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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nascida em Campinas SP e criada em Fortaleza CE. Amo viajar, meu principal hobby. Conhecer lugares e cultura é a melhor forma de crescermos espiritualmente. Sou casada com uma pessoa maravilhosa chamada Luiz Rodrigues, que curte comigo todas as viagens. Um trecho de livro que resume meu pensamento sobre vida e viagem: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver". ("Mar sem fim"- Amyr Klink) AVISO: As postagens estão em ordem inversa, ou seja, do fim da viagem para o começo. Desta forma, observem a data informada e leiam do fim para o começo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

12º Dia (18/09 - qui) – City Tour Arequipa


Acordamos cedo, pois queríamos aproveitar bem o dia e fomos tomar nosso conhecido desayuno continental.
Seguimos para a Plaza de Armas, que fica a seis quarteirões do Hotel Santa Teresa, e fomos verificar uma agência para comprarmos nosso tiquet para o city tour no Bustour para o horário de 9h:15min, o passeio completo custa S/.35,00 p/pessoa.



Compramos nosso bilhete e esperamos na agência de turismo mesmo, pois o ônibus sai da Plaza de Armas. Enquanto esperávamos consultamos o passeio do Colca e também de Paracas.

No horário estipulado o ônibus saiu, nossos assentos eram os de número 09 e 10 do piso superior.


Há um guia permanente a bordo que vai relatando todo o histórico do passeio.






Durante o passeio, que tem duração de 4 horas, visita-se a Plaza de Armas, o Mirador de Carmen Alto (foto ao lado), o distrito de Caya, a Plaza e Mirador de Yanahuara, uma loja de artigos feitos de alpaca, lhama e vicunha, distrito de Sachaca, o Balneário de Tingo, a mansão del Fundador, o Molino e Sabandía e Andenes de Paucarpata.

Arequipa localiza-se no sul do país, a 2300 metros de altitude, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO no ano 2000, devido à arquitectura ornamentada, sendo grande parte dos edifícios construídos numa espécie de rocha vulcânica de cor branca, designada de "sillar". O nome dela vem da "oração en lingua quíchua, Arequipai" que quer dizer" Sim, fique".

A primeira parada do ônibus é no Mirador de Carmen Alto de onde se pode observar os três exuberantes vulcões: el Chachani, El Misti y el Pichu Pichu. A vista, realmente é maravilhosa. Também, desse mirador se pode observar lhamas e alpacas.


Nesse local também se vê a plantação de várias frutas e legumes característicos do Peru.
A foto ao lado é uma alcachofra em flor.

Em seguida, parte-se para o Distrito de Cayma – O distrito é um dos vinte e nove Cayma que compõem a província de Arequipa, no departamento de Arequipa. Lá os monges dominicanos levantaram uma capela por volta do ano de 1544, que serviu de base para uma igreja que se construiu por volta do século XVIII.

Saímos e fomos para o Mirador de Yanahuara (foto ao lado) – é um local agradável em Arequipa, foi construído no século XIX e é composto por uma série de arcos de pedra silar onde as palavras dos famosos cidadãos de Arequipa tem sido gravadas.
Este local é um ponto de vista maravilhosa da cidade e Vulcão Misti.





Nesse local experimentamos o sorvete típico peruano que é tipo um sorvete brasileiro conhecido como raspadinha. Ele tem gosto de sorvete de creme, é raspado e por cima coloca-se canela em pó.

Seguimos para o Outlet Incalpaca, parte comercial do passeio.
É um local onde se comercializa produtos feitos de alpaca, lhama e vicunha, os respectivos animais também estão no local, o que foi uma maravilha, pq nada melhor que ver e fotografar as gracinhas.




Terminada a seção comercial, seguimos para o Distrito de Sachaca

Depois, Balneário de Tingo que situa-se a 5km da cidade de Arequipa. É um lugar de recreação que conta com piscinas e um lago artificial, onde se pode dar um passeio de bote.

Fizemos mais uma parada na Mansão Del Fundador. Fica a 9km, aproximadamente, do centro da cidade. É um local onde os rios Socabaya e Paucarpata banham um conjunto de terras. Neste local há uma mansão, uma das mais importantes palácio da região. A construção data do século XVIII, é feita com pedra silar e construída a beira de um precipício.


A visita da mansão é paga S/.10,00 inteira e S/.5,00 estudante. (valor por pessoa)

Depois de visitarmos a mansão fui ver uma lhama que estava no jardim fui tentar passar a mão nela, mas ela não quis conversa, deu uma bela de uma cuspida, também eu perturbei ela até ela cuspir pq queria ver ela cuspindo.



Foi ótimo, porque a cuspida não me atingiu e eu pude rir muito.




Segundo se conta, o fundador Don Garcí Manuel de Carbajal mandou construir para seu filho.
A mansão passou por vários proprietários e no ano de 1585 foi vendida aos padres Jesuítas, que se fixaram, melhorando e ampliando os ambientes da casa, além de construírem uma igreja.
A foto ao lado é de um filtro de pedra que há na cozinha da casa. É impressionante como funciona perfeitamente.
A foto abaixo é do Luiz ao lado de um caminhão que tinha no local.

A próxima parada foi no Molino de Sabadia, que situa-se a cerca de 9 Km da cidade, é famosa por causa do moinho colonial dela que data do século XVII onde antigamente os grãos foram moídos e então foi distribuído no todo sul. A entrada daqui também é paga S/.5,00 p/pessoa.

