que o valor foi merecido. A paisagem da viagem era interessante, foi possível ver que Pisco estava totalmente destruída devido ao terremoto. De Pisco a Paracas são 16km.

Total percorrido no dia 796km.

Finalmente chegamos ao hostal Refúgio Del Pirata, onde fomos recebidos pelo senhor Pedro, conforme programado pelo Yuri da agência de Arequipa. Sr.Pedro, muito simpático nos orientou que poderíamos deixar nossas malas no hotel e poderíamos andar pela cidade até a hora do passeio (11h).
Auto foto, ao fundo hostal Refúgio Del Pirata, o que tem várias bandeiras e fachada amarela. Hostal Refúgio Del Pirata – e-mail: refugiodelpirata@hotmail.com Fone: 056-545054 Gerente: Pedro Martin Ramos.

Como estávamos morrendo de fome, pois ainda não tínhamos comido nada, perguntamos onde poderíamos tomar café, ele indicou o 3º piso do hotel.
Deixamos nossas malas guardadas num depósito no hotel, pois o check-in só era feito às 10h.

Subimos e pedimos um desayuno americano (que é igual ao continental, acrescido de ovos mexidos).

O local do café da manhã do hotel era muito bonito e com uma vista maravilhosa.
Foto do local do café da manhã.
Depois de saciados fomos andar pela cidade foi quando meu deslumbramento iniciou, pois havia na beira mar vários pelicanos e gaivotas, todos mansos e pareciam já esperar que fotografássemos, lógico desde que não chegássemos a menos de 1m deles, rsrsrsrrs.

Matei a vontade de tirar fotos dos bichanos maravilhosos.

O interessante é que as aves são muito mansas e permitem que se chegue perto delas.
Não tem quem resista em não tirar várias fotos.
A reserva de “Paracas” é uma gigantesca zona protegida, possui uma das maiores reservas marinhas do Peru, abrigando mais de 200 tipos de aves e uma grande variedade de espécies aquáticas.
Muitas gaivotas.
Está localizada em uma zona de 335.000 hectares,que forma parte de um dos ecossistemas mais importantes do nosso planeta.
Ela é também muito importante para o planeta porque, em suas águas habitam uma grande variedade de peixes que através da pesca fornece alimento para o povo de “Pisco” e para a capital do Peru “Lima”.

A palavra “Paracas” significa em “Quechua” (Chuva de Areia), esta ilha foi chamada assim porque todas as tardes faz muito vento que agita a areia em toda zona.

As 11h em ponto o Sr. Pedro já estava nos esperando para nos levar até o micro ônibus que nos levaria para o tour pela Reserva de Paracas.

Fomos visitar por terra a “Reserva de Paracas” que nos permitiu desfrutar não só de bonitas paisagens do deserto,como também foi possível aprender sobre o antigo “Homen Paracas”, que habitou a reserva há mais de 2000 anos atrás, deixando como evidência em sua necrópole uma grande variedade de belos tecidos, que até hoje assombra o mundo moderno. Nosso guia era o Carlos Lovera

Adentramos no micro-ônibus, que não era lá esses confortos, mas....

Vimos que todos os ônibus que faziam tour por lá era do estilo do nosso e concluímos que era aquilo mesmo.

Nosso micro-ônibus estava cheio de turistas de todas as nacionalidades e o guia fazia as explicações em inglês e espanhol, pense no cara para falar bem o inglês.
Muito simpático e prestativo o guia. Foto ao lado do Luiz com nosso guia, Carlos.
Além de nós havia mais um casal de brasileiro, era de São Paulo. Estavam vindo da Bolívia e ainda iam para Cusco.

Primeira parada do tour foi Centro do Turista.
Nesse local é feita uma explicação de toda a região e é possível ver uma exposição de animais, conchas, e outras espécies marinhas existentes na região.
Infelizmente o museu está fechado porque as peças do museu foram todas levadas para o museu de Pisco no intuito de proteger as peças, pois a cidade de Paracas também foi muito danificada pelo terremoto.

De lá seguimos a pé para o mirador. Para chegar ao mirador se anda por um longo caminho de areia totalmente delimitado marcando onde se pode pisar é uma das formas de se preservar, já que todo o lugar é habitado por aves e seres marinhos que se reproduzem na região, durante o percurso é possível observar fósseis petrificados.

Chegando ao final do caminho é possível ver de muuuuito longe os flamingos. Bem essa parte não foi tão interessante, já que já havia visto flamingos em outras viagens.

Voltamos, pegamos o micro ônibus e seguimos para a Catedral.

A estrada de acesso a Catedral, embora pareça asfaltada, é feita de sal, água e areia compactados.
A 15 km tem uma mina de sal e o tráfego de caminhões carregando sal pode ser observado em todo caminho.


Da mesma forma o micro ônibus para em um local, caminha-se por um caminho delimitado por pedras, neste caso subindo em uma duna e lá de cima é possível avistar o que eles chamam de Catedral, que é uma formação rochosa causada pela erosão do mar e do vento.



Ela possui uma forma côncava que lembra as cúpulas das catedrais. Para nós moradores do Ceará, a primeira coisa que lembramos foi de Jericoacoara que também tem uma formação rochosa no mar.

