Quem sou eu

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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nascida em Campinas SP e criada em Fortaleza CE. Amo viajar, meu principal hobby. Conhecer lugares e cultura é a melhor forma de crescermos espiritualmente. Sou casada com uma pessoa maravilhosa chamada Luiz Rodrigues, que curte comigo todas as viagens. Um trecho de livro que resume meu pensamento sobre vida e viagem: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver". ("Mar sem fim"- Amyr Klink) AVISO: As postagens estão em ordem inversa, ou seja, do fim da viagem para o começo. Desta forma, observem a data informada e leiam do fim para o começo.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

10º Dia (27/07 - segunda) Rio Branco

Dia de realizar as atividades obrigatórias para continuar a viagem e atravessar a fronteira. O Luiz foi à concessionária da Toyota fazer a revisão obrigatória de quilometragem do carro, saiu cedo para chegar às 8 horas lá e ser o primeiro no atendimento, não correndo o risco de não terminar o serviço no mesmo dia. Eu tratei de procurar, por telefone, uma clínica veterinária que o veterinário emitisse o atestado de saúde do Pingo e a ficha com o histórico do animal, documentos necessários para a emissão do CZI (Certificado Zoosanitário  Internacional), que é o documento obrigatório para ingressar com animais no Peru. Não é o passaporte, este não é aceito no Peru e exige a implantação de um chip no animal, a CZI é apenas um Certificado.

Por precaução, nós tiramos a CZI em Fortaleza um dia antes de sairmos para a viagem. Esse documento tem validade de 10 dias. Se conseguíssemos chegar na fronteira antes dele vencer, teríamos uma tarefa a menos para realizar. Caso contrário, com esse documento já emitido, ficaria mais favorável à emissão de um novo. O documento foi emitido em Fortaleza, dia 17, portanto estava vencendo no dia de hoje e só iriamos atravessar a fronteira no dia seguinte.

A primeira clínica que liguei, que era a mais próxima (800 m) o veterinário disse que não emitia o documento. Liguei para mais duas e na terceira obtive a resposta afirmativa. Ficava 1.100 m do hotel e eu e Pingo iríamos a pé, pois Luiz foi com o carro para revisão.

Local de ir com o Pingo para obter atestado já resolvido, tratei de levar as roupas para a lavanderia que tivesse entrega no mesmo dia. Essa etapa foi fácil, há uma lavanderia a 300 m do hotel. Entregue a roupa para lavar, peguei o Pingo, coloquei o endereço da clínica veterinária no GPS do Google maps no celular e lá fomos nós. Lembrando que estamos no norte do país e que a temperatura é elevada, em torno de 29 a 36 graus, com sensação de 40, pois não tem a brisa do mar. Tudo bem, vamos pela sombra e com calma chegaremos lá, a caminhada será boa, pois estamos a dias só sentados rodando de carro.

Cheguei na clínica e só tive que esperar uma cadelinha que estava em atendimento. Quando saiu do atendimento, soube que ela havia engolido uma bolinha e o veterinário orientou aguardar um  tempo para ver se ela iria conseguir expelir. Caso contrário,  teria que operar e provavelmente perderia os filhotes que estava esperando.

Nosso atendimento foi rápido,  após ser pesado, examinado e verificado a carteira de vacinação do Pingo, o veterinário emitiu a documentação necessária e nos desejou boa viagem. Antes de eu sair da clínica o Luiz ligou, eram 11h, avisou que iria concluir a revisão antes de meio dia. Ótimo, assim poderíamos almoçar todos juntos. Retornei para o hotel com o Pingo e no caminho aproveitamos para tomar um açai,  afinal estando no Norte não se pode perder a oportunidade de degustar essa maravilha.

