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Fortaleza, Ceará, Brazil
Nascida em Campinas SP e criada em Fortaleza CE. Amo viajar, meu principal hobby. Conhecer lugares e cultura é a melhor forma de crescermos espiritualmente. Sou casada com uma pessoa maravilhosa chamada Luiz Rodrigues, que curte comigo todas as viagens. Um trecho de livro que resume meu pensamento sobre vida e viagem: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver". ("Mar sem fim"- Amyr Klink) AVISO: As postagens estão em ordem inversa, ou seja, do fim da viagem para o começo. Desta forma, observem a data informada e leiam do fim para o começo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Viagem Fortaleza - Maragogi - Penedo - Canindé de São Francisco - Fortaleza

26/12/2011 - Saímos de Fortaleza com destino a Alagoas. Nosso veículo Tracker. 10h50min horário de nossa saída, odômetro marcando 46.984km.
Almoçamos em Aracati-CE e seguimos viagem até Mossoró, depois pegamos a RN 233, entrando em Paraú, passando por Jucurutu, chegando a Caicó as 18h15min.
Continuamos pela RN-427 e chegamos a Serra Negra do Norte, as 19h, odômetro marcando 47.465km, dormimos em uma pousada, a única disponível na cidade para abrigar os viajantes.
Essa cidade não tem nada de atrativo, mas foi ótima para dormirmos. Foto ao lado é a igreja matriz da cidade.
Serra Negra do Norte - RN. O município foi o segundo a se emancipar de Caicó, em 3/08/1874. O nome do município se refere à grande espessura de vegetação primitiva local, com tom escuro e que se localizava em um contorno serrano.
27/12/2011 - Saímos de Serra Negra do Norte, pegamos a BR-110, depois a BR-230, passamos por Patos, Soledade, Ingá (onde almoçamos), Jupiranga, chegando em Recife as 15h16min, odômetro marcando 47.855 (ou seja, 871km rodados). Em Recife visitamos parentes do Luiz e seguimos viagem para Cabo de Santo Agostinho.
O Cabo de Santo Agostinho é um município brasileiro do estado de Pernambuco pertencente à Região Metropolitana do Recife. Possui varias reservas ecológicas, e belas praias conhecidas em todo país, como Gaibu, Calhetas e Paraíso. Além das belas praias, outras opções do município são os monumentos históricos. Lá podem ser encontrados velhos engenhos entre eles o mais conhecido o Engenho Massangana que guardam parte da história do município.
Dormimos em Cabo de Santo Agostinho, tínhamos idéia de que a cidade seria um local turístico e teria ótimas opções de hospedagem, mas lá chegando, descobrimos que todas as pousadas estavam ocupadas por trabalhadores do porto de Suape. A cidade antigamente era uma ótima opção de laser, mas se transformou em uma cidade dormitório. De toda forma, descobrimos que havia três hoteis que ainda hospedavam turista e conseguimos vaga no hotel Arraial dos Corais. Por sinal muito bom, veja foto ao lado a vista que tivemos do nosso quarto.
28/12/2011 - Saímos de Cabo de Santo Agostinho as 8:15h, seguindo pela PE-060, a estrada não é litorânea, pois o litoral do Pernambuco é cheio de manguezais e não há uma rodovia litorânea. Se a opção fosse conhecer as praias pernambucanas teríamos que entrar nas estradas de acesso a cada praia, mas como já conhecíamos várias praias de lá, nosso destino era o litoral de Maceió.
Assim, seguimos por essa rodovia até São José da Coroa Grande, que é a primeira praia de Alagoas. Daí para frente pegamos a litorânea em Alagoas, chegando em Maragogi as 10h:33min, odômetro marcando 48.097km (ou seja, 1.113km rodados). A rodovia alagoana é de uma beleza ímpar e a viagem é muito agradável. A vontade que dá é parar em cada praia e dar um mergulho, já que o mar tem uma cor impressionante. Ao lado uma das fotos do litoral alagoano.
Mas, nosso destino era chegar em Maragogi e fazer o passeio nas lagoas naturais de corais marinhos. E assim foi...
Maragogi é um município brasileiro do estado de Alagoas. Localizado a 125 km de Maceió. O nome “Maragogi” tem origem na língua tupi, falada pelos índios potiguares, que habitavam o norte de Alagoas. Significa Rio das Marambas.
Em Maragogi tivemos a sorte de encontrar uma pousada maravilhosa (Marahub) bem na avenida central, pousada nova e muito bem cuidada. Deixamos as malas na pousada e fomos curtir a praia. Ao lado a foto mostra um pouco de que significa a beleza do mar alagoano.
É a vista do mirante. Maragogi tem grande importância na história brasileira. Holandeses e portugueses disputaram suas terras por vários anos. Mas foram os moradores da Vila de Maragogi - sem recursos, mas com heroísmo - que impediram e desarticularam a tentativa holandesa de desembarque em Alagoas.
Opções de praia não faltam e cada uma mais linda que a outra, curtimos o mar e nos informamos sobre o passeio de catamarã para o dia seguinte.
29/12/2011 - Acordamos, tomamos nosso café da manhã e ficamos esperando o horário da saída do passeio, que varia em função da maré, pois é necessário que a maré esteja baixa para ser possível a realização do passeio.
Nosso barco saiu as 11h30min, o passeio dura em torno de duas horas, mas a vontade que dá é de ficar muito mais tempo lá.
O catamarã entra mar a dentro por 30 minutos, depois atraca no local próprio e fica lá por uma hora onde é possível ficar mergulhando com auxílio de snoker e para os que desejarem, mergulho com cilindro.
Ficamos na opção do snoker, curtimo muito o passeio também desfrutando do mar maravilhoso e a foto acima dá para ter uma idéia que preocupação era uma coisa que não tínhamos.
O guia do nosso barco, o Maná, foi maravilhoso, muito animado e descreveu a região com muita propriedade, tonando o passeio bem agradável e divertido.
A foto ao lado mostra os catamarás ancorados no mar. O passeio às galés (piscinas naturais) é imperdível, onde, a 6 km da costa, pode-se observar a Área de Proteção Ambiental onde estão os arrecifes de corais.
Maragogi é hoje um grande pólo turístico, servindo como porta de entrada para os Estados de Alagoas e Pernambuco e se transformando no segundo maior pólo turístico do Estado. Suas praias têm mar tranquilo, areias alvas e densos coqueirais, destacando-se as de Barra Grande, Burgalhau, Peroba e São Bento.
Satisfeitos de mar, seguimos para o sertão.Saímos de Maragogi as 14h53min, seguimos pela AL-101, depois pegamos a AL-465. Passamos por Maceió, mas não paramos, pois nosso destino era Penedo.
Tivemos sorte, pois todos os carros estavam se dirigindo para Maceió e o engarrafamento da pista em sentido Maceió era incomensurável. Do lado que estávamos a estrada estava livre e, embora o asfalto não estivesse lá essas coisa, mas a viagem foi tranquila
.
Penedo, nossa próxima parada, chegamos as 22h e já tínhamos local certo para ficar, a pousada Colonial. Devido a opção de ficar nessa pousada, resolvemos reservar no dia anterior, para não corrermos o risco de não ter vaga. Ao chegarmos a recepcionista estava nos esperando e fomos muito bem recebidos. Malas no quarto, fomos jantar.
O primeiro povoado de Alagoas, Penedo, é hoje uma das cidadezinhas mais belas do estado. Fundada no século 16, às margens do rio São Francisco, Penedo guarda um preservado centro histórico tomado por museus e igrejas dos séculos 17 e 18. Vale lembrar que Penedo é conhecida como Ouro preto do nordeste e, de fato, faz jus a isso.
30/12/2011 - Nosso primeiro passeio foi para conhecer a foz do rio São Francisco. Saímos de Penedo e fomos até Piaçabuçu, cidade de onde saem os barcos para fazer o passeio. O passeio é muito gostoso e é possível observar as diferentes embarcações do rio São Francisco com suas velas quadradas.
Diferente da versão mais conhecida de que o nome Piaçabuçu estaria relacionado à existência de piaçavas ou piaçabas na região, planta muito usada no artesanato de vassouras, Piaçabuçu seria “Palmeira Grande”. Na verdade, é uma corruptela de pe-haçab-uçu, que significa, segundo os especialistas da língua tupi-guarani, “passagem geral do caminho”.
Piaçabuçu foi fundada em 1660 pelo explorador André Rocha Dantas e é uma das cidades centenárias do nordeste brasileiro. Era o local preferido daqueles que atravessavam o rio quando
viajavam para um ou outro lado em pequenas canoas e toscas jangadas, que ali ficavam mais a salvo do rio caudaloso em virtude da existência de duas grandes ilhas no local que tornavam a passagem menos perigosa para os viajantes.