Finalmente passamos por Andenes de Paucarpata, depois disso, na volta para Arequipa a guia turística sugeriu, para quem quisesse almoçar, um restaurante de comidas típicas. Resolvemos descer ali e almoçar. Não recomendo essa parada, a comida demora demais e não é tão maravilhosa. Na verdade, depois nos arrependemos pq poderíamos ter almoçado no centro de Arequipa e ter aproveitado melhor o tempo.
Conclusão o city-tour, apesar do que vimos ficou abaixo das nossas expectativas, pois as explicações nos locais de visita eram muito precárias e ficamos com a sensação de que se tivéssemos contratado um taxi para fazer o mesmo percurso tinha sido muito mais proveitoso e rápido.
Ou seja, se soubéssemos do conteúdo do passeio teríamos viabilizado outra forma, que não o ônibus turístico, para ver a mesma coisa em menos tempo e com uma explicação mais voltada para nós.
A foto abaixo é da entrada do restaurante onde almoçamos.

O restaurante chamava-se Picanteria turística e era muito bonito.
Pedimos um rocoto relleno para mim, que é um pimentão vermelho, recheado com carne e vem acompanhado de batatas, é um dos pratos típicos de Arequipa.
Para o Luiz pedimos um lomo saltado. Quando veio, pensamos que o pimentão não era picante, mas pense num negócio ardido pra caramba. Quase não conseguimos comer de tanto que ardia. Além disso, pedimos um pisco e um uísque. Tudo deu S/.35,00.

Depois pegamos um moto taxi e fomos para a Plaza de Armas.

Fomos direto para a agência de turismo fechar nosso passeio para o Cânion Del Colca.
Optamos por comprar na agência de turismo “Peru Bolívia Expeditions” com o Sr. Yuri.
Agência Peru Bolivia Expeditions www.peruboliviaexpeditions.com fone: 0051-54-222772.
Resolvemos também comprar tanto o passeio de Colca, como o de Paracas, pois achamos que facilitaria o final da viagem.

O tour de Cânion Del Colca ficou por U$S78,00 valor para nós dois e incluía transporte turístico (em uma topique) com guia, duas noites em hostal na cidade de Chivay com desayuno e boleto turístico que é necessário para entrar no Canon, cujo valor é de S/.35,00 valor por pessoa.

Compramos também as passagens de Arequipa para Ica pela Cruz Del Sul, valor S/.92,00. valor por pessoa.

O tour em Paracas ficou por U$S122,00 (valor total para nós dois) e incluía a Reserva Nacional de Paracas, Islãs Balestras e uma noite em um Hostal duas estrela com desayuno continental.
Pelo combinado a excursão para o Cânion Del Colca sairia no dia seguinte entre 8:30 e 9h.

Tudo acertado, perdemos um pouco de tempo para resolvermos todos os detalhes dos passeios, mas pelo menos não teríamos mais preocupações até Paracas.

Resolvemos então visitar o Monastério de Santa Catalina, que é uma das grandes atrações de Arequipa e a visita dura em torno de três horas.
As fotos acima e ao lado são varandas do monatério.
A entrada custa S/.30,00 (por pessoa) e pode ser pago no cartão, mas não há redução para estudante. Caso se deseje um guia para acompanhar a visita, pode-se contratar uma dentro do próprio monastério, são estudantes de turismo que ficam lá aguardando pessoas interessadas em contratá-las. Resolvemos contratar uma, para ter melhor aproveitamento o valor cobrado foi de S/.15,00 para nós dois.

História – em 1579, a menos de 40 anos da chegada dos espanhóis a cidade de Arequipa, foi fundado o Monastério de Santa Catalina. Desde seu início, mulheres de diversos estatos sociais ingressaram no monastério para servirem como monjas de clausura e nunca mais retornarem aos seus lugares.
Construído com silar, é a mais importante expoente da arquitetura colonial arequipenha.
Os contínuos terremotos que afetaram motivaram mudanças em sua estrutura. Nesse local, as religiosas construíram celas privadas e levaram uma vida de clausura, asiladas da civilização.
Foto ao lado é de um dos quartos das freiras reclusas.

Esse local é uma pequena cidade, com vários espaços de clausura. Inicialmente as mulheres que decidiam ingressar nele ficavam em uma determinada área, onde os quartos eram mais simples, passavam o dia orando e bordando. Nesse local permaneciam por dois anos e podiam desistir de ficar lá, mas a opção de sair era um desacato à família. As famílias entendiam que enviar a filha para lá era uma honra.
Quando elas entravam tinham que entregar dotes em dinheiro e para mantê-las lá a família tinha que enviar recursos para o monastério. As mais abastadas tinham mais regalias, enquanto que as mulheres de família pobre só conseguiam ingressar se tivessem algum dom artístico e para se manterem lá ficavam fazendo trabalhos, tais como cozinhar, lavar etc.
Foto ao lado é do local onde elas lavavam roupas.

Passados os dois anos, elas eram promovidas a outra ala, onde permaneceriam para o resto da vida até morrerem. Durante todo o tempo não tinham nenhum contato com as pessoas fora do monastério e as visitas da família era realizada por meio de um giratório onde entrava o produto, girava-se a roda e dentro a freira recebia. Ou seja, não havia contato visual, nem verbal, só passagem de produtos.

Todo o trabalho dentro do monastério era realizado por elas, que também bordavam, faziam pães, bolos, biscoito, os quais eram comercializados para ajudar na manutenção delas dentro do monastério.

O local é espetacular e impressionante. A construção uma verdadeira obra de arte. Conhecer aquele lugar é um aprendizado. E, por impressionante que pareça, hoje ainda existem freiras morando lá, logicamente que com uma vida agradável, pois a clausura não é mais tão rigorosa.