A Catedral também estava danificada devido ao terremoto e ao tsunami.





Pegamos o micro ônibus e seguimos para a Lagunillas, que é uma vila de pescadores onde se pode almoçara deliciosos frutos do mar, e, quem quiser se atrever, tomar um gelado banho de mar.


No caminho ainda paramos em um local para tirarmos fotos e brincar de tentar tirar uma foto próximo do mar.

No local há alguns restaurantes, escolhemos o Restaurante Pilly, pois era o mais próximo do mar.
O almoço foi muito gostoso, pedimos uma Corvinha que é um peixe típico da região.
Uma delícia, mas o prato que o garçom disse que daria para dois, não era tão bem servido, mas dividimos e deu para satisfazer.
Comemos corvina frita com arroz, batata e salada verde.
Por coincidência, quando estávamos no restaurante um senhor, quando escutou nossa conversa, perguntou de onde éramos e falamos que éramos brasileiros do Ceará e ele, apesar de ser peruano, havia morado 20 anos em Quixadá, onde ainda hoje moram sua ex-mulher e seu filho. Pense na coincidência!
No local havia um grupo de corajosos que estavam acampando e tomando banho de mar de calção, como se estivesse o maior calor do mundo, mas na verdade fazia um frio considerável.
Acampar em Paracas e tudo de corajoso, rsrsrsrs

Foto de uma ave de bico vermelho, que linda!

Terminado o tempo destinado ao almoço, retornamos ao micro ônibus e seguimos em retorno à cidade.

O tour durou 4 horas, ou seja 15h estávamos em Paracas.

Chegamos ao hostal Refúgio Del Pirata, procuramos o Sr. Pedro e este nos informou que iríamos ficar hospedados no hostal El Amigo, que ficava próximo do que estávamos.

Não soubemos porque houve a mudança da hospedagem, mas, adoramos a idéia, porque já havíamos passado ao lado do hostal e tínhamos achado ele muito bonito, além dele ser 2 estrelas.

Fomos muito bem recebidos pela Sra. Luisa e subimos para nosso quarto. Uma maravilha, tudo que eu podia desejar, limpo, arrumado, arejado, ótimo, um banheiro limpíssimo, tudo de bom.
Hostal “El Amigo” e-mail: hostalelamigo@hotmail.com Fone: (051)056-545042 Celular: 9597-1420
Gerente: Luisa Rosário Guillen Ormeño.






Acomodamos a bagagem no quarto, trocamos de roupa, colocando roupa de banho e fomos para a praia no intuito de tomarmos banho de mar.
Na praia éramos uns estranhos no ninho, pois não havia ninguém tomando banho de mar, muito menos de roupa de praia, conclusão todo mundo olhava para nós.
Calçadão de Paracas, local onde acontece todo o movimento da cidade.
Verificamos que a água tinha muita, muita alga marinha e era extremamente gelada. Conclusão, só andamos pela praia, tiramos muitas fotos com os pássaros. Passeando por lá encontramos novamente o casal de paulista, estavam passeando, fazendo hora para esperar o horário do ônibus, pois iriam pagar naquela tarde mesmo o ônibus para Arequipa.

Voltamos para o hostal quando já estava anoitecendo. Tomamos um banho e fomos descansar no intuito de a noite curtir a vida noturna da cidade.

Acordamos as 19h, nos aprontamos e saímos para curtir a night. Que ledo engano, a beira-mar estava mais deserta, pouquíssimas pessoas na rua e os restaurantes quase vazios.

Escolhemos o Restaurante Juan Pablo para jantar. Pedimos um Chincharrone de Linguado (S/.24,00), um Pescado ao Alho (S/.20,00).
Foto ao lado é o Pescado ao Alho. Abaixo a foto do Chincharrone de Linguado.
Ambos os pratos estavam deliciosos, mas o chincharrone estava impecável.
Quando terminamos de jantar o restaurante estava fechando, chegaram duas gringas pedindo para comer e nada conseguiram, os demais restaurantes também estavam fechando, ou seja, se quiser jantar em Paracas vá atrás antes das 22h porque depois disso não se encontra mais nada na cidade
O interessante é que havia um restaurante chamado Bahia, mas o dono não era brasileiro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

14º Dia (20/09 - sab) – Saída de Chivay e Tour pelo Vale do Colca

Acordamos 6:00h e aproveitamos para dar uma volta na cidade, visto que não teríamos mais essa oportunidade, já que iríamos embora neste dia, direto para os roteiros previsto no tour.

O Distrito peruano de Chivay é um dos vinte distritos que formam a Província de Caylloma, situada no Departamento de Arequipa, pertencente a Região Arequipa. Chivay está localizado a 150 qm de Arequipa.


Foto ao lado é a praça central de Chivay.


A cidade é muito pequena e observa-se que está em fase de crescimento, pois há muitas costruções.


Igreja Nossa Senhora da Assunção de Chivay: Possui um formoso retábulo barroco do século XVII, um sagrario que datar do século XVI e várias pinturas murais entre as que se encontram representações dos Apóstolos e do Batizo de Cristo, pintados entre os séculos XVII e XVIII.