Pouco depois de chegarmos ao hotel, o Luiz retornou da revisão. Mostrei os documentos para ele e, na mesma hora, ele observou que o veterinário havia esquecido de mencionar que o Pingo havia realizado tratamento parasitário (tomado remédio para verme) indicando a data e a droga administrada. Ocorre que o ingresso de animais no Peru exige que no atestado de saúde conste essa informação. Eu quase não acreditei, pois tinha passado todas as informações para o veterinário. Enfim, são coisas que acontecem. Então, na mesma hora ligamos para a clínica e informamos o acontecido ao que disseram que podíamos voltar que o veterinário ainda estava lá. E assim foi, retornamos, desta fez de carro,  o veterinário refez o documento e fomos almoçar no restaurante O Paço, pois gostamos da comida e não queríamos perder tempo procurando outro local.

Após almoçarmos fomos descansar no hotel. Às 14h o Luiz foi no Ministério da Agricultura do Rio Branco para a emissão da CZI e eu fiquei no hotel atualizando o blog.

Aos que desejarem, todas as orientações para viagem internacional com seu Pet podem ser obtidas por meio do site:
http://www.agricultura.gov.br/animal/animais-de-companhia/transporte-internacional

Observem que as exigências variam de um país para outro.

A noite perguntamos para os recepcionistas do hotel se havia panificadora tipo cafeteira que servisse lanche na cidade e informaram que não havia nenhuma. Então, resolvi procurar no Google e encontrei um local que me pareceu agradável para lanchar, uma panificadora chamada Empório do Pão. Dica, a melhor forma de obter informações sobre hotéis,  restaurantes, bares etc é por meio de busca no Google maps. Por meio desse site, além de endereços, existem as avaliações dos usuários e a classificação do mais para o menos conceituado.

Com o endereço e rota traçados,  fomos ver como era o local. O bom da cidade é que ela não é muito grande e tudo é perto. Além disso, não tem o movimento de trânsito dos grandes centros urbanos.

Chegamos ao local e entrei para ver se atendia ao que desejávamos. E não é que era exatamente o que procurávamos! Detalhe, o local era novo, recém instalado na cidade e estava iniciando o atendimento estilo cafeteria.  Pingo ficou tranquilo no carro e nos entramos para comer. Ah, para os que não sabem, Pingo já está acostumado a nos esperar no carro, deixamos os vidros traseiros um pouco aberto para paisagem de ar e ele fica numa boa.

Logo que entramos a Sra. Vany veio atenciosamente nos atender. E que delicadeza no atendimento, prontamente explicando e sugerindo algo. Eu optei por tomar um suco verde, que eles fazem tendo como base o suco de maracujá, e comer um sanduíche de frango, queijo, tomate no pão baguete.  O Luiz foi de Coca Cola e sanduíche de carne, queijo e ovos. De sobremesa optei por um gelado de chocolate, que estava divino e Luiz por uma bomba de chocolate com ameixa. Hum! Tudo estava uma delícia.

Puxamos conversa com a Sra. Vany e perguntamos se ela era Acreana. A resposta foi afirmativa, mas informou que seus pais nasceram em Itapajé-CE.  Kkkkkk, não tem jeito, onde se vai tem um cearense, kkkkkkk. Perguntamos a ela qual a comida típica do Acre, ela não pensou duas vezes  e respondeu, arroz com feijão,  kkkkkk kkkkkk,  nos acabamos de rir. Mas ela foi categórica em afirmar, eu duvido  que vocês encontrem um acreano que não goste dessa comida. Aí completou,  outro prato típico é carne de sol com macaxeira, tem coisa melhor do que comer isso, afirmou ela. Também informou que no Acre se pode comer o melhor abacaxi do país. Finalizamos trocando E-mail pois ela falou que adora receber mensagens.

E assim finalizamos  mais um dia com todas nossas tarefas cumpridas.Peru

No mesmo hotel que estávamos chegou de taxi uma família que estava voltando de Cusco. Era um casal mais três filhos na faixa de idade entre 11 e 15 anos e viajavam em um carro discovery.  Contaram que estavam em viagem de férias, no veículo da família (discovery), realizando o que chamaram de expedição Cuiabá - Cusco. Assim como nós, não fizeram reserva de hotel em Cusco e, ao chegarem lá, não encontraram nenhum hotel com vaga e, segundo eles, nenhum lugar para comer.