Indubitavelmente, os primeiros habitantes de suas paragens foram os índios. Os valentes caetés foram escorraçados da região após o episódio do Bispo Sardinha.
A viagem dura cerca de 45 minutos, passando por casebres de ribeirinhos e cruzando com muitas jangadas coloridas.
Chegando ao encontro do rio com o mar, a paisagem ganha a moldura de dunas douradas que formam um delta salpicado de coqueiros e imensas lagoas de águas azuis. Os barcos a vela no rio São Francisco são assim, com velas quadradas. Muito bonitas.
As embarcações ficam ancoradas por uma hora, tempo estabelecido pelo Ibama para cada visita à região.
O período é suficiente para subir e descer correndo pelas dunas e nadar nas lagoas, mas deixa um gostinho de "quero mais" quando a vontade de apreciar a paisagem não passa de jeito nenhum. Ou ainda, para fazer um book de fotos.
Ótimo passeio, recomendo demais. A distância de Penedo para Piaçabuçu é de 18km. O clima estava agradável e tivemos a oportunidade de fazer o passeio em um barco onde só estávamos nós e mais um casal, o que tornou mais agradável.
Voltamos para Penedo, onde almoçamos. De volta à terra firme, circulamos a pé pelas ruas de paralelepípedo de Penedo.
Começamos o roteiro histórico pelo conjunto barroco formado pelo Convento de São Francisco e a Igreja de Santa Maria dos Anjos (1759). Essa é a igreja.
A cidade é tudo de bom para os amantes de roteiros históricos, por onde se anda na cidade é possível ver construções do tempo do império.
Tudo está muito bem conservado e é gostoso nos sentirmos um pouco fazendo uma retrospectiva da história.
A foto do casarão azul é o local onde Dom Pedro se hospedou quando esteve em Penedo. O local está muito bem conservado e é agradável caminhar a pé pelas ruas da cidade.
As opções de restaurantes também são agradáveis e é possível comer bem desfrutando de um ambiente agradável. Existem diversos bares pela cidade.
Como se observa todas as casas estão pintadas em cores diferente, valorizando cada detalhe das construções. O clima é um pouco quente, mas não interfere no desfrute do passeio.
A pousada colonial fica em frente ao rio São Francisco e ao lado da igreja das correntes , a qual tem estilo barroco, altar-mor folheado a ouro, azulejos portugueses policromados e há também um altar onde ao lado há um esconderijo que era utilizado pelos escravos para se esconderem e obterem sua liberdade.
Os aposentos da pousada são muito bem conservados e tudo é muito limpo. Todos os móveis são em estilo colonial e a acolhida e o carinho que todos nos recebem dá a impressão que estamos em casa.
O por do sol que pode ser visto em frente a pousada é deslumbrante, com o sol se pondo no rio. Nossa! Dá vontade de ficarmos alí por horas e horas.
31/12/2011 - Saímos de Penedo as 8h22min, era o último dia do ano e ainda não tínhamos idéia de onde passar o reveillon, mas algo nos dizia que seria bom reservar algo em algum lugar, sob o risco de não haver hotel com vaga.
Resolvi, então, procurar na internet do meu tablet uma cidade no caminho de retorno que tivesse um hotel com opção de festa de passagem de ano. Após alguma busca encontrei um na cidade de Canindé de São Francisco, o Xingó Park Hotel. Ele estava com um pacote de três dias que incluia diária completa e a festa na noite do dia 31. Reservei.
Bem, já tínhamos um destino e um local para curtirmos a passagem de ano. Então, agora é curtir a viagem e as cidades do caminho.
Pegamos a balsa para atravesar para a cidade de Neópolis. Seguimos depois para Santana de São Francisco, paramos na cidade para apreciar o artesanato local.
A cidade de Santana do São Francisco foi até bem pouco tempo atrás conhecida como Carrapicho.