Foto ao lado da Igreja Nossa Senhora de Assunção de Chivay.


Não há muitas ruas a se visitar, mas existe um centro de artesanatos, um mercado super interessante, que entramos e ficamos com vontade de passar mais tempo ali, mas a hora passava rápido e tínhamos que voltar para não atrasarmos o passeio


Fomos a praça central, ao mercado e retornamos para o hostal para nosso desayuno continental no nosso hostal, apesar de fraquinho o carinho das pessoas que geriam o hostal foi compensador.



Foto ao lado ruas de Chivay. Vejam como a cidade está toda em construção.


A fila de moto-taxi a espera de passageiros e o contraste de um prédio totalmente construído. Claro que este é um Hostal.



Aguardamos a van passar para nos pegar, o que aconteceu pontualmente as 8:30h, conforme combinado.



Foto ao lado é o Palácio Municipal de Chivay.











Seguimos para a cidade de Coporaque que fica a 8km a oeste da cidade de Chivay e a 3.575m acima do nível do mar.




Foto ao lado da praça central de Coporaque. O frio estava razoável. Mesmo com sol a pique não era possível ficar sem agasalho.






A van estaciona na praça central onde também se localiza a Igreja de Santiago Apóstolo de Coporaque, que é o edifício religioso mais antigo do Vale do Colca.

Foto ao lado da igreja.


Sua fachada mostra um marcado estilo renascentista italiano do século XVI. No interior se conservam vestígios do antigo altar maior, bem como belas imagens do século XVI que representam o Coroamento da Virgem, a Virgem da Candelaria, Santa Ursula, A Dolorosa e San Antonio Abad, entre outros.

Depois de fotos e visitas a igreja, partimos a pé para visitar as tumbas.


Até então nós sabíamos que teríamos que caminhar para chegar até as tumbas, mas não sabíamos que era uma extensa caminhada, subindo morro e com duração de cerca de 2h.

Do grupo, só o casal de espanhóis não foi visitar as tumbas, porque o rapaz estava passando mal devido a altitude.

A guia seguiu conosco contando a história das tumbas de Coporaque e fomos caminhando, o trajeto é muito cansativo, devido a altitude que estamos e a velocidade tem que ser lenta.


Eu, já muito cansada dos passeios anteriores, optei por ir lentamente, parando, fotografando e curtindo o percurso, foi a forma que encontrei de não sentir muito o enorme cansaço que era aquele trajeto.

Foto ao lado mostra o caminho que se percorre para chegar às tumbas, é possível ver o grupo lá no alto e eu, atrás fotografando tudo.


O início da caminhada rumo às tumbas A vista de cima, tudo é plantado. A foto ao lado já estou em cima do morro e tendo a visão do vale, completamente preparado (arado) para iniciar a plantação.


É impressionante como o solo é cultivado no Peru.

E assim fui, subindo, respirando e fotografando, tudo de bom. A vista de cima é espetacular e pode-se observar com há plantação na região, ou como eles chamam terraças.


Tudo é trabalhado manualmente sem utilização de máquinas. Toda a terra estava sendo arada para prepará-la para plantação nos meses de chuva, que inicia em outubro e vai até dezembro. A previsão da colheita é ser realizada em dezembro.

Como se vê o caminho é árduo, mas é possível chegar lá e nosso grupo chegou.


Para todos foi uma vitória e uma satisfação pelo que vimos e aprendemos.

Eis a foto do nosso grupo. Da esqueda para a direita e de cima para baixo estão: Luiz Rodrigues, meu esposo; Yeyson (Arequipenho), o francês, que acabei não sabendo o nome; Nobuhiro (o japonês simpático), eu cansada, mas feliz; Vanessa (a arequipenha noiva de Yeyson) e a mãe e filha arequipenhas.


As pessoas eram enterradas enroladas em posição fetal, pois se acreditava que se nasceria novamente e sempre eram enterradas nos altos para ficarem mais próximas do céu.


Ao lado uma das tumbas e os crânios os quais pedi permissão para tocá-los (rsrsrsr).


Apesar do sol, o vento era frio e o sol queimava bastante.


Todo o protetor solar não foi suficiente para livrar-me das queimaduras solar. Meu rosto, e mãos ficaram ressecados e queimados.

Depois de nos deleitarmos com tudo o que vimos, iniciamos o trajeto de volta, esse bem mais tranqüilo e fácil, já que para descer, todo santo ajuda.


No caminho de volta duas meninas estavam esperando por nós, viram-nos subir e foram apresentar os produtos da região no intuito de que nós a fotografássemos e déssemos gorjeta.


A guia perguntou se elas sabiam cantar algo, cantaram, a guia deu uma explicação geral sobre as sementes que elas estavam mostrando e depois elas ganharam gorjeta do grupo.


Chegamos de volta ao local onde estava a van e seguimos para nosso próximo destino que seria o almoço em restaurante próximo a Chivay.






Antes no entanto, fizemos uma parada para apreciar mais um monumento simbolizando uma das danças típicas peruanas.