Resolveram, então armar uma barraca no meio da rua para fazerem comida e dormiram no carro a uma temperatura de 5 graus. Diante do ocorrido, decidiram voltar para casa no dia seguinte. Quando já tinham percorrido 100km, o carro deu o prego. Não sabemos se ele tinha seguro ou não,  mas informaram que conseguiram um caminhão munck para levar o carro até a fronteira do Brasil. Como o caminhão munck não é apropriado para transportar veículos, para içar o veículo foi necessário tirar os estribos do carro, passar duas linhas de madeira por baixo do veículo, permitindo o içamento do veículo. Estando o carro em cima do munck, conseguiram um transporte para irem até a fronteira. Nesse meio tempo o motorista do munck, não tendo cintas apropriadas para amarrar o carro pelas rodas,  simplesmente passou uma cinta pelo teto e outra pela tampa do motor e apertou para fixar o veículo. veículo

Quando chegaram na fronteira, contrataram um carro guincho do lado do Brasil para pegar o veículo e levar até Cuiabá e ficaram no hotel em Rio Branco aguardando o carro guincho chegar dar as diretrizes de entrega do veículo em Cuiabá. Eles receberam o carro quando estávamos ainda no hotel. Quando o dono do carro viu o carro não acreditou no que tinha acontecido, o veículo ficou amassado nos dois lugares em que foi passadas as cintas, ele chorou de raiva ao vê seu veículo.

Mais fotos de ontem e de hoje.

 Fundação de Cultura Elias Mandou. 
 Outra vista da Ponte Estaiada. 
 Caixa D'água antiga.
 Mercado Central. Pingo para um lado, Luiz para outro.
 Monumento aos cidadãos que contribuíram para a construção de Rio Branco.

Olha o casal 20 aí curtindo a viagem .
 Outra visão do Mercado Central.
 Locais restaurados que funcionam bares à noite.
 Assembléia Legislativa.
 Palácio do Governo.
 Olha aí o Restaurante Princesinha.
 Catedral. Olha o Pingo e eu lá em cima.
 Outra vista da Catedral.
 A piscina do hotel, Pingo doido para mergulhar, mas não pode.
O carro discovery chegando no guincho e todo amassado e o dono quase chorando.
 Pingo tirando uma soneca à tarde e esconde do a cabeça debaixo da cama para ficar escuro, rsrsrsrs.
Olha meu suco verde, lanche de frango e o gelado de chocolate.

9° Dia (26/07 - domingo) - Rio Branco (AC)

O dia hoje foi de organizar bagagem, carro, Pingo e também descansar para continuarmos a viagem. Acordamos tarde, tomamos calmamente o café da manhã e cada um foi fazer sua atividade. Enquanto Luiz saiu com o carro para um lava a jato (carro estava imundo,  cheio de poeira por todos os cantos), eu fiquei no hotel e fui dar banho no Pingo no banheiro do apartamento. Foi perfeito, parece que aquele banheiro estava esperando por nós. Alguém deve estar se perguntando porque eu não o levei para um Pet Shop. Simples, porque para mim dar banho no Pingo é um prazer e ele adora tomar banho. Ah, e não pensem que o banheiro do hotel ficou todo molhado não,  saibam que não caiu uma gota de água fora do boxe e todo material de banho dele eu levo na viagem, sabonete, shampoo, condicionador, duas toalhas de banho, escova e um secador. Finalizado o banho e seco, ele foi para a varanda do quarto tomar sol e eu fui fazer o roll de roupas para mandar lavar no dia seguinte.

Terminada as tarefas obrigatórias, fui escrever a história para postar no blog. As postagens estavam atrasadas devido a falta de condições para escrever durante a viagem na estrada de terra. Além disso, estávamos chegando à noite no local de dormir e, em geral, somente estou conseguindo conexão com internet nas cidades.