Terminado o tour com a guia, ficamos mais um pouco no monastério vendo mais detalhadamente alguns compartimentos que não tivemos tempo de melhor apreciar na visita guiada e também tirando umas fotos.

Foto acima do interior do monastério.
Saímos de lá direto para pegar nossas roupas que tínhamos deixado para lavar no dia anterior. E, em seguida, fomos para o hotel deixar as roupas lá.

Quando estávamos saindo do hotel para dar mais um passeio pelas ruas de Arequipa a recepcionista do hotel avisou que havia uma ligação para mim. Fiquei assustada, pois quem poderia me encontrar em um hotel em plena Arequipa-Peru?

Atendi e, para meu espanto, era o dono da agência de turismo que eu havia fechado os pacotes de passeio, Sr Yuri, avisando que o horário de saída do passeio havia mudado, pois haveria uma carreteira (rally) no dia seguinte e a estrada seria fechada. O novo horário de saída do passeio seria 3 horas da madrugada. Quase caio para trás, pois tudo que não queríamos era acordar de madrugada para sair para o passeio. Sem entender direito, ou talvez sem querer entender, o motivo da mudança de horário e muito chateada por ter contratado uma coisa e ter que levar outra, disse a ele que iria ir à agência de turismo para conversarmos melhor.

Fomos na agência, que se localiza na Plaza de Armas, e pedimos novas explicações, que foram repetidas e Tb ele pediu desculpas pois era um fato que independia da vontade dele e que todas as agências estavam mudando o horário de saída do passeio do dia seguinte. Ficamos indignados, pois achamos um absurdo não se saber com antecedência sobre um rally que necessitasse fechar a estrada.

Resolvi ir ver em outras agências para conferir se a história era verdadeira ou se o danado do peruano estava querendo passar a perna em nós, já que no passeio pelo Colca de um dia a programação é sair 3horas da madrugada e voltar no mesmo dia. Ficamos com a impressão que ele não tinha fechado um grupo de pessoas que quisessem fazer o passeio de 2 dias e iria nos encaixar em um de 1 dia.

Fui em 2 agências como se quisesse comprar o passeio e pedindo informações e nas duas foi ressaltado que excepcionalmente o passeio do dia seguinte sairia às 3h da madrugada. Assim verifiquei q a história era verdadeira. Conclusão, voltamos a agência e acertamos os detalhes da saída.

Um pouco desapontados por ter mudado um pouco o curso do passeio, mas sem deixar que isso estragasse nosso dia, seguimos para um restaurante, já que estávamos com fome. Resolvemos ir no mesmo do dia anterior, já que tínhamos adorado o local e a comida.

Pedimos dois pratos com massa, um raviole e um fetucchine, ambos com carne. A comida estava espetacular e acompanhada do espetáculo de sanfona que o senhor estava novamente dando, foi maravilhoso. O nome do restaurante é La Italiana Massas e Pizzas, fica na calle San Francisco, 303. Local que recomendo, a comida é DIVINAMENTE maravilhosa.

Seguimos para o hotel, pois ainda teríamos que arrumar as malas, pois só poderíamos levar uma mochila pequena com material para passarmos 2 dias e uma noite, já que toda bagagem iria em uma van que não comportaria levar muitas malas de todas as pessoas. Ainda bem que levei uma bolsa pequena dobrada no fundo da mala, foi providencial para essa hora. Fizemos as malas, fechamos a conta do hotel, pois iríamos sair de madrugada, e deixamos as duas malas guardadas no hotel com o restante da bagagem. Fomos dormir as 23:30h, mas não antes sem colocar o depertador e também pedir para a recepção do hotel nos acordar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

Arequipa – dias 17 e 18 de setembro – dias 11 e 12

11º Dia (17/09 - qua) – Chegada a Arequipa

Chegamos em Arequipa as 15:30h e eu já estava roxa de vontade de ir ao banheiro, pois o banheiro do ônibus não estava acessível, melhor dizendo estava fechado. Mesmo assim, tive que esperar os procedimentos de desembarque e retirada de malas.

Seguimos para o banheiro, reconhecimento da rodoviária e meditação para verificar qual hotel iríamos pedir para o taxista nos levar.

Na chegada, ainda no ônibus, nos surpreendemos com o tamanho da cidade, não esperávamos uma cidade tão grande. Descobrimos que Arequipa é a segunda maior cidade do Peru, perdendo apenas para Lima.

Quando estávamos fora, analisando os hotéis que tinhamos indicação, um taxista se aproximou perguntando se desejávamos ajuda, como eu não estava conseguindo telefonar para nenhum hotel das indicações, aceitei a orientação dele que se ofereceu para nos levar em um hotel.

Inicialmente analisou as indicações que tínhamos, informou que o Hotel Los Balcones de Bolognesi não era muito bom e que o outro, o hotel Corregidor era melhor. Perguntamos quanto seria para nos levar até lá e ele informou que seria S/.5,00.

Achamos o valor razoável e resolvemos aceitar. No caminho vimos que a rodoviária fica bem distante da Plaza de Armas e o motorista, muito simpático, foi dando várias informações da cidade, indicando locais que poderíamos ver, comer, sugestões de pratos que poderíamos experimentar. Ou seja, foi uma maravilha.

Chegando ao hotel, fui analisar as instalações, o motorista me acompanhou muito simpaticamente e ainda disse que se eu não me agradasse ele poderia mostrar outro hotel.

Apesar de razoável, como ele ofereceu para mostra outro hotel, depois de agradecer à recepção do hotel, pedi que nos levasse a outro.