Finalmente chegamos ao restaurante, já estávamos exaustos e com fome. O restaurante era fabuloso, com uma vista deslumbrante, um local aconchegante

Depois de saciados de nossa fome, seguimos no caminho de volta à Arequipa, o qual foi realizado com todas as paradas que tínhamos direito e não haviam sido feita na ida porque foi realizada de madrugada.

A primeira parada foi para apreciarmos uma criação de lhamas, pense numa coisa fofa, vimos várias em diversas cidades que passamos, mas nesse caminho havia muitas criações de lhamas e é muito interessante.


Foto ao lado das fôfas lhamas. Consegui passar a mão em uma delas que estava destraída. Realmente é muuuuito fôfa.

O trajeto que une a Cidade de Arequipa com o Vale do Colca atravessa Pampa Cañahua, uma reserva natural que protege ao mais apreciado dos camelos sulamericanos, a Vicuña (Vicugna vicugna), possuidora da fibra mais fina e mais cotada do mercado internacional. Toda roupa tecida com lã de vicunha tinha um preço aviltante, 3 vezes às tecidas em lã de alpaca ou lhama.

No caminho também foi possível ver a Yareta, que é uma planta da família Apiaceae, nativa da América do Sul, ocorrendo nas pradarias Puna do Peru em regiões com 3.200 a 4.500 metros acima do nível do mar.


A foto ao lado aparece a Yareta, que essa planta que parece um musgo e cresce entre as pedras.


A planta prefere luz e solos bem drenados. Ela pode crescer em ambientes nutricionalmente pobres, não importa se o solo é ácido, neutro ou básica (alcalina), e está bem adaptada às altas taxas de insolação que são típicos do planalto, e não pode crescer na sombra.


A planta cresce em uma forma muito compacta, a fim de reduzir perdas de calor e muito perto do nível do solo onde a temperatura do ar é um ou dois graus Celsius superior à temperatura média do ar, isso é devido à radiação longa re-irradiada pelo solo (o qual geralmente é cinza escuro ao preto no Puna).


Foto ao lado de Alpacas.


A planta cresce a um ritmo de cerca de um milímetro por ano, e assim, muitas yaretas têm mais de 3000 anos. Sua propriedade nutricional é muito grande, todas as partes desta planta tem propriedades medicinais, mas a parte mais apreciada é a sua resina, também chamada lágrima do yareta.
O espectro de ação curativa dessa planta é muito amplo e inclui asma, bronquite, diabetes e doenças renais. Estudos recentes indicam que é eficaz contra Doença de Chagas e tuberculose.
Por sua versatilidade, atribui-se a ela poderes sobrenaturais. Isso provocou uma grande extração desta planta ficando próxima de extinção, já que seu desenvolvimento leva anos. Hoje sua extração é altamente controlada.

Seguimos a viagem e fomos agraciados na estrada por uma viscacha é um pequeno roedor sul-americanos, pertencentes à mesma família das chinchilas.


Parecem com coelhos com o rabo grande, são muito ágeis. Parece que ela estava com horário marcado para nos encontrar e permitir ser fotografado por nossas câmaras ávidas por tudo que aparecia no caminho.

Próxima parada foi no Mirador Los Andes, que está a 4.910m acima do nível do mar, onde é possível avistar as geleiras nas montanhas e conhecer os “serviços higiênicos” (=banheiros) mais altos do mundo, além de ver mais uma vendedora de produtos artesanais.


Foto ao lado certifica a altitude em que estamos: 4.910m acima do nível do mar.







A região do Colca conta com uma importante diversidade de espécies de fauna como o Cernícalo (Falco sparverius), o Falção Peregrino (Falco peregrinus), a Perdiz Serrana (Nothroprocta pentlandii), o Puma (Puma concolor) e as quatro espécies de camelos sulamericanos, a Vicuña e o Guanaco (que vivem em estado selvagem) e a Chama e a Alpaca (que foram domesticadas).


Foto ao lado dos banheiros mais altos do mundo no meio do nada.



O problema é ter coragem de, no meio de tanto frio, tirar a roupa para utilizar o banheiro. Eu preferi só fazer pose para a foto.



Seguimos nossa viagem e mais adiante nova parada para podermos ver de perto o gelo formado na lateral da estrada.









Aí foi possível, ver, tocar e comer um pouquinho do gelo, fantástico e MUUUUUITO frio.


É impressinante ver como é possível formar gelo mesmo o com o sol intenso.



Bom, ao longo de todo percurso a paisagem é deslumbrante permitindo conhecer a região em sua fauna, flora e nos dar a certeza que o passeio, realmente vale cada momento.


Chegamos em Arequipa as 16h e nos deixaram no hotel Santa Tereza ( R- Peral, 321 fone: (51-54) 607613 e-mail: santateresaparkhotel@hotmail.com ou reserva@santateresaparkhotel.com) onde estavam nossas malas.

Chegamos à recepção e perguntamos a recepcionista do hotel se poderíamos tomar um banho e organizarmos nossas malas. Ela prontamente permitiu que ocupássemos o mesmo quarto que estávamos antes e nos cobrou S/.10,00, foi um dos maravilhosos investimentos que fizemos, pois estávamos bastante empoeirados da viagem, loucos por um banho e precisávamos reconstituir nossas malas, ou seja recolocar a bagagem que havíamos levado na bolsa de mão de volta às malas de rodas.