Distante 125 kms da capital alagoana (Maceió), fundada por portugueses no inicio do sec XIX, após a expulsão dos holandeses que habitavam a região a cidade é um dos principais pólos de produção artesanal de cerâmica. Santana destaca-se por seu variado artesanato em argila, sua principal fonte de renda.
O artesanato absorve 70% da mão de obra do município. Jarros, moringas, animaizinhos e diversos outros tipos de peças são produzidos pelas hábeis mãos dos artesãos de Santana. Compramos alguns jarros.
Seguimos pelas cidades de Propriá, Canhoba (SE-200), Jibóia, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe, chegando em Canindé de São Francisco às 14h54min, odômetro marcando 48.680, ou seja, 214km de Penedo.
Canindé do São Francisco, marcada pelo cangaço, tem muita história para contar, além de belas paisagens e formações rochosas e o Rio São Francisco, o que faz da cidade um belo destino para ecoturismo.
Canindé oferece opções de passeios de lancha, escuna e catamarã, além de trekking e águas propícias para banho e mergulho. Vejam ao lado quantos passeios são oferecidos.
Nos instalamos no hotel, que por sinal era maravilhoso, e fomos dar uma volta pela cidade, vendo as opções de passeio no local, já que iríamos passar dois dias lá. Já tínhamos a dica de fazer o passeio do canion, mas muito mais havia para se visitar naquela cidade, para espanto nosso.
Obtivemos informações sobre os passeios, optamos por comprar o passeio para conhecer o Canion do São Francisco (cujo preço é de R$60,00/ pessoa) para o dia seguinte, com saída as 9h30min. Retornamos ao hotel para descansarmos um pouco.
Segundo informações obtidas no local, na década de 30 existiam dois povoados, Canindé de Cima e Canindé de Baixo, localizados entre morros. Com a construção da hidroelétrica de Xingó, os habitantes dessas povoações foram transferidos para uma “nova Canindé”, uma cidade planejada.
Canindé do São Francisco tornou-se a cidade mais visitada do Sergipe após a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 25% da energia consumida no estado.
Ao lado a foto do Luiz, tendo ao fundo a Hidrelétrica.
Não esperávamos muito da nossa festa de passagem de ano, pois não faz nosso estilo curtir fes
ta de hotel. No entanto, tudo nos surpreendeu, a festa, a organização, o conjunto de forró pé-de-serra, a comida etc.
A diversão foi garantida do início ao fim da festa. A comida servida estava tão saborosa que era um convite para experimentar um pouco de tudo. A queima de fogos foi um espetáculo. A música nos fez dançar a noite toda, tão bom e animado era o conjunto. Finalmente, foi tudo um sucesso. Fomos dormir as 3h30min da madrugada, felizes e satisfeito com nosso reveillon não programado.
01/01/2012 - Acordamos as 8h, tomamos café da manhã e seguimos para o local onde saía o catamarã para o passeio pelos canions do São Francisco. O café da manhã do hotel era maravilhoso e tudo preparado com muito carinho e harmonia. Impressionados ficamos com a qualidade da alimentação servida.
A festa foi tão boa que o cansaço era apenas físico, estando a mente totalmente renovada.
A distância do hotel para o local de saída do passeio era mais ou menos 30 minutos de carro e no local, além da saída do barco tem toda uma estrutura de entretenimento, com restaurante, guarda sol, caiaque, tirolesa. Muito organizado e estruturado.
Chegamos no horário marcado para a saída do passeio e a organização foi outra coisa que nos surpreendeu. O percurso de barco é surpreendente, assim como a estrutura do catamarã, tudo muito bonito e organizado.
A paisagem, entretanto, foi a que mais se destacou e nos faz refletir porque buscamos entretenimento em tantos países se no Brasil, mas especificamente, no Nordeste, existem tantas coisas maravilhosas para conhecermos e nos encantar.
Ao longo do percurso, o guia do passeio vai explicando a construção da barragem de Xingó, as características da região, as formações rochosas (a foto ao lado mostra a rocha do japonês, pois parece um japonês sentado) e avisando os lugares em que recomenda-se registrar em fotos. A cada curva do barco uma nova expressão de admiração de tanta beleza natural.

Segundo o guia, com a construção da barragem da Usina Hidroelétrica de Xingó no Rio São Francisco, deu-se origem a um cânion, formado por um vale profundo, com 65 quilômetros de extensão, 170 metros de profundidade e largura que varia de 50 a 300 metros.

O visual é muito bonito, com rochas de granito avermelhado e cinza na encosta, além das diferentes espécies de aves e répteis na caatinga, vegetação do local.