Essa foi a melhor parte, pois ele nos levou a um hotel bem melhor (hotel Santa Tereza endereço Rua Peral, 321 www.santateresaparkhotel.com, santateresaparkhotel@hotmail.com, fone (51-54) - 607613, mais próximo à Plaza de Armas, novo e com preço igual ao que tínhamos visto (U$S 28,00) quarto matrimonial.

Conclusão, ficamos no hotel Santa Tereza, muito alegres, pois as instalações eram excelentes e a ducha de água quente maravilhosa.

Depois dos procedimentos de check-in, reconhecimento do quarto e banho, fomos para a rua identificar uma lavanderia para lavar algumas roupas, pois quase todas que levamos estavam sujas. Bom, foi muito fácil, bem próximo do hotel havia uma e o preço era muito bom (S/. 4,00 para roupas que não precisavam passar e S/.5,00 para roupas engomadas) e entregava com 3 horas, mas não tínhamos pressa, já que iríamos ficar mais de um dia.

Voltamos ao hotel, pegamos as roupas sujas e levamos à lavanderia e seguimos para passear na cidade.


Arequipa é conhecida como a Cidade Branca por seus lindos muros brancos de sillar, uma pedra de origem vulcânica. Os interiores das construções são abobadados e as fachadas são muito belas e são do século 16 ao 18 (foto ao lado).


A cidade descansa no pé dos imponentes vulcões Chachani e Misti e do nevado Pichu Pichu.

A Plaza de Armas é uma das praças centrais mais grandiosas da América do Sul, contém várias palmeiras, flores e jardins e no seu centro está um chafariz de bronze, encimado por um anjo carinhosamente chamado Turututu, por causa da trombeta que carrega.
Foto ao lado da Catedral, Belíssima.

A catedral tem uma elegante fachada branca que chama atenção e ao fundo está o imenso vulto do Misti. Na fachada, dois medalhões de bronze simbolizam a Confederação Peruano-boliviana e é especialmente majestosa quando se acende a iluminação noturna.

A Plaza de Armas é rodeada por agência de turismo, na parte térrea das construções, e restaurantes, no primeiro andar (foto ao lado).
Por toda a calçada existe pessoas fazendo propaganda do restaurante e tentando angariar clientes.

Escolhemos um dos restaurantes o “Café Restaurant El Cerrojo”. Pedimos um Cuy assado (que é um preá e vem acompanhado de batata frita) e um lomo saltado (que é carne de boi trinchada e grelhada,a companha batatas e arroz). Eu tomei um pisco que era cortesia do restaurante e o Luiz pediu um uísque. Gasto total S/.73,00.

O Cuy foi interessante porque o preá é cortado ao meio e é assado e vem o bicho inteiro no prato com patas e cabeça. Até que tentei comer a criatura, mas só encontrei osso e couro, carne mesmo quase não tinha, conclusão escapei com o prato que o Luiz pediu que deu para dividir para nós dois. O investimento não compensou, ressalte-se que o restaurante não foi sugestão do motorista de taxi. E nós também não recomendamos.

Depois, fomos em várias agências de turismo consultar preço de excursão para o vale do Colca, todas ofereciam o mesmo pacote de dois dias e o preço era muito similar de uma agência para outra. Também nos informamos do passeio city tour que é realizado em um ônibus com dois pisos. No entanto, não fechamos com nenhuma agência.

Andamos mais pela cidade e resolvemos entrar em um restaurante italiano, pois havia uma apresentação de um senhor tocando sanfona cujo som estava muito convidativo. Era o Ristorante “La Italiana Pizzas e Pastas” pense num lugar bonito, grande e com uma decoração encantadora. O senhor, muito idoso, além de excelente cantor e tocador de sanfona, era cego, os pedidos de música eram passados verbalmente pelo garçom e o show foi belíssimo.


Foto com vista ao fundo do vulcão Misti.

Acabamos comendo uma pizza, pois o cheiro estava irresistível e o jantar não havia nos saciado completamente S/.16,00, o sabor não deixou a desejar, estava divina.

Finalmente fomos nos recolher no hotel, pois já era tarde e no dia seguinte queríamos acordar cedo para aproveitar o dia conhecendo Arequipa.

Peru - 07 a 23/09/2008

11º Dia (17/09 - qua) – Manhã em Puno e tarde partida para Arequipa – distância 325km

Acordamos as 6h30min, tomamos nosso desayuno buffet calmamente, arrumamos a mala e fomos dar mais umas voltas pela cidade para ver o que não tínhamos visitado, afinal a viagem era só 10h e dava tempo de conhecer mais algo.

Fomos a Plaza de Armas, entramos na catedral (foto ao lado), que é uma construção seiscentista e surpreendentemente grande, com uma graciosa fachada barroca e um interior muito simples e humilde, em conformidade com a religiosidade dos aimarás.

Em seguida fomos à igreja Santo Antônio (foto ao lado), tiramos mais algumas fotos do centro e retornamos ao hotel para nosso check-out.


Pegamos um moto-taxi e seguimos para a rodoviária (ou terminal terrestre).
Ao lado Hotel Silustani.

Chegando lá, como estávamos com tempo de sobra fui dar um passeio em um taxi-bicicleta, claro que não poderia perder essa oportunidade de passeio e de foto (foto abaixo).

Hora do embarque, pagamos nossa taxa de utilização do terminal terrestre, despachamos as malas para o bagageiro do ônibus e fomos para nossos assentos ilustres de primeiras poltronas no segundo piso. Agora sim, finalmente iríamos nos assentos contratados no ato da compra.