Banhados, de malas recompostas e muito satisfeitos, voltamos a deixar nossas malas na recepção do hotel e fomos para a rua passear mais um pouco e jantar. Eram 18h e o ônibus para Ica só sairia as 21:30, tínhamos muito tempo para andar.
Compramos um cartão telefônico para ligar para o Brasil, fui à internet atualizar mensagens e transferir algumas fotos da máquina para o pen drive, depois resolvemos jantar.

No caminho passamos por uma salsicheria, pense num negócio interessante, é uma lanchonete/fabrica que tanto fabrica salsicha como vende o produto a granel ou em pratos prontos.


O prato é servido da seguinte forma: salsicha cortada e frita e acompanhada de batata frita (não poderia ser de outra coisa, né? afinal tudo lá leva batata frita ou cozida) e você pode escolher o molho que vem por cima entre (maionese, catchup, mostarda etc.). É muito interessante e saboroso. O local estava muito movimentado e resolvemos comer ali.

Foi uma ótima decisão a salsicha vendida é deliciosa. Pedimos um prato de salsicha S/.3,50, serve bem uma pessoa, um sanduíche de pólo ahumado (peito de frango fatiado) = S/.4,30, um suco de papaia Arequipenha e um café expresso S/.3,50 (Oh coisa cara é café expresso!).


Ficamos satisfeitíssimos. Recomendo: Fábrica de Embutidos La Alemana Calle San Francisco, 137.

Retornando ao hotel para pegar nossas malas, encontramos uma loja de chocolates e resolvi ver e comprar. O chocolate é maravilhoso e produzido em Arequipa. Fábrica de Chocolates La Ibérica Calle Jerusalen, 136.

Chegamos ao hotel, pegamos nossas malas, paramos um mototaxi e seguimos para rodoviária.

Mais uma vez na terminal terrestre, aquele barulho infernal de vendas de passagens, pagamos nossa taxa de uso do terminal terrestre, que desta vez foi de S/.2,00 por pessoa e fomos ao guichê da Cruz Del Sur, finalmente iríamos descobrir o que esta empresa tinha além das outras.
Lá nos informaram que o terminal para pegar aquele ônibus era outro pq era especial, a moça foi conosco até o outro terminal que ficava ao lado e a alguns metros daquele em que estávamos.

Chegando lá fomos conduzidos à sala de espera da empresa, pense q coisa chic, entrando na sala, quem encontramos? O japonês que esteve no tour pelo Vale Del Colca conosco. Ele estava indo para Nasca e de lá seguiria de volta para o Japão. Ficamos conversando com ele, ou melhor, fazendo todos os esforços para travar um diálogo, eu arranhando meu inglês e ele escutava, procurava no dicionário inglês japonês e tentava responder.

A diferença das demais companhias para a Cruz Del Sur é realmente significativa, começando pela sala de espera equipada com banheiros exclusivos, internet para uso gratuito, televisão etc. O ônibus fornece travesseiro e cobertor, no percurso foi servido jantar completo (arroz, batata, carne, bolo e uma empada e suco ou refrigerante). Ah, se soubéssemos disso não teríamos jantado.

O ônibus saiu exatamente no horário, nossas cadeiras eram as de nº 05 e 06, depois das operações básicas de saída e do jantar servido, cai no sono, estava muito cansada e dormi a viagem toda. O Luiz não dormiu quase nada ficou vendo o percurso da viagem e morrendo de apreensivo com a velocidade que o ônibus andava (+/- 110 km), já que a estrada era muito sinuosa, cheia de curvas e descendo o tempo todo.

Peru - 07 a 23/09/2008

13º Dia (19/09 - sex) – Tour Vale do Colca e noite em Chivay, que está a 150km de Arequipa

Acordamos, se é que abrir os olhos às 2 horas da madrugada se pode chamar de acordar, e fomos nos aprontar para o passeio.

As 3horas em ponto a van estava nos pegando no hotel, com uma guia super animada.
A van já tinha 7 pessoas o lugar vago que cabia eu e o Luiz juntos era nos bancos do fundo e fomos para ele, depois pegou mais 3 pessoas, totalizando 12 passageiros, mais o motorista e a guia. O grupo era composto do japonês Nobuhiro Inagaki (que depois descobrimos que ele veio do Japão só para conhecer o Peru, não falava nada de espanhol e pouco sabia de inglês, andava direto com um dicionário espanhol-japonês), um casal de +/- 60 anos de franceses (não tivemos oportunidade de conhecê-los melhor), um casal de Arequipenhos (ele engenheiro e ela estudante de direito, uma simpatia que nos contaram muito sobre Arequipa), duas Arequipenhas (mãe e filha, que anotavam todas as informações em um caderninho), um francês que era muito tranqüilo e simpático, mas quase não conseguimos nos comunicar com ele e um casal de espanhois (esses ficaram mais na dele, sem manter contato com o resto do grupo, dava a impressão que não estavam muito satisfeitos em ter que compartilhar o passeio com o grupo)

Completa a van, a guia deu as instruções de como seria a seqüência do passeio.
Boa parte de viagem fomos dormindo, apesar de a estrada estar bastante esburacada e o carro balançar bastante.