A chegada no canion é extraordinária e tamanha beleza nos deixa estarrecidos. No local há o porto de Borogodó, local estruturado para a realização da filmagem de novela da Globo. A estrutura consiste de um catamarã que fica fixo no local e funciona como porto para os que lá vão visitar em passeio.
A permanência no local dura uma hora. Os turistas podem ficar tomando banho no local, cuja profundidade é de 20 metros e a água tem uma cor muito transparente.
Enfim, é MARAVILHOSO e relaxante. No fim, a duração de uma hora parece pouco, pois a vontade que se tem é de permanecer no local por todo o dia.
Na rodovia que liga Canindé de São Francisco a Piranhas existe um monumento ao cangaceiro Lampião, sua mulher Maria Bonita e José Ventura Lins, popularmente conhecido como Zé Leobino. Segundo informações dos moradores locais, Zé Leobino é um simpático vaqueiro de 87 anos, pai de 5 filhos, com fortes traços nordestinos, pele negra e um olho azul que conquista no primeiro olhar.
Segundo contam ele é um homem de honrar coisas simples, mas tem fama nacional e já é celebridade em Canindé há muito tempo, com direito a sua estátua de bronze erguida ao lado de Lampião e Maria Bonita – o casal mais famoso do sertão. Dizem que ele costuma aparecer no local, para surpreender os turistas e tirar fotos ao lado da própria estátua. Não vimos Zé Leobino em pessoa, mas posso dizer que o monumento é muito bonito e todos param para tirar fotos.
Na dependências do hotel havia um recanto ecológico que eles escolheram para fazer o cultivo de várias plantas do sertão. No local um sistema de irrigação foi montado e ao final da tarde e começo da manhã os passaros vão lá para se alimentar e fazer seu show, voando, ficando e se deliciando com as flores. Fiquei lá por vários minutos contemplando a beleza do local e consegui captar ótimos registros fotográficos, dos quais posto um deles.
Chegamos do passeio, fomos descansar, depois jantamos no hotel, cuja comida nos surpreendeu mais uma vez pelo capricho e sabor. Depois, fomos conhecer a cidade de Piranhas, que fica a 20km da cidade de Canindé de São Francisco.
Piranhas ficou nacionalmente conhecida por ser a cidade onde a cabeça de Lampião, e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação. No museu da cidade pode ainda ser visto várias fotos do bandido Lampião, inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do município. Neste mesmo museu trabalha hoje, como auxiliar, um dos policiais que, na época, mataram Lampião e seu bando.
O município ainda é banhado pelo majestoso eio São Francisco e foi reconhecido como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN.
A cidade é muito linda, está totalmente conservada, com todas as construções preservadas e com pintura que evidenciam a arquitetura. No centro, existem vários bares e restaurantes, inclusive uma cachaçaria que dispões de marcas famosas e produtos envelhecidos.
Conhecemos a cidade e identificamos e identificamos o local de saída do barco para o passeio do dia seguinte.
02/01/2012 - Dia de fazer o passeio da rota do cangaço, cuja saída se dá na cidade de Piranhas, horário de saída as 10h com duração de quatro horas, valor por pessoa R$40,00. Chegamos na cidade com certa antecedência, com objetivo de conhecer a cidade durante o dia.
Piranhas se localiza no sertão de Alagoas, a 280km da capital, Maceió. A cidade se divide em “de Baixo e de Cima” e vem há algum tempo chamando a atenção, especialmente para a própria geografia, cuidadosamente moldada entre a caatinga e os rios São Francisco, Boa Vista (ou Piranhas), Urucu e Capiá.
Mas também seu casario colonial, disposto irregularmente em morros e baixadas, o artesanato singelo, a gastronomia, que inclui o saborosíssimo pitu, e a gente simples e cativante fazem da cidade a quarta mais visitada do estado.
A sensação que se tem ao chegar ao lugarejo é inexplicável, tamanha a energia que envolve o conjunto arquitetônico. Há um conservatório, o único de Alagoas, instalado na casa onde Dom Pedro II pernoitou em sua passagem pela cidade, em 1859, na parte alta.
O percurso turístico passa pelo Museu do Sertão, pela Igrejinha de São Francisco e pelo Café da Torre, que é uma cafeteria que fica localizada em cima da torre do relógio da cidade, muito lindo e aconchegante. Também fazem parte do roteiro turístico os mirantes, de onde se avistam os limites da cidade, emoldurados pelo Velho Chico.
São 23 mil habitantes em um município de ruas limpas e fachadas cuidadosamente pintadas em várias cores. Em um sistema adotado pela prefeitura, os moradores escolhem a cor e a administração pública providencia a pintura. Assim, não há uma só casa com aparência de descuido, nem as pontes e os meios-fios.
O zelo é tanto que a cidade mais parece um cenário de cinema. Prova disso são os filmes que foram rodados lá (Lampião e Baile perfumado), sem falar na novela da TV Globo Cordel Encantado, também ambientada em Canindé do São Francisco.
Piranhas é a única cidade do semiárido nordestino tombada como patrimônio histórico nacional. Foi fundada no século 18, quando o local era conhecido por Tapera. Conta-se que, em um riacho, hoje chamado das Piranhas, um caboclo pescou uma grande piranha, levando-a para casa depois de parti-la e salgá-la.
A história foi transmitida de geração a geração e, segundo consta, denominou o lugar, que cresceu próximo ao riacho.
A centenária Piranhas, às margens do Rio São Francisco, faz limites com Olho d’Água do Casado, Pão de Açúcar, São José da Tapera, Inhapi e Rio São Francisco.
Está 47m acima do nível do mar e tem uma área de cerca de 410km². Sua temperatura máxima chega aos 40 graus, com sensação de bem mais.
O Museu do Sertão fica no bem conservado prédio pertencente à antiga Rede Ferroviária, onde também estão o Centro de Exposição e Cultural de Artesanato, a Casa do Patrimônio, a Torre e o Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros
Depois fomos até a margem do rio e ficamos observando a beleza local e esperando a hora do nosso embarque em mais um catamarã para o passeio.
Nos supreendeu no local foi o fato de haver uma estrutura de salva-vidas nas margens do rio, isso demonstra a segurança que é destinada aos banhistas do rio, que por sinal é imenso e com águas muito límpidas.
Na hora marcada, o catamarã partiu. A estrutura é um pouco diferente do catamarã que faz o passeio ao Canion, este é aberto e com direito a hidromassagem durante todo o percurso do passeio. Detalhe que no local da hidromassagem, que é uma rede que fica no meio do catamarã, só é permitido a permanência de duas pessoas. O banho é maravilhoso e serve mesmo de hidromassagem, que devido a intensidade do movimento da água, não se consegue ficar muito tempo na hidromassagem, então é tranquilo o revesamento das pessoas que estão no passeio.
O percurso ao longo do rio São Francisco é belíssimo, a vegetação local deslumbrante e durante o passeio há uma explicação sobre a região e o que se vê no passeio.
Antes de se chegar a Angicos, há uma parada na localidade de Entremontes, que é um distrito do município de Piranhas, localiza-se no extremo oeste de Alagoas e é confrontada pelos estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe. O povoado ainda mantém seus casarios antigos que guardam características do período colonial.
A construção mais importante, a igreja, é dedicada a padroeira do povoado, Nossa Senhora da Conceição.
Sua história conta com fatos importantes para a região, como a visita do imperador Dom Pedro II em 1859, e a inclusão da localidade na rota do cangaço pela passagem de Lampião e seu bando pelo local.
A grande atração hoje em dia do local é o fato de existir um grande número de mulheres que detém a arte do bordado redendê e do ponto-cruz. A habilidade foi herdada de suas mães e avós, e essa atividade está tão presente na vida da comunidade quanto o desafio de seus maridos, pais e filhos de recolher do São Francisco o sustento do dia-a-dia.
Com linha, agulha, bastidores e tesourinhas, as mulheres de Entremontes vão compondo nos tecidos, ponto a ponto, desenhos a partir das duas técnicas de bordado mais difundidas na região: o Redendê e o Ponto de Marca (também conhecido como ponto de cruz).
Sem dúvida alguma, o trabalho tem um significado especial; além de trazer ao público duas das mais tradicionais técnicas de bordado de nosso país, sua produção é elemento de agregação e valorização de toda a comunidade, ao proporcionar a melhoria da qualidade de vida das artesãs e de suas famílias.
Após a visitação do local e do trabalho das bordadeiras, voltamos ao catamarã e seguimos o percurso até Angicos, onde há a parada para banho, almoço e a caminhada pela trilha da rota do cangaço.
Assim que desembarcamos, por volta de 12h30min, vimos uma cena típica, mulheres da região lavando roupas no rio. Ótimo registro. No local se permanesse por duas horas, tempo suficiente para banho no rio, almoço e fazer a rota do cangaço.
Para fazer o passeio, paga-se uma taxa ao guia local de R$3,00 por pessoa. O percurso dura 20 minutos, o único problema é a temperatura local, que já é elevada e o horário do passeio é quando o sol está a pino, o que torna ainda mais quente, fomos informados que a temperatura ao sol girava em torno de 30 graus.
No entanto, a Trilha de Angicos é daquelas que além do prazer de caminhar por uma paisagem de caatinga nos leva também a uma viagem pela história, pois foi por esses caminhos que na madrugada do dia 28 de julho de 1938, a Volante do tenente João Bezerra emboscou e assassinou Lampião, Maria Bonita e parte do seu bando.
Ao longo da trilha pode-se observar mandacarus, macambiras, cactos, palmas, quipás; aroeiras, angicos, jatobás; um teju cortando nosso caminho era apenas uma pequena parte do que víamos enquanto caminhávamos no único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga.