Como alegria de pobre dura pouco, verificamos que ao entrarmos no ônibus, apesar de irmos nos assentos desejados, a refrigeração não estava funcionando, a maioria dos passageiros eram peruanos, ou seja, imaginem aí a quantidade de trouxa no ônibus. Além disso, a direção da viagem era em favor do sol, então pense aí nós nas cadeiras da frente do segundo piso do ônibus com o sol bem na nossa cara a viagem toda sem refrigeração no ônibus. Pensou? Então, multiplique isso por duas vezes pior, pronto, é quase isso que foi a viagem.

Olha eu me divertindo na bicicleta-taxi.
Além disso, mal saiu da rodoviária o ônibus para pra pegar passageiros umas três vezes e em todas entrou um monte de gente vendendo água, pipoca, refrigerante etc. e chegando em Juliaca ele faz uma parada mais prolongada e o ônibus é invadido por vendedores dos mais variados produtos (frango assado, peixe frito, papas ou seja batatas, sorvete, balas, água, refrigerante).
Olhem, era tanta gente, que fiquei com vontade de sair do ônibus e largar aquele povo lá.

Superada a parada, que até foi interessante por ver que o carro de entrega da coca-cola era do tipo moto-taxi.

Além disso, apesar do sol quente, o percurso foi bonito e interessante, bastante sinuoso, observa-se uma vasta região de agricultura, além de diversas pastagens de lhama e alpacas.

Em um local da rodovia a polícia federal de lá parou e revistou o ônibus inteiro, olhando malas e mochilas dos passageiros. As nossas eles não olharam, acredito que estavam verificando mais dos peruanos para identificar algum tipo de produto sendo transportado ilegalmente.
Abaixo fotos de lhamas e região totalmente cultivada pela agricultura.

Peru - 07 a 23/09/2008

10º Dia (16/09 - ter) – Passeios em Puno Ilhas Flutuantes de Uros e Ilha Taquile

Acordamos 5h:45min, tomamos café que nesse hotel era do tipo buffet, ou seja: podia se servir a vontade e as opções eram café, leite, suco, chá, pão, bolo e cereais (q era tipo milho ou arroz, parecia pipoca).

Ou seja, praticamente a mesma coisa do desayuno colonial, com a diferença de poder repetir quanto quisesse.

Conforme combinado, o guia turístico veio nos pegar as 6h:45min para fazermos o passeio.
Pegamos o barco às 7h:30min. É um barco fechado onde cabem 20 pessoas e tem a parte de cima que se pode ficar alternadamente no máximo 10 pessoas. O frio é grande e não se consegue ficar muito tempo na parte de cima.

O lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo fica a 3.815 m acima do nível do mar e o segundo maior na América do Sul com 8.300 quilômetros quadrados de superfície e profundidade de 284m.

A primeira parada é em nas Ilhas Flutuantes de Uros, situado ao norte da baía de Puno, a 30 min de barco do porto de Puno.

Ao lado, foto da ilha de Uros, observem a placa de energia solar.

Essas ilhas são feitas de totora, planta que cresce nas margens do Lago Titicaca e que se assemelha a uma espécie de junco, é utilizada para fazer embarcações, além de servir de alimento e construir as casas e tudo o mais que existe na ilha.

A visita dura em torno de 1 hora e causa um verdadeiro impacto na nossa cabeça. Os hábitos, tradições e costumes dos habitantes são bastante diferentes da nossa tradicional cultura. Viver numa ilha que balança é, realmente, diferente.
Durante a visita há uma explicação de como a população constrói as ilhas a partir da totora, os hábitos deles, bem como seus costumes.
Ao lado, foto da explicação da formação da ilha, impressionante!

Também é servido a totora no seu estado natural, vendo os uros comendo aquilo fica-se na maior vontade de comer, pois eles descascam e comem como se fosse a coisa mais saborosa do mundo e numa rapidez impressionante.
A existência das ilhas flutuantes remonta a centenas de anos atrás. Atualmente centenas de pessoas vivem nas 40 ilhas, os habitantes são em torno de 2 mil Uros.
Os uros dizem ser "kot-suña" (a cidade do lago) isso insinua eles têm sangue preto, eles não podem se afogar nem sentem o frio. É por isso que eles asseguram serem habilidosos tal como um peixe.
Na oportunidade, comi um pouco de totora, era branca, parecida com cana de açúcar, mas não era doce, também lembrava espargo e tinha um sabor que não me "disse nada"! Ou seja, não é exatamente gostoso, mas valeu ter provado.

A comunidade vive, trabalha e até estuda naquelas ilhas mesmo.

Essa foi a parte da viagem que mais me impressionou e me emocionou, fiquei completamente extasiada com a forma de vida daquele povo.

O mais interessante é que com toda aquela comunidade vivendo de forma rudimentar, as casas possuem energia solar, impressinante!
Para os que optam pode-se fazer um passeio em um dos barcos feito de totora, custa U$S15,00. A nós não nos pareceu interessante e optamos por não fazer, o percurso do passeio é pequeno.

Foto do passeio no barco de totora.

No final, há uma apresentação musical das nativas cantando uma música em três idiomas (Quéchua, Aymara e espanhol), fabuloso.

Em seguida, parte-se para a Ilha de Taquile, que fica localizada a 35 quilômetros no leste da cidade de Puno e a viagem entre Uros e Taquile dura em torno de 2h30min. Durante o percurso serve-se mate de coca, café e chá de canela, acompanhado de bolacha salgada. É onde se pode curtir o passeio, ir para cima do barco, ver as aves, é excelente.