No meio do caminho, entre uma acordada e outra do balanço do carro, percebi que a janela de vidro estava com uma camada de gelo por dentro e vi que outras pessoas estavam esfregando a cortina para ver do lado de fora. Fiz o mesmo e vi que, apesar de não haver neve, na encosta das montanhas ao lado estrada havia gelo e pense no frio que fazia.

O sol começava a aparecer e notei que estava toda dolorida, já que havia 4 pessoas no banco traseiro e eu tinha que ficar de lado, já que o espaço era muito reduzido, não dava nem para nos mexer, mas tudo bem...

Um pouco depois a guia disse que ia fazer uma parada para que nós apreciássemos os lagos congelados e as aves que habitam ali. Paramos no acostamento e pense no FRRRRRRRIIIIIIIO que fazia, pensou, pense mais um pouco, pronto, é quase isso, mas um pouco mais frio. No entanto, a paisagem, a emoção de estarmos ali e a oportunidade de tirar fotos compensou.

Seguimos viagem, eram +/- 5h da manhã e a partir daí era só descongelando o vidro da van, tremendo de frio e curtindo a paisagem.


O movimento de vans e ônibus fazendo o mesmo percurso era grande, o que nos deu a certeza de que todo mundo que faria o percurso para Chivay tinha saído às 3h da madrugada. A poeira que havia na estrada também, para quem já estava com a faringite atacada da viagem entre Ollantaytambo e Salineras, como eu, aquilo só fazia piorar o desconforto nas vias aéreas. Mas, nada que diminuísse o prazer do passeio.

Já roxos de vontade de ir ao banheiro, ou como chamam os peruanos ‘serviços higiênicos’, finalmente chegamos à entrada do Vale do Colca, onde a guia afirmou que poderíamos fazer uma parada providencial.

Neste local há uma guarita regulando as entradas e vendendo os boletos turísticos. A guia comprou o boleto de todos e fui correndo ao único banheiro, que na verdade é o banheiro do posto, os outros foram depois de mim, rsrsrsr. Enquanto isso, aproveitei para tirar umas fotos do local.

A guia nos apressou para irmos logo continuar a viagem, pois os condores não esperam e tem horário para voar. Como todos tinham muito interesse em não perder o espetáculo fomos prontamente de volta para a van.

No caminho houve mais duas paradas, uma no vilarejo chamado Yanque, no qual assistimos uma apresentação de danças típicas (Dança de Wititi) e também tivemos a oportunidade de tirar fotos com lhama, coruja (enorme por sinal) e um gavião. Foto acima da praça central de Yanque, igreja ao fundo e apresentação de dança.
As pessoas da comunidade estão na praça com os animais a espera de turistas que desejem uma foto com os bichos e em seguida pedem “propina” e haja moedas para distribuirmos com as fotos. Olha nós aí junto a gavião e alpaca.

Além disso, há comércio de artesanato local e a visitação da igreja da cidade.

A outra parada é o ̃Mirador dos Andes, um espetacular pedaço de estrada, localizado a 4.850 metros de altura do nível do mar. Nesse local se faz uma parada de mais ou menos 10 minutos para desfrutar de uma bela paisagem que este mirador natural oferece, dentre elas o rio Chile.

É possível, além de se ter uma visão magnífica da região, observar a dimensão das terras cultivadas. É impressionante como se pratica a agricultura, principalmente pelo fato dela ser toda manual sem utilização de máquinas só trabalho humano. Os povoadores souberam manter intactas muitos de seus costumes como o uso dos seus sistemas de terraços nos quais cultivam até hoje quinua, milho, cevada e trigo.

Nessa parada também é possível observar tumbas que estão nos morros nos quais só é possível chegar escalando. Não sei como os incas conseguiram enterrar corpos em locais tão altos e inacessíveis. Foto da tumbas, que são esse buracos ladeados de pedras empilhadas.

As tumbas Incas eram feitas no alto das montanhas. Assim, os mortos estavam mais próximos do céu. Evidentemente todas foram abertas, pois roubaram todos os objetos de valor.

Seguimos na estrada, que é toda de terra e a quantidade de vans, ônibus e carro que circulam provoca uma imensa nuvem de poeira. Além disso, a estrada passa por vários túneis, em um deles demora-se cerca de 15 min para atravessar e fica-se em completa escuridão, já que não há iluminação.
Mais um pouco de estrada e finalmente chegamos ao tão esperado Cruz Del Colca por volta de 8h45min. Neste local os condores se exibem para o público que vem assistir a seus majestosos vôos. Para voar os condores usam, sobretudo, a coluna de ar quente e os ventos, pouco utilizam suas asas. Alguns deles podem atingir até 3,5 metros de envergadura. Seu vôo é realmente bonito e nós tivemos a sorte de ver uns 20 deles voando sobre nossas cabeças. Foto ao lado condor em sua magestosa exibição.

O mundo Inca é dividido em três níveis. A terra, representada pela serpente. A superfície representada pelo puma. O ar representado pelo condor.