Uma família de soinhos nos primou com sua estadia em uma árvore da região e para completar, toda a história do assassinato de Lampião e seu bando era contada pela guia numa riqueza de detalhes, exaltando o seu orgulho pela cultura da região.
Na gruta de Angicos existe um memorial em homenagem a Lampião, uma placa com o nome de todos os cangaceiros mortos e duas cruzes simbolizando o Rei do Cangaço e o seu bando.
Permanecesse no local por uns 15 minutos, que é o tempo de reestabelecermos as forças para voltar ao sol escaldante. Finalizada a trilha, fui direto para o rio, tentar reestabelecer a temperatura do meu corpo que estava quase em estado do insolação. Mas, todo o esforço foi válido para reviver o passado.
O almoço foi maravilhoso, um peixe divinamente servido com baião e saladas. Retornamos à Piranhas e depois do desembarque pegamos o carro e fomos até o restaurante que fica no mirante, ponto mais alto da cidade, onde é possível visualizar toda a região, que por sinal é belíssima.
Finalizados os passeios, retornamos ao hotel para arrumarmos as coisas e seguir viagem no dia seguinte.
03/01/2012 - Saímos de Canindé de São Francisco às 8h07min, nosso destino? Rota em retorno ao lar. Mas, não era qualquer retorno, olhando no mapa visualizei um caminho que encurtaria a rota e passaria por diversas cidades que não conhecíamos, além de passar por algumas estradas carroçáveis. Traçado o trajeto, rumo a execução do planejado. Odômetro marcando 48.796, vamos lá.
Algumas informações básicas no local onde identifiquei como sendo o cruzamento e vamos em frente. Seguimos na estrada para Pial do cruzamento até a cidade andamos 13km em estrada carroçável. Depois seguimos para Inhapi, pela AL 140, foram mais 24km de estrada de chão, chegamos na cidade às 9h50min.
Continuamos, agora pelo asfalto até Mata Grande, onde chegamos às 10h10min. Seguimos para Tupinatinga, com 31km de estrada carroçável e 47km de asfalto, chegamos eram 12h07min. Daí para frente asfalto até Arcoverde, onde paramos as 12h47min para almoçar no restaurante e hotel Cruzeiro do Sul.
Certamente podemos afirmar que essa foi a refeição mais saborosa feita na estrada, pense num local maravilhoso e organizado, um self-service com direito a camarão, diversos tipos de peixe, dentre eles salmão, diversos tipos de carne, enfim, tudo que comemos estava delicioso. E o banheiro do restaurante, então, gente todo no granito, impressionante, haviam 14 pias e 14 sanitários todos limpos, com louça de primeira qualidade e tecnologia de ponta. Muito bom mesmo, recomendo a todos os viajantes que por lá passarem. Depois descobri que o hotel chama-se Cruzeiro IV, que fica no final da Avenida Pinto de Campos, é dogrupo Cruzeiro, do empresário Airon.
O município de Arcoverde é considerado a porta de entrada do Sertão Pernambucano. Com localização estratégica e clima ameno, a cidade é conhecida por ser o berço de alguns dos mais tradicionais grupos de côco de roda do Estado. A cidade insere-se na unidade geoambiental do Planalto da Borborema. A vegetação nativa da região é composta por florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes.
Na área de lazer, Arcoverde oferece durante todo o ano uma vasta programação de eventos e shows artísticos, destacando o São João, a Fenospe, a Exposição de Animais e a Festa do Comércio. Arcoverde ainda conta com o cinema mais antigo do Brasil, o Cine Rio Branco, ainda em funcionamento. Tem uma grande casa de espetáculos, o Coliseu, além de teatros, bares, danceterias e restaurantes que fazem das noites arcoverdeneses uma das mais movimentadas do interior do Estado. Enfim, se tivéssemos mais tempo iríamos conhecer essa cidade, que indica ter muita coisa para se ver.
Satisfeitos, seguimos nosso percurso, que tinha como previsão, parada para dormir em Catolé do Rocha. Assim, fomos passando por Sertânia, Albuquerque, Tuparetama, Teixeira, Patos, Pombal (onde fomos brindados com o espetáculo do por do sol), chegando em Catolé do Rocha as 18h47min, tendo rodado 850km.
Nos hospedamos no hotel Talismã e fomos jantar no restaurante pizzaria, pois é, era esse mesmo o nome, e se justificou visto que além de pizza o restaurante servia diversos outros pratos. Pedimos uma opção de carne que vinha acompanhado de um creme de milho, feito pela própria dona, saborosíssimo. Valeu a pena apreciar a culinária local.
04/01/2012 - Após o café da manhã, fomos dar um rápido passeio pela cidade, que apesar de pequena é simpática
Catolé do Rocha é um município brasileiro no estado da Paraíba, cuja toponímia Catolé do Rocha deve-se a abundância de uma palmeira nativa, de nome Coco Catolé, e Rocha, uma homenagem ao seu fundador que tinha sobrenome Rocha. Alguns historiadores, afirmam também, ser costume de se referir a uma localidade, utilizando o nome de seu dono, acreditam também, por haver outra localidade com o nome de Catolé, costumeiramente se referiam a "Catolé dos Rochas" por pertencer ao Tenente Francisco da Rocha.
Os historiadores mostram a descoberta destas terras, com os primeiros habitantes, presumivelmente, os índios Pegas (ou Degas), Coyacus e Cariris, nos fins do século XVII. As bandeiras do governo Geral, capitães Paulistas, matavam os índios requerendo sesmarias de três léguas de comprimentos por uma de largura.
Conta a história que Francisco da Rocha Oliveira, descendente de Teodósio de Oliveira Ledo, chega à região, estabelecendo-se as margens do riacho Agon.O Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa Dona Brásida Maria da Silva, iniciaram aqui as primeiras edificações, no ano de 1774, com a construção de uma capela erigida em honra de Nossa Senhora do Rosário.O território compreendia uma extensão de aproximadamente 5.400 km. E como aconteceu em quase todas as cidades e povoações nordestinas que surgiram, o seu início se deu às margens de riachos e nascentes ou subsolos que apresentavam condições favoráveis para o abastecimento d'água.
Com Catolé não foi diferente, o seu início foi às margens do Riacho Agon ou Ogon ou ainda Yagô, onde havia água farta mesmo nos anos de estiagem.Logo após a sua chegada, o tenente tratou de explorar a parte de terra que lhe cabia, organizando plantações, construindo fazendas para criação de gado, construindo casas residenciais, fazendas de gado como também a construção de uma capela no local onde hoje é a Avenida Américo Maia, próximo ao Banco do Nordeste, denominada Capela do Rosário. Anos depois a capela do Rosário foi demolida para a abertura de novas avenidas, e construída a Igreja matriz, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios.
O município conta com uma capela no sítio de Conceição, sendo a padroeira Nossa Senhora da Conceição, segundo os historiadores, foi a 1ª capela construída no município. Após a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em fins do século XVIII, o lugar teve um surto de desenvolvimento, com o surgimento de algumas construções que marcaram a época como: o prédio da Coletoria Estadual, um sobrado com a fachada revestida de azulejos trazidos de Portugal, o prédio da Intendência a antiga Prefeitura, onde hoje funciona o Projeto Arte de Viver, o sobrado de Américo Maia onde funciona dois Cartórios e a Rádio Panorama FM, o sobrado Coronel Valdivino Lobo, já demolido, a Casa de Caridade, depois Colégio Leão XIII, atualmente Centro de Catequese e Pastoral.
Finalizado o breve city tour, partimos às 8h00min da cidade, pegando uma estrada carroçável rumo a João Dias. A estrada nos surpreendeu com sua beleza, dava para fazer um hally visto que passamos por subidas ingremes e estreitas, cujo cenário era maravilhoso.
Maior supresa foi chegar à cidade de João Dias, onde encontramos uma cidade muito organizada e cuidada. Além disso, próximo à igreja matriz há um monumento permanente do presépio, ficamos impressionados com o preciosismo das esculturas em tamanho natural. Muito bonito mesmo.
Continuamos e a próxima cidade (Antônio Martins - RN) nos surpreendeu novamente, havia um mirante e santuários São José muito bonito que permitia uma visão completa da cidade. Conforme a placa instalada no local, em 1924 Mariano José da Rosa foi convocado para servir as Forças Armadas. Fez um voto a São José que se fosse dispensado, construiria no local uma capela em sua homenagem. Alcançada a Graça, voltou de Caicó e em 1930 começou os trabalhos para a construção da capela, sendo concluída em 1947, sendo até hoje mantida e conservada.
Seguimos viagem pela RN 076, e qual não foi nossa surpresa quando nos deparamos na estrada, quase chegando à cidade de Lucrécia, com mais um monumento do cangaço. Monumento esse entitulado Cruz dos Três Heróis, no qual estava escrito: "Francisco Canela, Sebastião Trajano e Bartolomeu Paulo sucumbiram neste lugar, pelas mãos assassinas de Virgulino Lampião, na destemida missão de liberdade de Egídio Dias da Cunha. Em 12-06-1927". Com isso, não tivemos mais dúvidas, sem planejamento ou previsão, conseguimos percorrer boa parte da rota do cangaceiro Lampião. Melhor que isso, nem se tivéssemos planejado.
Depois de passar por Lucrécia, seguimos por Umarizal, Itaú e Rodolfo Fernandes, onde pegamos mais uma estrada carroçável até Potiretama-CE. Enfim Ceará, seguimos por Alto Santo, Taboleiro do Norte, Chorozinho, chegando em Fortaleza as 15h50min, tendo rodado 389km, totalizando 1.244km desde Canindé de São Francisco. Roteiro que recomendamos a todos que curtem boas paisagens com estradas fascinantes.
A viagem não programada foi mais que maravilhosa, chegamos totalmente relaxados e prontos para enfrentar novas rotinas de trabalhos e vida cotidiana que nos estimulam a sonhar com novos roteiros de viagens fascinantes.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