A ilha de Taquile tem uma dimensão de 6 quilômetros quadrados e está a 3.950 m. acima do nível do mar. Destaca-se pelos microclimas variados e por ser a maior em todas as ilhas do Titicaca.

Neste pequeno pedaço de terra, seus habitantes mantêm certos costumes herdados dos incas.
Por exemplo, apenas os homens sabem fazer artesanato (tricô) eles são os responsáveis por tecer toda vestimenta da comunidade.
De longe, por exemplo, já é possível observar que suas encostas são todas recortadas por terraços construídos séculos atrás e que ainda são utilizados para agricultura.
Nas vestimentas do povo estão embutidos sinais de seu estado civil ou posição social. Na foto ao lado temos um homem casado, representado pelo gorro que usa e pela cor da roupa.
Na foto ao lado, mais um exemplo de que aos homens fica a responsabilidade de tricotar, enquanto que as mulheres não sabem fazer tricô, sua responsabilidade é transformar a lã dos animais em linha.
Aos domingos, os representantes dos 6 suyos (comunidades) existentes na ilha reúnem-se na praça principal para discutir os problemas de sua sociedade.
Os princípios morais dos Incas: Ama Sua ( não roubar), Ama Quella ( não menter), Ama Lulla ( não ser preguiçoso) são rigorosamente observados e sua infração pode resultar em expulsão da ilha.

Cada ilha é habitada por uma comunidade diferente uma com os descendentes dos Collaguas (de origem Aymara) e a outra com os descendentes dos Cabanas (de origem Quéchua), cada um com seus costumes e crenças distintos.

Nessa ilha é onde há o almoço que é opcional e custa S/.15,00 p/pessoa. Mas, sinceramente, é imperdível, além de delicioso, o cenário montado é impagável.

O almoço é algo indescritível e saborosíssimo.
Uma das famílias, que geralmente tem um restaurante no local, prepara uma grande mesa ao ar livre, sob uma coberta com um pano branco, tipo um toldo.
No nosso caso ficamos no Restaurante e Pousada de Don Prudêncio. Pode-se escolher entre duas opções omelete de vegetais ou peixe.
Escolhemos peixe. Inicialmente é servida uma sopa de vegetais e frango (foto ao lado), que tem um sabor extremamente agradável acompanhado de pães e um molho picante (tipo vinagrete) para quem deseja colocar no pão (eu adorei o molho picante).

Em seguida, vem o prato principal, no nosso caso peixe (truta), que vem frito e acompanhado de batata (é claro q não poderia faltar, rsrsrsr), e arroz, pense na delícia. Também é servido chá p quem quiser incluso no preço e opcionalmente pode-se pedir água mineral ou refrigerante.

Ao lado meu semblante estasiado de tanta beleza.


Em seguida, depois de todos terminarem o almoço há uma apresentação de dança nativa.
Terminado, fomos convidados a conhecer a Praça principal.








Os costumes da população que vive nessa ilha são bastante diferentes eles usam roupas e adereços que distingue a classe social, o status, dentre outros.
Ao lado foto de uma senhora transformando lã em linha. Fenomenal!

Terminada a visita voltamos para o barco para o retorno a Puno eram 15h. Aí é só moleza. Chegamos no cais de Puno as 18h10min, ou seja o passeio durou 10h40min.

Chegamos a Puno fomos andar pelas ruas e depois jantar ........numa.

Por fim, decidimos ir à rodoviária comprar nossas passagens para Arequipa para o dia seguinte. Pegamos um taxi-moto, que nos cobrou S/.2,00. Desta vez optamos pela empresa Sur Oriente, com a garantia que iríamos viajar nas primeiras cadeiras do ônibus de dois pisos, a passagem custou S/.20,00 p/pessoa com saída as 10h15min do dia seguinte.
Foto da ilha Taquile, mostrando o costume que se tem no Peru de se carregar elevadas carga nas costas, inclusive mulheres.

Peru - 07 a 23/09/2008

Puno – dias 15, 16 e 17 de setembro – dias 9, 10 e 11

9º Dia (15/09 - sab) – Saída de Cusco e Chegada em Puno – 389Km

Na segunda, acordamos cedo tomamos nosso desayuno, check-out e fomos para a rodoviária de taxi (S/.4,00) 8h estavamos despachando as malas. Foi nessa hora que descobrimos que nosso lugar no ônibus havia mudado, a justificativa foi que mudaram o ônibus q iria. Bem, como não tinha como reclamar, porque teríamos que viajar de todo jeito e tudo o que não queríamos era nos estressar, então fomos.

Descobrimos tb que teríamos que pagar uma taxa pela utilização da rodoviária, todo mundo paga, custa S/.1,00 por pessoa.

Fomos ao ônibus e descobrimos q varias pessoas tinham seus assentos alterados e algumas estavam ocupando qualquer cadeira e resolvemos fazer o mesmo, escolhendo a cadeira que nos agradou.

Chegou um rapaz e viu q seu assento estava ocupado e foi reclamar com a empresa, voltou com o número da cadeira alterada e era a q eu estava sentada, e ele sem acreditar voltou, resolvi falar para ele q poderia ficar na cadeira (imaginem ele falando inglês e eu português, foi uma beleza!), mas ele foi reclamar mesmo assim e a moça da empresa veio com ele, perguntou se aquela era a minha cadeira, disse que não, mas que também a que eu tinha comprado estava ocupada e q estava tudo uma bagunça.

Ela então resolveu acomodar o rapaz em uma cadeira que estava desocupada e do agrado dele. Enfim, todos assentados, o ônibus partiu 8:50h, 20min além do horário programado.