Luiz chegou por volta das onze horas no hotel. Falou que foi o primeiro carro a chegar no lava a jato, mas o rapaz quase não largava mais o carro, tentando tirar toda a poeira. Nossa! O carro deu mais trabalho para tomar banho do que o Pingo.

Saímos para procurar um restaurante agradável, que aceitasse a entrada do Pingo, ou que tivesse condições favoráveis para ele nos aguardar no carro. Fomos primeiro ao restaurante Elsio, indicado como um dos bons lugares para comer na cidade. Não ficamos, pois era totalmente fechado, o que não permitiria  a entrada do Pingo. Deixá-lo no carro era inviável, pois a temperatura estava muito alta. Fomos para outro restaurante indicado pelo google como bom. Chegando lá o restaurante estava fechado e nos informaram que não abria aos domingos. O que achamos interessante nessa cidade é que alguns restaurantes não funcionam a noite e outros não funcionam no domingo.

Foi então que ao passar ao lado do canal que tem na cidade, o Luiz avista a placa indicativa de restaurante na praça chamada Canal da Maternidade e resolve parar para verificar as condições. Era o restaurante O Paço, que depois descobrimos ser um dos bem conceituados na cidade. Adoramos a comida e o Pingo o local, já que pode ficar conosco na área externa do restaurante. O achado por acaso do restaurante Foi perfeito,  pois adoramos a comida.

Já de 'barriga cheia' fomos localizar a concessionária da Toyota, local em que o Luiz levaria o carro para a revisão obrigatória de quilometragem. A concessionária se localizava na BR, a mesma que havíamos entrado na cidade, mas o Luiz queria gravar a forma de chegar no endereço sem estar comigo como copiloto, indicando o caminho, pois enquanto ele iria para revisão do carro eu iria com Pingo a um veterinário para pegar o atestado de saúde necessário para obter a CZI (Certificado de Zoonose Internacional), que é o documento obrigatório para ele atravessar a fronteira.

Lá fomos nós... Ocorre que estava havendo o evento anual de exposição de animais e cavalgada e o local do evento, o parque de exposição, era quase vizinho à cessionária. Conclusão,  as ruas estavam lotadas de carros, cavalos e gente e, além disso, o acesso à BR, exatamente no local que iríamos, estava interditado. Dessa forma, não foi possível chegar no local. Então voltamos e decidimos ir conhecer os pontos turísticos da cidade.

A cidade é pequena, bem organizada, limpa e fácil de percorrer todos os locais turísticos. A temperatura não é muito diferente da temperatura em Fortaleza, mas como disse anteriormente, não há brisa marítima, o que dá a sensação de ser bem mais quente.

Terminada a programação turística,  fomos para o hotel descansar. À noite fomos a pé até o restaurante Princesinha, pois gostamos do local e da comida. Além disso, o fato de não depender de carro para nos locomover era uma vantagem. Para completar, fomos, também a pé, tomar sorvete na sorveteira Pinguim e o Pingo sempre conosco para onde íamos.

Seguem os registros fotográficos do dia.

 Varanda que o Pingo adorou para observar o movimento na piscina e tomar sol.
 Banheiro após Pingo tomar banho.
 Quarto amplo com cama excelente 


 Nossa vista da piscina
 Outra visão do quarto.
 Pingo 'botando boneco' para comer.
Resolveu comer escondido, o macaco está escondendo que ele está comendo.
 Restaurante O Paço. 
 Delícia de comida.
 Ambiente agradável. Vazio! Não,  não, é que todo mundo estava no ambiente interno que tem ar condicionado.


 O canal da Maternidade.
 Olha aí o que encontramos... vai gostar de rosa assim . Casa rosa e carro rosa.
 A ponte estriada do Rio Branco que só passa pedestre.
 Batendo um papo agradável,  rsrrsr
 No restaurante A Princesinha curtindo a noite.
Filhote grelhado, purê e arroz branco, comida divina.

domingo, 2 de agosto de 2015

8º Dia (25/07 - sábado) Porto Velho (RO) - Rio Branco (AC)

O descanso no hotel Madeira Mármore foi maravilhoso, quarto amplo, limpeza excelente, silêncio,  tudo perfeito. Pingo desmaiou devido a canseira do sacolejo na estrada de terra.