Além do vôo dos condores, é agradável apreciar o local, que é um vale formoso carregado de história, de morno sol e geografia surpreendente, que além de ter um dos canion de maior profundidade do planeta, mantém vivas as tradições de um punhado de povos de ancestral criação.

O Canhão do Colca é o segundo de maior profundidade do mundo, depois do Cotahuasi (ambos localizados no Departamento de Arequipa) e está localizado ao longo do vale do mesmo nome. Sua profundidade atinge os 3.180 metros, convertendo-se numa maravilha natural digna de admirar-se.

Interessante observar que no local havia em torno de 2.000 pessoas todas de máquinas/filmadoras em punho ansiosas por obter boas imagens/filmagens daquele espetáculo impar. Foto de milhares de pessoas ávidas por registrar o magnífico show dos condores.

Em torno de 9h:45min simplismente desapareceram todos os condores. As pessoas continuavam a esperar que mais algum aparecesse, mas a medida que notavam que nada viam, começavam a se movimentar saindo do local. Vários ônibus chegaram após esse horário, mas estes, infelizmente, perderam o espetáculo. Ou seja, realmente os condores têm horário para voar e nós, reles seres humanos temos que respeitá-los, pois a natureza é ímpar.

Pelo horário de saída combinado, ainda dava tempo para ir ao banheiro, rumamos aos únicos existentes no local e, como era de se esperar, lá estava a longa fila de mulheres na porta do banheiro.
Havia dois banheiros (um masculino e outro feminino), mas, como a fila no banheiro das mulheres estava muito grande, havia um guarda controlando a entrada do banheiro dos homens e permitindo que as mulheres entrassem nesse, então ele deixava entrar 2 mulheres e nessa hora impedia a entrada de homens até a fila de homem aumentar um pouco, aí impedia a entrada de mulheres e liberava a de homens. Mesmo assim, fiquei em torno de 15min a espera de chegar minha vez.
Foto acima do canon, nesse local a impressão que se tem é que se vai escorregar canon abaixo, lindo...

Ainda deu tempo depois de caminhar, tirar mais umas fotos do local e comprar uns biscoitos porque estávamos famintos, já que não houve desayuno e estávamos passados de fome.

Na hora marcada a guia chamou todos para a van e iniciamos nossa viagem de retorno. O percurso de retorno teve duas paradas.

Uma para ver as geleiras e um lago maravilhoso, formado pelas águas do desgelo, neste local, como em todos os outros, há pessoas comercializando artesanato, mas neste, diferentemente dos demais, estavam vendendo frutas produzidas na região.
Foto ao lado uma das frutas vendidas, uma delícia.
Uma delas parecia o kiwi, só que bem maior e mais azedo do que comemos no Brasil, outra era o fruto do cacto, que eu conheço por figo da índia, mas lá tem outro nome e a terceira não conheço e nem lembro o nome, mas é muito saborosa.
Foto abaixo, a fruta que parece um kiwi, sóque é 5 vezes maior.
E a segunda em no vilarejo de Maca que é um povoado localizado nas bordas do Vulcão Sabancaya e do nevado Hualca-Hualca e onde podemos visitar a Igreja de Santa Ana de Maca, a qual tem uma formosa fachada enfeitada com arcos, no interior conserva belos altares barrocos, o sagrário e uma imagem de Cristo crucificado que data do século XVI.

Nossa sorte que um casal de franceses que estava no tour conosco ficou nessa cidade, pois iriam dormir ali e a partir daí fomos em um banco mais a frente da van e finalmente pudemos ficar mais confortável.
Foto da fruta: Figo da Índia.
Finalizado as paradas, seguimos para a cidade de Chivay, onde iríamos almoçar em um restaurante típico da região o Qhapaq Nan. O valor do almoço não está incluso no valor do passeio e custa S/.20,00 por pessoa. É no estilo Buffet e tem vários pratos típicos, está incluso sobremesa e frutas.

Chivay está a 3.600m de altitude acima do nível do mar.

Adoramos o almoço, comemos carne de alpaca, cordeiro, batatas de várias formas, peixe, enfim, havia várias comidas saborosas e diferentes.

Foto do restaurante em Chivay, nossa van da viagem e a evidencia de que várias construções no Peru estão por finalizar. Descobrimos que há problemas com falta de cimento, fica-se até 6 meses com uma obra parada por faltar cimento para venda.

Depois de todos satisfeitos, fomos distribuídos em vários hotéis/hostal, conforme o pacote adquirido.
Nos ficamos no hostal Colcamayo, foi aí que verificamos que nossa aquisição não havia sido tão boa, porque o hostal era muito fraquinho, o chuveiro do banheiro quase não saia água, mas ainda bem que era quente, pois o frio estava grande. A cama não era essas coisas, mas tudo estava limpinho e isso era o importante. O problema é que verificamos que o quarto era muito frio e a noite prometia esfriar mais.

Chegamos no hostal as 14h e conforme programação do passeio, teríamos 2h de descanso antes de virem nos apanhar para ir aos banhos de águas termais. Conclusão, tomamos banho e fomos dormir, porque fazia 12h que estávamos acordados e na noite anterior só havíamos dormido 2h, ou seja, estávamos exaustos. Antes programamos o celular para nos despertar.