A viagem é super interessante e para mim ela não poderia ter sido à noite, pois não teria oportunidade de ver a paisagem. Além disso, foi uma boa não ter ido de trem pq e bem mais caro e o percurso e praticamente o mesmo.

A viagem estava prevista para durar 5h30min, mas foi realizada em 6h15min devido a uma das cidades que passa, Juliaca, que estava em total construção e o trecho da estrada estava sendo ampliado e o transito estava lento.
Foto ao lado uma das ruas de Juliaca. Observem a poeira.
Juliaca é, REALMENTE, um espanto, feia, sim, mas pq está em total construção. Esse foi o pior trecho.
Na estrada, de repente, avistamos uma imensa, imensa mesmo, poeira no ar, pensamos: "O que será aquilo, será uma usina de extração de terra, ou de brita, o que será q está acontecendo naquele local? Sem nem imaginar q o Ônibus passaria dentro daquele turbilhão de poeira.

Qdo foi chegando mais perto, q vimos que nosso destino era passar dentro daquilo e descobrimos q aquilo era uma cidade, indagamos: "Minha nossa! como o povo consegue viver nesse mar de poeira?"
Ao lado uma pequena idéia da poeira e do trânsito.

Realmente é feio, mas impressionante observar uma cidade em total construção, descobrimos que aquela cidade tem isenção fiscal, tipo zona franca, além de ter extração de minérios. Desta forma, uma grande parte dos peruanos está se mudando para lá e a cidade inteira está em obras, são casas sendo construídas, estradas, esgoto tudo tudo mesmo, impressionante!

Foi difícil atravessar, pois o transito estava super lento e a cidade é enorme. Ficamos admirados com a estrutura q esta sendo montada na cidade, pois tem fabrica de cimento, distribuidora de gás, varias universidades, uma loucura.

No trajeto foi servido um lanche = suco + bolacha.

Chegando à rodoviária às 15h, pegamos um moto-taxi e pedimos para nos deixar em um dos hotéis que eu tinha indicação e que fica muito próximo da Plaza de Armas. A corrida custou S/.3,00.

Puno fica a 3.870m acima do nível do mar, o ar é muito rarefeito e o sol é muito ardido. É a capital do folclore peruano e sede da Festa da Virgem da Candelária.

Chegamos ao hotel Sillustani, despachamos o moto-taxi e fomos ver se nos agradávamos do local. O preço estava conforme pesquisado na internet, mas pedi abatimento ficou por U$S36,00 a diária do quarto matrimonial. Adoramos o hotel (ufa! Ótimo não precisar perder tempo vendo hotel).

Hotel Sillustani – http://www.silustani.com/ – Endereço Jr. Tarapacá Nº305 - Fax:051-3561111- Tel: 051-351881 Gerente Martin Aleman Palomino

Fomos então almoçar, o rapaz do hotel nos indicou o restaurante Don Piero (Jiron Lima, 356 B), pense numa excelente dica!
Além de o dono ser muito simpático, colocou um cd de música brasileira do Zezé de Camargo e Luciano, tudo bem que não é nosso estilo de música, mas só o fato dele ter tido essa preocupação achamos interessante, também estávamos com saudade de algo cantado em português.

Além disso, comemos um prato de truta frita, indicado por ele (foto ao lado), que dava para duas pessoas bem servido, primeira vez que pedimos um prato só e ficamos super satisfeitos. A truta frita era acompanhada de ovo frito, banana, pão, verduras (tomate, pimentão, abacate) e arroz (S/.35,00). Pense numa comida gostosa!

Descendo do restaurante, que fica na parte de cima, havia uma agência de turismo, resolvi ver o preço dos passeios para Ilha de Uros e Ilha Taquile, excursão incluindo bus turístico até o cais, barco até as ilhas estava S/.35,00 p/pessoa e ainda aceitava o cash passaport sem cobrar taxa. Achei que estava bom, pois tinha informação da comunidade que o valor era S/.45,00 p/pessoa. Fechei na hora.

Satisfeitos, voltamos para o hotel para tomarmos um banho, pois estávamos todos empoeirados da viagem. Em seguida, saímos para conhecer a cidade, muito bem agasalhados, pois o frio estava maior que em Cusco.

Fomos a Plaza de Armas, linda, catedral e depois pegamos um taxi para irmos ao mirante, S/.8,00 ida e volta, foi a coisa mais barata q pagamos, pois é super longe, o caminho todo de terra e íngreme, quase o carro não subia, mas o motorista era fabuloso e deu conta do recado.
Foto ao lado é a Plaza de Armas.

A paisagem que vimos lá foi fabulosa e compensou todo o investimento, dali se tem toda a visão do Lago Titicaca e era final de tarde, o sol estava se pondo e o céu estava maravilhoso.
O motorista esperou q tirássemos fotos e, quando decidimos, voltamos a Plaza de Armas. Foi excelente.

Foto ao lado: Vista do mirante do lago Titicaca.
Abaixo foto da estátua de condor que há no mirante.
A temperatura estava de trincar os ossos, 5 graus, quase congelamos.

Andamos mais um pouco pelo centro, já era noite, e, de repente, começou a cair chuva, aliás, pedras de gelo.

Ficamos parados debaixo de uma sacada, esperando para ver se a chuva parava e escutando uma música maravilhosa, vindo do restaurante Choza de Oscar.

Como a chuva não parava, resolvemos entrar no restaurante. Curtimos a apresentação de danças tradicionais e decidimos jantar ali mesmo.
Ao lado o show de dança.