Acordamos as 6h45min, horário local que é uma hora a menos que Fortaleza. Calmamente realizamos nossos procedimentos de partida. Quando estávamos colocando as bagagens no carro, o dono do hotel, Sr. Davi Alencar, viu que nosso carro tinha placa de Fortaleza e logo puxou conversa com o Luiz. Pelas condições de poeira que o carro se encontrava, ele percebeu que tínhamos vindo pela transamazônica e quis saber como tinha sido a viagem. Detalhe, o pai dele era de Lavras da Mangabeira  (CE) e o Sr. Davi quis saber quais as condições da estrada, pois queria fazer o mesmo percurso para ir até a cidade natal dos parentes paterno.

Finalmente, após uma conversa quase interminável, partimos às 8h55min. No afã de pegar a saída da cidade em direção ao Rio Branco, esquecemos de abastecer o carro e quando pegamos a BR 364 não tinha posto de gasolina. Paramos para perguntar e nos informaram que o próximo posto ficava a 12km. Retornar não compensava, e pelos cálculos o combustível dava para chegar. Contudo, ao chegarmos no posto, lá não vendia combustível diesel S 10, que é o recomendado para veículos a diesel fabricados a partir de 2004 (acho que é esse ano). Agora não tinha mais jeito, quebramos nossa regra número um, TANQUE CHEIO SEMPRE, só nos restava seguir em frente e torcer para o combustível ser suficiente para rodar mais 60km, distância que nos separava do próximo posto.

Ufa! Chegamos. O posto ficava na cidade de Jaci Paraná. Enchemos o tanque, que pegou 63,3 l, o que nos deixou admirado, pois ainda havia 16 l no tanque, mesmo tendo andado 664km,  sendo 385km de estrada de chão extremamente esburacada, sendo o restante em asfalto.

 Ao longo da estrada a água represada em virtude da Barragem do Jirau.
A população aproveita e realizam pescaria e ao longo de toda rodovia é possível ver grupos de pessoas pescando.

Ao lado a antiga ferrovia Madeira Mármore. 

Agora sim, tanque cheio, vamos em frente. A estrada estava excelente, esse percurso, até o cruzamento com a BR 425 já havíamos feito em ..., oportunidade em que fomos conhecer Rondônia. O trecho Fortaleza-Porto Velho percorremos de avião e lá alugamos um carro e fomos a várias cidade, inclusive até Guajará-Mirim, mas essa é uma outra história. Naquela época esse trecho da estrada estava em obras, estavam fazendo uma via mais elevada, pois com a construção da usina hidrelétrica de Jirau a via existente ficaria debaixo d'água.

Abaixo o restaurante Castelinho que existe ao longo da rodovia.



Chegamos em Abunã  ao meio dia, nessa cidade tinha mais uma travessia de balsa. Então decidimos almoçar antes de atravessar. Eu estava louca para comer um peixinho fresco, pois ao longo da estrada vimos muitas pessoas pescando nas águas da barragem.

Depois de tirarmos fotos do marco da cidade, construído em 07 de setembro de 1922, da antiga estação ferroviária, do trem e do guindaste, parte histórica da antiga ferrovia Madeira-Marmoré, fomos ver onde almoçar.

 Guincho antigo utilizado pra carregar os trens na ferrovia Madeira-Marmoré 
Marco da cidade, construído em 07 de setembro de 1922.
 Trem antigo que trafegava na ferrovia Madeira-Marmoré 
Antiga estação de trem.