No dia 06/06/2009 saímos [Ivone, Luiz, Nilo, Jandyra (meus pais), Lourdes(mãe do Luiz), Evani (minha irmã) e Lucas (sobrinho do Luiz)] às 7:45h da manhã com destino à cidade de Nova Jaguaribara, que fica a 225km de Fortaleza.
Fomos em dois carros, um dirigido pelo Luiz e outro por mim.




Objetivo, ver uma das mais belas maravilhas da natureza e do ser humano: o AÇUDE CASTANHÃO.

A viagem durou quatro horas de ida e quatro horas de volta, devido às péssimas condições da BR-116 nas proximidades da cidade de Cristais. Mas, todo esforço valeu a pena.

Foi possível retribuir aos meus pais algo que eles sempre fizeram pelos filhos, quando éramos crianças, levar-nos a conhecer diversas maravilhas do Ceará.


A alegria de meu pai e a beleza que vimos, realmente, encheu nossos corações de alegria. Até escada de marinheiro o Nilão subiu, rsrsrsr.















O Ceará é muito mais que mar, sol, calor e praia. Ceará é uma potência de água e o Castanhão é conhecido como mar do sertão cearense.

Neste ano de 2009, as chuvas superaram a média dos últimos anos e hoje estamos com nossos açudes cheios.


DADOS TÉCNICOS
O Açude Castanhão é um açude brasileiro construído sobre o leito do rio Jaguaribe, no estado do Ceará.
A barragem está localizada no município de Alto Santo, 253 km ao sul de Fortaleza, no sertão cearense.

A obra foi concluída em 2003, durante a construção do açude foi necessário remover a antiga sede do município de Jaguaribara, que ficou sob as águas.
A cidade foi totalmente reconstruída passando a se chamar Nova Jaguaribara.
A bacia do reservatório ocupa áreas de outros três municípios - Jaguaribara, Jaguaribe e Jaguaretama.

A capacidade de armazenamento do Castanhão é de represar 6,7 bilhões de metros cúbicos de água, duas vezes o volume da Baía da Guanabara, o que o coloca como o maior açude para múltiplos usos da América Latina. Sozinho, ele tem 37% de toda a capacidade de armazenamento dos 8.000 reservatórios cearenses.

O Açude é controlador de cheias e nunca acumulou tanta água – em 2009 bateu o recorde de 97,8% dos 6,7 bilhões de metros cúbicos de capacidade. E para ter sua vazão controlada, quatro de suas 12 comportas ora abrem, ora fecham, dependendo do ritmo das chuvas.

domingo, 8 de março de 2009

Galinhos - RN (20 a 25/02/2009)

Carnaval 2009 - Galinho/RN

20/02/2009 (sexta-feira) – Saímos de Fortaleza-CE às 15h no Gol HWW-7137, passamos por Mossoró-RN às 18h (distância percorrida = 231 km).

Paramos para jantar em Assu às 19h29min (distância percorrida = 315 km), as opções de restaurante na estrada não são tantas, mas a comida estava gostosa (arroz, feijão, salada, carne assada, cuscuz, mandioca cozida e batata doce).

Continuamos nosso trajeto às 20h. Passamos por Ipanguaçu, Alto do Rodrigues e pegamos a estrada do óleo, que liga Alto do Rodrigues à BR 406, assim conhecida por ser local de tráfego dos caminhões da Petrobrás, visto que esta região há extração de petróleo.

Chegamos a Guamaré-RN às 20h29min, paramos em um posto de gasolina e perguntamos onde era o acesso para Galinhos e nos informaram que por Guamaré, apesar de haver barco para translado durante o dia, não havia barco neste horário e, que o melhor acesso é por Pratagil, onde há uma estrutura de estacionamento para deixar o carro e o traslado de barco ocorre a noite quase toda. Assim, o rapaz do posto informou o caminho que deveríamos fazer.



Seguindo as informações obtidas, voltamos ao último trevo que havíamos passado, pegamos a BR-406 em direção à Natal, seguimos até Baixa do Meio (21h40min - 429 km percorridos), no 1º trevo pegamos a esquerda e seguimos até o 2º trevo, onde entramos novamente à esquerda (22h22min - 458 km percorridos).

Chegamos a Pratagil às 22h28min (distância percorrida = 465 km). Estacionamos o carro no pátio de estacionamento o qual é mantido pela Prefeitura de Galinhos, descarregamos nossa bagagem e nos fomos pegar o barco.

No píer já havia um grupo de 5 pessoas com um monte de bagagem. É constante a chegada e saída de barcos transportando pessoas, principalmente no período do carnaval, então rapidamente chegou um barco no qual embarcamos com toda nossa bagagem. O valor cobrado foi de R$2,00/pessoa, depois soubemos que há barcos da prefeitura que fazem o percurso gratuitamente e há barcos particulares que cobram pela travessia.