Foi ótimo, a comida, além de excelente, era toda decorada. Eu pedi uma sopa de frango (S/.9,00) e o Luiz uma massa (espaguete) (S/.12,00), finalizei com uma sobremesa (pecado de chocolate) que era um verdadeiro pecado (S/.9,00) de tão delicioso.


Satisfeitos, saímos e para nosso agrado a chuva de granizo já havia terminado, mas o frio, nossa!
Ao lado a torta Pecado de Chocolate, e que PECADO!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Peru - 07 a 23/09/2008

8º Dia (14/09 - dom) – Curtindo Cuzco

Finalmente acordamos tranqüilos sem horário para nada. Desayuno e rua. Ainda estávamos doloridos nas pernas. O Luiz resolveu comprar na farmácia um relaxante muscular para ele, eu preferi ficar com minhas dores, rsrsrsr.

Destino comprar as passagens para Puno.

No caminho aproveitamos para visitar o Museu Arqueológico Qorikancha, mais uma das atrações do boleto turístico. Quando chegamos lá vimos que estava havendo na rua um desfile militar e quando estávamos saindo estava passando uma procissão religiosa.

Quanto ao museu, é um local onde se exibem fragmentos de cerâmica do período Inka, assim como amostra de metalurgia, tecidos, pinturas, esculturas e instrumentos musicais. Há também replicas pré-inkas e objetos encontrados nas escavações realizadas neste lugar.

Seguimos a caminho do terminal rodoviário (ou, como é chamado lá: terminal terrestre). Pense num negócio longe! Mas fomos a pé mesmo. No caminho tem o Monumento a Pachakuteq, mais uma atração do boleto turístico, lógico que fomos visitar.

É uma edificação lítica, construída em 1991. Tem nove níveis e uma altura de 22,40m. Serve de base a escultura de bronze do Inka Pachakuteq de 33,90m. A estrutura principal é feita de concreto armado e o acabamento é de pedra. Em sua construção se empregou 1402 pedras poligonais e se empregaram 20 pedreiros por 14 meses. De lá de cima se tem uma vista espetacular da cidade.

Finalmente chegamos à rodoviária e ficamos admirados com o que vimos.
Primeiro porque existe uma infinidade de lojas de companhias rodoviárias cada uma querendo atrair passageiros, então fica em cada loja uma pessoa gritando as ofertas de cidades que a companhia abrange e o horário que o ônibus vai sair, pense na gritaria!
Ao lado foto da festa da Padroeira dos Rodoviários.

Segundo porque vimos que eram tantas opções de empresas e horários de ônibus para Puno que ficou até difícil escolher.

Terceiro porque justo naquele dia era o dia da santa padroeira dos rodoviários e estava havendo uma enorme festa dentro da rodoviária. Era um barulho só canto, fogos, missa, pense!

Fomos resolver a compra da passagem e depois de ver preços em diversas empresas decidimos pela Ormenõ, pq além de já ter tidos boas informações dessa empresa e o preço dela estar compatível com as demais que consultamos, o rapaz do guichê foi muito atencioso, mostrou uma maquete do ônibus que iríamos (escolhemos um de dois andares, tipo bus-cama e compramos as duas primeiras cadeiras) Ou seja, nossa posição no ônibus era totalmente estratégica para uma boa visão da viagem. A propaganda foi enorme e saímos de lá com passagens compradas e número de poltrona definido na passagem.
Cusco – Puno S/.35,00 p/pessoa.
Acima, foto dos religiosos benzendo o guiche da companhia rodoviária.

Resolvido isso, fomos curtir a festa q estava tendo na rodoviária.
Estava um barato, havia várias pessoas fantasiadas de diversos estilos, tinha até umas moças que estavam de minivestido, mais pareciam que iam desfilar o carnaval na mangueira, tinha gente de mascará, tinha gente vestido de urso, uma coisa muito interessante e Tb tinha uma banda tocando musicas e um andor.
Eles passaram por vários guichês de empresas de ônibus benzendo e no fim fora da rodoviária teve uma apresentação de dança que foi maravilhoso, bem típico.

Finalizado, pegamos um moto-taxi e voltamos para Plaza de Armas. Chegamos e havia várias pessoas na praça, pois acabara de ter uma procissão com desfile e tudo, infelizmente essa nós perdemos, fazer o que...

Fomos almoçar em um dos restaurantes da Plaza de Armas (restaurante El Meson), onde comemos Lomo Saltado (carne de vaca trinchada, grelhada com batata a sautée – S/.33,00 e chuleta a res (bisteca assada) vem com arroz (finalmente arros, viva!), batata (é claro, rsrsrsr) e salada – S/.23,00. tudo estava uma delícia.

Fomos então andar pelos locais que não tínhamos visitado Plaza San Francisco e Igreja. Arco e em seguida, fomos ao mercado central.
Ao lado mais fotos da Plaza de Armas de Cusco.
O mercado foi muito bom, porque vimos muitas frutas regionais, as comidas típicas, descobrimos que chancho é carne de porco, kkkkkk.
Vimos a batata desidratada para vender, bem como uma infinidade de pães redondos sendo vendidos ao relente.
Ao lado a batata desidratada (branca parecendo pedra) ela é desidratada dura o ano todo e para utilizar é só colocá-la em água quente e cozinhá-lá.


Depois fomos a uma das lojas de artesanato que tem na Calle Del Sol e compramos duas blusas de frio de alpaca.

Fomos então para uma das casas que tem internet para baixar as fotos da máquina para o pen-drive, em seguida fomos arrumar as malas.

Jantar comemos um capelleti a bolonhesa S/.16,50 e um sanduíche de ovos S/.6,00 no restaurant La Tratoria.

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