O Luiz falou para comermos no restaurante que havia no posto de gasolina, mas eu queria comer mais próximo da balsa, achando que lá teria um maravilhoso restaurante. Paramos para perguntar a uma mulher que caminhava na estrada. Senhora, onde tem um restaurante que venda um bom peixe. Ela de pronto respondeu: "Lá onde tem a balsa tem vários pontos de venda de peixe frito na hora, cada um melhor que outro. Vocês vão para lá?" Ao que respondemos afirmativamente, ela logo perguntou: "Podem me dar uma carona?"

Lá fomos nós dar uma carona para a Sra. Cleide, que ainda pediu para esperarmos ela pegar uma bolsa numa casa que ficava a 200m  de onde estávamos. Ela foi no banco da frente e eu dividi o banco de trás com o Pingo.

Chegando lá,  ela nos levou a barraca 'o Espetinho do Sampaio", local onde ela trabalha. Bom, aí estava na situação do sem jeito, pois só havia no local barracas de venda de espetinho e peixe frito. Pedimos um peixe frito (piratininga) com baião e uma galinha com arroz e feijão, pois os pratos eram individuais. Ainda veio salada de tomate e farinha, olha só que chique! Apesar da simplicidade, estava tudo gostoso, só a galinha que tinha muito óleo.

 Local onde almoçamos.
 Luiz indo comprar o bilhete para embarcar na balsa.
 E lá vamos nós..

 Em breve não haverá mais balsa olha a ponte sendo construída.



Pingo só se divertindo. Ele adora atravessar de balsa, mas fica louco para pular na água.

Comemos e fomos pegar a fila para entrar na balsa, que não demorou, às 13h15min já estávamos estacionados na balsa. Durante a travessia um garoto me pediu para tirar foto com o Pingo, fiz um book de fotos, todas no celular dele, acabei esquecendo de tirar uma foto com minha máquina. Ah, não posso deixar de registrar que a ponte para travessia se encontra em construção. A travessia durou 15 minutos.

Agora era só seguir a rodovia até chegar no Rio Branco, sem parar.  Só que não,  a poucos quilômetros após a passagem da balsa, o Luiz parou o carro no acostamento e saiu correndo pedindo o papel higiênico,  teve uma súbita diarréia. Logo mais a frente paramos novamente para mais uma sessão,  kkkkk e foi - se o almoço. Então, ele decidiu tomar o santo remédio, imosec, ou como ele chama, tapa cú. Então conseguimos seguir viagem sem outras paradas.

A estrada até a divisa com o Acre estava ótima,  apesar de alguns trechos estar em obras. Contudo, alguns quilômetros após a divisa começou a buraqueira, que mais pareciam crateras. Vale salientar, que estrada de asfalto com buraco é pior que estrada de terra.



Percorrer as rodovias do Acre e conhecer Rio Branco significa que agora só ficará faltando um estado do Brasil para conhecermos, Santa Catarina.

Chegamos em Rio Branco as 17h13min e abastecemos no posto da entrada da cidade. Eu já tinha um hotel Petfriends (aceita animais domésticos) selecionado, o Pinheiro Palace Hotel, contudo sua localização era no centro da cidade e fiquei  com receio de não ser um bom local, pois em geral os centros de capital são muito movimentados, o que não seria agradável para o Pingo. Como chegamos cedo e nessa cidade a permanência seria de 3 noites e  2 dias, nos demos o luxo de procurar outro hotel Petfriends. Localizei outros hotéis na Internet e comecei a ligar, encontrei um outro Petfriends, num bairro mais afastado, pela Internet as acomodações pareciam boas e a diária tinha um valor um pouco superior ao Pinheiro. Então, resolvi olhar um  e depois o outro, iniciando com o Pinheiro.