Como programado, a guia da excursão veio nos pegar no horário combinado e nós embarcamos para conhecer o tão falado banho. Do grupo da excursão só estavam o francês, o japonês, o casal isolado e a mãe com a filha. Chegamos ao local, que está localizado a aproximadamente 5 minutos da cidade, e compramos os ingressos (S/.10,00 p/pessoa) e fomos criar coragem (o frio estava imenso) para tirar a roupa e ficar de roupa de banho para entrar na piscina.

As piscinas de água quente, que se chama “Calera”, é um lugar paradisíaco rodeado de bonitas montanhas e águas quentes que cai da montanha com uma temperatura de 80º, e são esfriadas em uma piscina de água fria chegando a 35º para que os visitantes possam tomar um banho e relaxar depois de um dia cheio de atividades.

Foto da piscina, recomendo fazer todo esforço para tomar esse banho, é fenomenal.

O local é razoavelmente grande e tem várias piscinas, todas com água na mesma temperatura de águas termo-medicinais com altos conteúdos de enxofre e ferro, que ajudam no tratamento de doenças como o reumatismo e a artrite. A diferença entre as piscinas é o formato (tem coberta, ao ar livre, em forma de ofurô etc). Levamos uma toalha do hostal pequena, mas descobrimos que no local era possível alugar toalhas.

Há local para trocar de roupa, em outro local se pega uma chave para guardar as coisas em um guarda-volumes e outro para tomar uma ducha antes de entrar na piscina. Depois de seguir o rito, adentramos na relaxante piscina de águas mornas. Isso foi uma das boas coisas que fizemos durante a viagem, pois ficamos revigorados. Estar dentro da piscina é uma maravilha, o problema foi a coragem para sair dela e enfrentar o frio, mas, como não tinha outro jeito...

Retornamos para o hostal às 15h, já com hora marcada para sermos apanhados novamente para irmos jantar. Resolvemos perguntar no hostal se não havia um aquecedor para colocar no quarto e descobrimos que havia disponível para alugar por S/.10,00, não tivemos dúvida, solicitamos um. O aparelho não era muito grande, mas antes com ele do que sem nada para escapar do frio.
Mais uma soneca antes da janta.

Deixamos o aquecedor ligado e fomos aguardar a van nos pegar para jantar. Foto ao lado de nosso super aquecedor, rsrsrsr.
Mais uma vez nossa guia estava na hora marcada, desta vez, todo o grupo foi ao jantar.
O restaurante do jantar era distinto do que havíamos almoçado, mas muito aconchegante, o jantar também não estava incluso no passeio e o sistema era a La carte.
Foto da nossa turma de excursão.
Como eu não estava com muita fome, pedi uma omelete de frango, que veio incrivelmente acompanhada de batatas (será que esse povo não enjoa de tanta batata?), cenouras cozidas, arroz e tomate (puxa era para ser só um lanche, nunca imaginaria que vinha isso tudo) e o Luiz pediu carne de alpaca, que veio imersa em uma massa de macarrão cabelo de anjo super fino, ambos estavam uma delícia. O Luiz acabou comendo metade do meu pedido.
Foto abaixo do omelete e da carne de alpaca com macarrão.

Em seguida houve uma apresentação de música regional com 3 tipos de dança, cada uma mais interessante que a outra. Inicialmente conta-se a história da origem da dança, depois é feita a apresentação e finalmente alguns turistas são escolhidos para dançar. Eu fui escolhida em uma das danças, na qual o homem também está vestido de mulher, cujo sentido era à época enganar o pai da parceira. Foi um barato, mas o problema é conseguir dançar toda a dança, porque como se está a uma altitude de quase 4.000m acima do mar, todo movimento é cansativo, o ar é rarefeito e a respiração fica prejudicada.
A dança mais engraçada é a que o homem fica deitado no chão e a parceira o chicoteia e depois passa dançando por cima dele, essa é de bolar de rir.
Foto minha dançando com o dançarino da apresentação musical.
Foto da carne de alpaca com macarrão

Finalizada a brincadeira o grupo de músicos continuou a tocar músicas peruana e o Luiz me tirou para dançar. Foi ótimo, além de nós só mais um casal no restaurante foi dançar no salão.

Nove horas em ponto nossa guia já estava nos convocando para retornarmos para o hostal. Só nos restava obedecer, já que além do cansaço, a diversão terminaria por ali, pois o restaurante fecharia.

Chegamos no hostal entramos no quarto e verificamos que nosso super aquecedor, não era lá essas coisas, pois só aquecia o que estava muito próximo dele, mas, trouxemos o danado mais perto da cama e escapamos do frio intenso.
Essa foto foi tirada em um dos miradores que paramos. É impressionante a quantidade de pedra empilhada que tem nessa região.
Segundo a guia as pessoas fazem pedido e empilham pedras, quanto maior o pedido maior a pilha de pedras, é tipo uma oferenda.
O Luiz não perdeu tempo e fez a pilha de pedras dele, a qual está mostrando. A dele é a menorzinha que tem, logo abaixo do dedo dele.

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