A travessia dura menos de 10min e, chegando ao outro píer já havia vários ‘taxi-jegue’ a espera de passageiros para transportar. Pegamos um, que na verdade era puxado por um cavalo, (preço da viagem = R$4,00) embarcamos a bagagem e fomos com destino a Pousada Brisa Mar (84) 9951-7549 que já tínhamos feito a reserva.
Foto da Pousada Brisa Mar

Chegando a pousada às 23h e a Gorete (dona da pousada) estava nos esperando, conforme combinado. A pousada tem seis chalés (cada qual com varanda, um quarto com uma cama de casal e um par de armadores para rede, uma televisão, um ventilador e um banheiro). Toda a estrutura é bem conservada o quarto estava muito limpo e cheiroso, as toalhas e cobertas brancas e cheirosas. A impressão inicial foi ótima.

Galinhos é uma península, que do latim significa paene (quase) e insula (ilha), é uma formação geológica consistindo de uma extensão de terra de uma região menor que é cercada de água por quase todos os lados, com exceção do pedaço de terra que a liga com a região maior, chamado istmo.

21/02/2009 (sábado) - Acordamos às 8h e fomos tomar café no Restaurante da Nanay (indicado pela Goreti, pois a pousada não conta com estrutura para café da manhã). Apesar de o local ser simples o café da manhã estava ótimo (mamão, café, leite, cuscuz, ovo, pão, tapioca e salsicha ao molho).



Saciados, voltamos para a pousada e nos preparamos para o passeio de ‘jegue-taxi’ até Galos, pois havíamos marcado na noite anterior com o mesmo rapaz que nos levou à pousada.


Pontualmente às 10h o 'taxista' chegou, conforme o horário marcado, e partirmos para o passeio. Foram 3 km de pura emoção. O percurso, que dura 30 min, é feito pela praia e, como eu estava com o GPS, pude constatar que o nosso 'taxi' chegou a atingir a velocidade de 15km/h, e média de 9km/h.

Foto da Pousada Brisa Mar. Esta foto mostra o detalhe do chalé. No caso, são dois chalés e há uma mureta separando um do outro, nós ficamos no do lado esquerdo.

Chegando à Galos, que é distrito de Galinhos, saímos da praia, atravessamos o vilarejo e fomos estacionar no restaurante Rio Paisagem que fica de frente ao rio-mar (isso porque parece um rio, mas a água é do mar, já que ainda estamos na península.

No restaurante conhecemos um casal de Natal (Núbia e Alvamar) que também estavam hospedados em Galinhos e fazendo o passeio em Galo. Conversamos, tomamos banho de rio-mar, almoçamos um saboroso camarão ensopado e depois pegamos o taxi-jegue retornando para Galinhos.




Foto do restaurante Rio Paisagem, é a construção que tem uma escada de cimento na frente.


Em Galos há a Pousada Peixe Galo (84) 3552-2001 que também é muito boa e fica ao lado do restaurante que estávamos.








Foto do Restaurante Pousada Peixe Galo.


O resto do dia foi: dormir, ler e andar pela cidade, pois começou a chover e só nos restou jogar baralho até 2h da manhã.







Vista Geral de Galos


Foto do Casal Alvamar e Núbia no passeio de taxi-jegue















22/02/2009 (domingo) - Acordamos e lá fomos nós para o café da manha na Nanay, depois fomos andar pela praia ate o Farol +/- 2,55km o local é lindo e tem uma vista maravilhosa.



Foto do interior do Restaurante da Nanay.



Muitas pessoas fazem esse passeio de jegue-taxi, nós preferimos ir à pé.

Retornamos pelo outro lado, seguindo o rio-mar onde tem ótimos lugares para tomar banho.

Seguimos até o local onde tem o píer dos barcos, fomos conhecer a pousada Oasis, onde estavam hospedados a Núbia e o Alvamar, conversamos um pouco e fomos almoçar no restaurante do Zeca na praia. Comemos peixe frito (Dourado) c feijão, arroz, mandioca frita e salada d alface e Tomate. Começou a chover.

A pousada Oasis é bem interessante e rústica, de uma decoração impecável e muito agradável. Pousada Oásis Galinhos, Rua Beira Rio, S/N, Galinhos – RN Telefone: (84) 3552-0024; Celular: (84)9961-3226 ou (84)9921-5133. site: http://oasisgalinhos.com/brasil/contatos.html
Começou a chover e fomos para a pousada debaixo de chuva. A chuva estava intensa e aproveitamos para dormir e ler.

Quando a chuva diminuiu fomos dar uma volta na cidade, descobri que tinha um local que vendia açaí, fui tomar e pense na surpresa o açaí e vendido na consistência de sorvete e com granola e guaraná em pó, pense numa coisa MARAVILHOSA! Vimos um pouco a folia do carnaval, só que começou a maior chuva e resolvemos voltar para a pousada para jogar baralho.




Foto da praia de Galinhos onde estava armado o palco para a festa de carnaval. Toda noite havia banda tocando carnaval e muitos fuliões aproveitando a folia, mesmo com a chuvas diárias e torrenciais.

Durante o dia também a banda de carnaval tocava.


23/02/2009 (segunda-feira) – Já viciados e sem muita opção, fomos tomar café da manha na Nanay.




Foto da praça central de Galinhos.

Igreja, em amarelo, e prédio da Secretaria Municipal de Galinhos.

Nosso destino do dia era atravessar de barco para Guamaré, apesar de que todas as informações que havíamos obtido até então era de que não havia barcos constantes para lá e só contratando um particular.
Foto de uma das ruas de Galinhos.

Apesar de estar chovendo, fomos e, lógico que de sombrinha. Chegando ao píer, havia várias pessoas esperando barco para Pratagil, e estávamos tentando nos informar se havia para Guamaré, quando ancorou um barco com um rapaz gritando: “Guamaré, Guamaré...”

Não tivemos dúvida, pulamos dentro do barco, sem nos informarmos quanto seria a viagem.
Foto de outra rua de Galinhos onde fica a Pousada Galinhos.
A pousada Galinhos é outra opção de hospedagem que fica no centro da cidade e aparenta ser muito agradável. Contato: (84) 3552-0047.

Como não havia mais passageiros interessados no embarque, ele partiu e nós fomos apreciando a paisagem, a chuva e curtindo a natureza.

A distância entre Galinhos e Guamaré é de 6Km. A viagem foi excelente, custou o valor total de R$10,00, durou 30min, apesar de o barco andar a velocidade media de 9km/h, mais lento que o taxi-jegue.
A chuva continuava branda, desembarcamos na cidade e fomos conhecer o mercado, mas descobrimos que este não tinha nada de interessante e a cidade não tinha muito que se apreciar.
Assim, resolvemos procurar um restaurante, pois a chuva estava aumentado.
Encontrando um restaurante bem estruturado à beira do rio-mar, onde ficamos curtindo a chuva, e onde também almoçamos.

Depois fomos para o píer pegar o barco de volta e constatamos que os barcos ficam direto fazendo o trajeto Guamaré-Galinhos. A volta custou R$8,00, mais barato que a ida, ou seja, não há um preço padrão.