A primeira impressão do Pinheiro Palace foi positiva, apesar da localização no centro da capital, o local é diferente da maioria das capitais brasileira, pois não tem o mesmo movimento de trânsito e gente, adoramos o local, próximo a praça para caminhada, restaurantes e bares. Além disso, quando fui ver o apartamento me apaixonei a primeira vista, amplo, limpo, tinha banheiro com condição favorável para dar uma  banho no Pingo, tudo ótimo. Mesmo assim, fomos ver o outro hotel. A localização já não agradou muito, não havia nenhum comércio próximo. Fui ver o apartamento, apesar de limpo, organizado etc, o tamanho era muuuuito menor que o outro e tinha um banheiro super apertado. Ficar tempo prolongado em um cubículo não seria nada confortável, ainda mais pagando mais caro. Não havia comparação,  ficar no Pinheiro Palace Hotel seria a escolha certa, e assim  fizemos.

Para completar nossa satisfação na escolha pelo Pinheiro, o rapaz da recepção ainda nos colocou em um quarto maior do que o que eu tinha visto, motivo que ele explicou. Vou colocar vocês num apartamento mais amplo pelo mesmo preço daquele que mostrei, assim o cachorro fica melhor acomodado. Pensei comigo, sabe que viajar com meu Pet está sendo vantajoso.... Quando adentrei no quarto fiquei encantada, ele era ainda melhor e mais confortável do que aquele que eu tinha visto.

Procedimento básico e necessário, além de fazer check in, era retirar toda a bagagem do carro, pois no domingo ele seria lavado e na segunda iria para revisão, então precisaria estar limpo e vazio. O Pingo ao entrar no quarto ficou encantado com a sacada que permitia a visão da piscina e fez os procedimentos básicos dele, não,  não pensem que é fazer xixi, isso ele não faz de forma alguma, ele cheirou todos os centímetros quadrados do apartamento.

Bagagem arrumada no quarto, hora de tomar um mega banho relaxante, se emperequetar e ganhar a rua. Hoje nós precisávamos encontrar um bom local para comer e tomar um uísque.  Ok, todos prontos para a night, vamos ao endereço que o Google indica como sendo um excelente restaurante. Pronto, chegamos, mas cadê o restaurante? Tudo fechado, fechado! Ué,  será que o Google errou novamente? Perguntamos num posto próximo e fomos informados que diversos restaurantes na cidade não funcionam a noite. Valha! Dessa nós nunca tínhamos visto em uma capital. Fomos então a um restaurante que ficava próximo ao hotel e que nos informaram que funcionava a noite, A Princesinha, o nome me deixou desconfiada, pensei logo: "Ih! Deve ser uma birosca." Contudo nos surpreendemos, local excelente, aberto, o que permitia que o Pingo ficasse conosco e uma comida divina. Comemos peixe (filhote grelhado com arroz e purê).

Alguns detalhes interessantes da viagem, o Luiz está realizando o sonho dele de dirigir o trecho em terra da transamazônica e eu estou, finalmente, realizando o meu sonho de escrever meu diário de viagem dentro do carro, enquanto ele dirige.  Sempre desejei um equipamento que permitisse digitar no carro. Primeiro eu comprei um notebook, que não deu certo, pesava demais e não era prático para digitar. Depois comprei um tablet da Motorola,  melhorou, mas ainda não permitia a condição ideal para digitação. Agora encontrei o equipamento ideal, o tablet Note da Sansung, perfeito, tudo que sonhei, digitar e curtir a paisagem, já que consigo digitar sem olhar para o teclado e esse responde bem aos toques de digitação. Na estrada de terra, lógico, que não é possível digitar, mas no asfalto, consigo realizar bem o procedimento.

Outra importante observação,  a sugestão do Luiz de fazermos a bagagem em diversas pequenas bolsas de viagem está sendo perfeita, algumas com roupas para 3 ou 4 dias, uma só com calçados, uma com travesseiro, lençol e pijamas, uma com equipamentos, fios e remédios e uma com produtos cosméticos. Em cada parada descemos com pequenas bolsas, ficou fácil de carregar e descarregar e não pesa. A idéia de trazer o isopor plástico para levar água também está sendo ótimo, fica bom para o Pingo, pois aumenta a área para ele deitar e, mesmo sem colocar gelo, mantém a água gelada.

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