À tarde foi de dormir e ler, pois o tempo chuvoso estava propício para essa programação, rsrsrsrs.
Foto da igreja mais antiga de Galinhos.
Com a trégua da chuva fomos passear pela cidade, já era noite e fui novamente tomar o açaí e, para nossa surpresa, encontramos um carro 4x4 que estava com um som de marchinha de carnaval e arrastando um bloco de foliões, resolvemos nos unir aos foliões, foi muito maravilhoso.

24/02/2009 (terça-feira) – Nosso destino do dia: Ir a pé até Galos, fazendo o mesmo trajeto que havíamos feito de taxi-jegue.

O tempo estava bom, nublado, mas prometendo sol.
Foto do interior da Pousada Vila Galinhos.

O percurso da ida foi maravilhoso, pela praia, apreciando a areia, mar e os bichos que havia nas poucas pedras (rochas) da praia. Saímos 9:00h de Galinhos e chegamos em Galos às 10h:50min, o sol já estava tinindo e concluímos que o percurso a pé foi melhor que o de taxi-jegue, rsrsrsr. Para voltar, resolvemos ir pelo lado oposto, ou seja, acompanhando o rio-mar e onde tem o mangue.


Apesar de várias pessoas informarem que o caminho pelo mangue era muito difícil, resolvemos conferir pessoalmente.

A paisagem é muito bonita, o passeio de barco é outra forma de conferir o visual, mas caminhar passa a passo foi maravilhoso, apesar de ter sido super difícil, pois tivemos por várias vezes que andar pelo mangue, cheio de resto de conchas e uma areia mole, barrenta e de difícil caminhada, teve uma passagem que atravessamos quase que a nado devido à profundidade da água.
Infelizmente não há fotos, porque decidi não levar a máquina, já que podia chover e molhar.

Como a meta era caminhar, então quanto menos bagagem, melhor.

Durante o percurso encontramos com duas mulheres com seis crianças, estavam pegando marisco (búzio) na areia, já tinha um saco de +/- 20kg cheio deles vivos.
Parei para conversar e fiquei sabendo que duas das crianças eram filhos dela, os demais eram irmãos e a outra mulher era mãe dela. Ela estava grávida e aquele era o trabalho dela e que ajudava no sustento da família, pois depois de pegar os mariscos cozinhava, abria para tirar a carne e vendia ao valor de R$3,00/kg, sendo que um saco de 20kg se transformava em 3kg do marisco limpo (ou seja, sem a casca ou concha).
Pena não estar com a máquina fotográfica para registrar o momento. Mas, enfim, nem tudo se registra em fotos, há momentos que só ficam registrados na memória.

Enfim, sanadas as dificuldades do percurso, chegamos a Galinhos e nada como um bom banho de rio-mar para relaxar e depois um bom banho de chuveiro.

Para completar, resolvemos ir almoçar na pousada Vila Galinhos que havíamos descoberto no dia anterior.
Foto da pousada Vila Galinhos.
Essa é uma das pousadas mais transadas da cidade, seus donos são franceses e o local é especializado em receber hóspedes europeus que desejam aprender ou praticar Kite Surf.

Interessante que essa pousada não aparece na busca do Google, depois, pelo cartão de visita que peguei lá, verifiquei que o site da só apresenta os idiomas inglês, Frances e alemão, além disso, os preços das diárias são elevados.
Contato: http://www.kitesurfgalinhos.com/

Fones: Sylvie (85) 9946-3363; Edgar (85) 9946-3685 e (84) 3552 – 0169, isso mesmo, os dois primeiros tem código de DDD 85 e o último 84.


Como já esperávamos, o almoço é típico francês, ou seja, saboroso, mas é um prato por pessoa e a quantidade de comida deixa a desejar para nós brasileiros. Apesar disso, o almoço foi maravilhoso, o local é muito agradável e o atendimento, impecável.

Saciados, voltamos para fazer a nossa siesta.
Acordamos e resolvemos ir ao píer para apreciar um espetáculo da natureza: O por do sol. Apesar de nublado, o espetáculo foi maravilhoso.



25/02/2009 (quarta-feira) – Dia do retorno – café da manhã de despedida na Nanay, arrumação de malas, taxi-jegue para nos levar ao píer.


Chegando ao píer, pense na fila de pessoas e bagagem que estavam esperando. Como não havia outra solução, fomos para a fila. Saímos da pousada às 9h e conseguimos embarcar ás 10:30h, apesar da espera, foi uma diversão ver o povo de mala, cachorro, ventilador, panelas, colchões e tudo mais na fila para a travessia.

Feita a travessia, fomos pegar nosso carro no estacionamento e partir para o retorno. A taxa cobrada no estacionamento é voluntária, visto este ser mantido pela prefeitura. Assim, demos R$5,00 para o rapaz que estava lá e ele ficou satisfeito.
Partimos com destino a ir para Areia Branca pelo litoral. Saímos de Pratagil, fomos até Baixa do Meio, onde abastecemos, e seguimos para Pendência.
Chegando lá fomos nos informar como seguíamos para Ponta do Mel e informaram que a estrada estava totalmente danificada devido às chuvas ocorridas nos últimos meses e nos orientaram a voltar para o Alto do Rodrigues e pegar outra estrada.

Assim fizemos, só que nesse percurso tivemos que pegar uma estrada de chão de 6km, mas estava boa.

Assim fomos: Alto do Rodrigues, Carnaubal e Ponta do Mel onde almoçamos no Restaurante e Pousada Beiral, que fica na beira da praia, já havíamos estado lá em 2000, quando fizemos uma das viagens de Forteleza – Natal pela praia.
Conclusão: o almoço do local continua MARAVILHOSO e recomendo. Contato: (84) 3332-7098

Comemos um delicioso camarão ao molho por R$35,00.

A Praia de Ponta do Mel pertence à chamada Costa Branca, localizada no extremo litoral norte do Rio Grande do Norte, fica a aproximadamente 345 km de Natal e a 68 km da cidade de Mossoró.
A sua paisagem é caracterizada por falésias, dunas, oásis de coqueiros, barcos de pesca, e um povoado pitoresco.
O branco das dunas e do azul do imenso mar que se confunde com o céu confere à praia um cenário de paraíso.

Destaca-se por sua beleza selvagem. As dunas brancas de formação extremamente particular, lembrando muito as dunas do deserto, misturam-se às grandes falésias vermelhas em imensas e majestosas enseadas. Os contrastes de cores são fortes, e o azul do mar parece se derramar sobre a terra sedenta.

A praia é calma e oferece um ótimo banho de mar. As águas são rasas devido ao relevo marinho característico da região.

Já alimentados, seguimos nosso trajeto. Fomos até Areia Branca, onde há balsa para atravessar para Grossos.
Chegamos em torno de 15h, mas tivemos que esperar até 15h30min, horário que a balsa saia. Fizemos a travessia e seguimos para Itarema, Aracati e Fortaleza.

Travessia de Balsa Areia Branca - Grossos
Fim da viagem. Mais uma vez constatamos que todo lugar tem sua própria beleza, resta-nos desvendar e admirar.

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